segunda-feira, 7 de maio de 2012

Procissão a Maria nossa mãe



No dia 12, Sábado: teremos a habitual Procissão nocturna de Nª Sª de Fátima, com o ponto de partida e de chegada na Igreja de S. João de Malta. Sai às 21 horas.  

No dia 13 de Maio, por ser Domingo, não haverá Missa às 21h00, na Igreja de S. João de Malta. Mas teremos Terço e Bênção do Santíssimo a essa hora. Além disso, durante a tarde do mesmo dia 13, a Igreja de S. João de Malta estará aberta para as pessoas que queiram aí rezar.

Na Igreja de São João de Malta tem-se vindo a realizar o “Mês de Maria” às horas habituais: às 19h00 nos dias de semana e às 16h00, nos Sábados.

domingo, 6 de maio de 2012

V Domingo da Páscoa - a poda




O Pai poda-nos, é o que Tu dizes.
Poda os que dão fruto, para que dêem mais.
Podam-nos os amigos, o grupo, a comunidade,
através das relações claras e fraternas;
através da ajuda, da crítica e da experiência.
Podam-nos quando põem em crise
o nosso estilo de vida e a nossa escala de valores;
quando nos fazem enfrentar as incoerências
e as zonas escuras do nosso ser.
Alguns se podam a si mesmos para dar mais fruto.
Sabem dizer não a certas coisas.
A maioria das podas vêm sem serem procuradas.
É a vida que as traz quando menos o esperas;
são podas involuntárias, imprevistas,
às vezes duras e dolorosas,
e nem sempre as aceitamos como algo positivo.
Involuntária ou voluntária, a tempo ou a destempo,
assumida ou rejeitada,
a poda é o segredo das pessoas que se fizeram fortes,
dos homens e mulheres que dão fruto,
dos que têm vida.
Poda-nos, Senhor! Poda-me, Senhor!
Ulibarri, Fl.

domingo, 29 de abril de 2012

IV Domingo da Páscoa . O Bom Pastor

"Eu sou o BOM PASTOR" (Jo 10, 11).

"Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil, e preciso de as reunir; elas ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor". (Jo. 10, 16)


O PASTOR , VIVE, e dá Vida. O Bom Pastor é“Deus connosco”

Jesus diz-nos hoje, que Ele é o Pastor verdadeiro. O Bom Pastor está ao serviço de todas as ovelhas, mesmo que sejam pobres ou velhas. 
Entendemos que, para Ele, TODOS somos importantes? Dar a vida é amar com predilecção cada uma das ovelhas, embora elas não o saibam.  
Os mercenários, que abandonam as ovelhas em momentos de crise, é porque a única coisa que lhes interessa é explorá-las.
Em 2008, 1.000 milhões de pessoas morreram de fome, enquanto o mundo produziu o suficiente para alimentar 10.000 milhões. Se não inventarmos outra sociedade morreremos todos.
Jesus questiona-nos: Não sabeis que eles necessitam que lhes deis VIDA? Como Eu os conheço a todos pelo nome, reconhecei também vós também os vossos irmãos.
O Bom Pastor, por excelência é Jesus Cristo, mas todos recebemos Dele essa missão de dar vida, de animar e acompanhar, de criar unidade... Só Unidos sustentaremos mundo. 
Jesus é único Salvador, o Pastor que conduz à verdadeira vida em plenitude, mas deseja que todos nós façamos parte do seu projecto e o revelemos no diálogo que gera amor, nas atitudes de uma Vida que se oferece. 
Estamos hoje a celebrar o Dia Mundial de Oração pelas Vocações e o tema que nos é proposto: “As vocações, dom do amor de Deus”, é uma chamada de atenção para todos nós! Pároco, catequistas, pais, mães… Não exclui ninguém.
Temos de anunciar a todos que Jesus, O Bom Pastor dá a vida por cada um de nós, conhece-nos pelo nome. Ele diz: “ A vida ninguém ma tira, sou eu que a dou livremente.” E convida-nos a fazer o mesmo, a gastar a vida por amor. Só assim podemos responder a um amor tão grande!  

P. Hermínio Vitorino, sj



P. Hermínio Vitorino, sj

“Ninguém Ma tira [a vida] sou Eu que a dou espontaneamente.” Jo 10, 17


Dar ou tirar a vida?

Não é assim tão simples responder a esta pergunta. Por vezes não parece que o tempo, e mil outras situações, nos vão tirando pedaços de vida? Quantos sonhos por realizar, quanta azáfama e correria, e, de repente, chocamos com a fragilidade de um acidente ou uma doença. É verdade, podemos andar a viver como se tudo nos fosse tirado: o tempo, o vigor, a saúde, o convívio com os outros. Mas também é possível ter outra perspectiva: a vida foi-nos dada para aprendermos a dá-la. Quando dá gosto e quando custa, dar como quem semeia, dar quando não apetece, dar como se fosse este o último momento, dar com sorrisos ou com lágrimas. Conseguimos ver a diferença?

“Ainda há pastores?” é o título de um belíssimo documentário de 2008 de Jorge Pelicano. Foi dele que me lembrei ao voltar a ler este evangelho chamado do Bom Pastor. Não tanto preocupado pelos pastores de gado (que certamente a crise também afecta) mas por esta imagem/missão que gosto de ver atribuída a todos nós. Não somos um pouco pastores de todos aqueles que amamos? Não nos preocupamos com eles e desejamos cuidar com atenção e ternura, como diz o Caetano Veloso: “Quando a gente ama é claro que a gente cuida?”? O que é que pode mudar tudo isso? O que pode fazer com que alguém, responsável por outras pessoas, pelo bem comum, pelo dinheiro de muitos, pelo serviço a uma comunidade, deixe de ser pastor e passe a mercenário? Se se desiste do esforço de educar, de ser honesto e verdadeiro, de assumir os erros para melhorar, de dar valor ao trabalho, de procurar o maior bem para os outros, então, não há mesmo pastores!   

“Amigos improváveis” (“Intouchables” no original), o maior êxito do cinema francês, é um filme que nos “toca”. Porque na situação de duas pessoas que, normalmente, não se “tocariam”, pois pertencem a mundos tão diferentes e distantes, descobrimos como nos tornamos responsáveis uns pelos outros. E como a responsabilidade mútua é capaz de levar a verdadeiros milagres de ressurreição. Quando somos verdadeiros connosco e com os outros, quando ultrapassamos a aparência e vencemos o egoísmo, esse bichinho tão pernicioso que nos esburaca a alma fazendo-nos crer que assim é que somos felizes. Sim, isto de Deus nos fazer à sua imagem tem grandes consequências: só podemos ser felizes quando nos damos, quando nos gastamos com outros e para outros, quando ajudamos a descobrir a maravilha da vida até de alguém que só pode mexer a cabeça. Não será essa a diferença entre dar ou guardar a vida?  Vamos lá descobrir de novo de quem somos pastores!

P. Vítor Gonçalves 
in VOZ DA VERDADE 29.04.2012

segunda-feira, 23 de abril de 2012

III Domingo da Páscoa



Jesus aparece no caminho que percorremos, na casa que habitamos, na conversa que partilhamos.
Ao partir o pão - sinal da vida das pessoas simples e motivo de luta das pessoas necessitadas - ao partilhar o nosso caminho e ao dizer-nos palavras de ânimo e perdão, descobrimos a sua Pessoa, transmissora de paz, animadora do caminho, aliviadora de fadigas. 

Jesus enche-nos de sua Paz, da sua Alegria e de Vida nova.

domingo, 8 de abril de 2012


Jesus Ressuscitou! É este o canto de alegria que renovamos todos os anos na Páscoa! Nele ressoa, através dos tempos, o espanto e a alegria que as Santas Mulheres e os Apóstolos viveram no “primeiro dia da semana”, no primeiro dia da eternidade sem tempo em que o Verbo de Deus encarnado ressuscitou dos mortos e se manifestou, vivo, aos discípulos!

Dos relatos canónicos, que a Igreja conservou ao longo dos séculos, podem esboçar-se quatro quadros que nos ajudam a reviver o acontecimento.

1º A dedicação pela Pessoa de Jesus, manifestada no amor e coragem das Santas Mulheres, de quem, Maria Madalena é o melhor exemplo (não considerando o caso muito especial da Mãe de Jesus). São elas que O acompanham ao Calvário, o que parecia ser o fim de tudo, e são ainda elas as primeiras a querer ultimar os cuidados devidos ao corpo do Senhor.

2º A surpresa do sepulcro vazio! “Levaram o Senhor”, foi a primeira reacção! “Ainda não tinham entendido as Escrituras”! Mas o sepulcro aberto ajudou também a abrir-lhes o entendimento!

3º “Viram e acreditaram!” É estranho que tenham acreditado só pelo que viram: um sepulcro aberto, os lençóis e ligaduras arrumadas! Mas foi então que tudo começou a fazer sentido!... Os escritos dos Profetas e os sucessivos anúncios que o próprio Jesus tinha pronunciado… Faltava-lhes a manifestação do Senhor vivo! De qualquer modo, mereceram a aparição de Jesus Ressuscitado, mesmo antes dos Apóstolos.

4º O testemunho da Ressurreição. Foram elas, em primeiro lugar, a levá-lo aos Apóstolos que até não as tomaram muito a sério. Mas, depois, “testemunho” e seus derivados são as palavras mais usadas nos Actos dos Apóstolos. A cada passo, estes recorrem à força do testemunho para convencer os seus ouvintes de que Jesus está vivo junto do Pai e quer atrair a Si todos os homens, para ao salvar, lhes dar um sentido de existir!

Até que ponto é que a minha dedicação pela Pessoa de Jesus me leva também ao “testemunho”? Não há outro modo de dar a conhecer a força da Sua Ressurreição!


MUITO BOAS-FESTAS NA ALEGRIA DO SENHOR RESSUSCITADO!
P. Manuel Vaz Pato, sj

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Sexta feira Santa



ORAÇÃO DIANTE DA CRUZ

Recebe, Senhor, os nossos medos
– e transforma-os em confiança.

Recebe, Senhor, o nosso sofrimento
– e transforma-o em crescimento.

Recebe, Senhor, o nosso silêncio
– e transforma-o em adoração.

Recebe, Senhor, as nossas crises
– e transforma-as em maturidade.

Recebe, Senhor, as nossas lágrimas
– e transforma-as em oração.

Recebe, Senhor, a nossa ira
– e transforma-a em serenidade.

Recebe, Senhor, o nosso desânimo
– e transforma-o em fé.

Recebe, Senhor, a nossa solidão
– e transforma-a em contemplação.

Recebe, Senhor, as nossas amarguras
– e transforma-as em paz de espírito.

Recebe, Senhor, a nossa morte
– e transforma-a em ressurreição.

 (por Frei Acílio Mendes)

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Quinta feira Santa



"Levantou-Se da mesa, tirou o manto e tomou uma toalha que pôs à cintura. Depois, deitou água numa bacia, e começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugá-los com a toalha que pusera à cintura." ( do Evangelho de S. João)

O amor e o serviço acontecem simplesmente, sem grandes palavras e sobretudo traduzido em gestos...  
E esta é a boa notícia de hoje: Jesus é o servo dos Servos  por amor e os discípulos sentem o toque do mestre que se ajoelha a seus pés, os olha de "baixo para cima" e lhes pede: "Deixa-me lavar-te os pés"!

Aqui estamos, como somos, para estar Convosco. Abri a nossa vida ao mistério da Vossa presença e tornai-nos capazes de acolher o Vosso Amor.

Pintura de  Rupnik

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Coro Santo Inácio








No Domingo de Ramos (1 de Abril), a nossa Comunidade Paroquial recebeu com alegria o Coro Santo Inácio dirigido pelo seu Maestro Padre João Caniço, sj.
Este grupo cantou na Eucaristia das 11:30, e ofereceu-nos ainda às 15:00 um Concerto de Música Sacra de temática pascal. Em ambas as intervenções, o Coro provocou a interação com as pessoas da Comunidade, sendo sido por isso um momento de beleza e partilha de dons.
Muito obrigado ao Coro Santo Inácio e  todos os que promoveram e ajudaram nesta atividade.

segunda-feira, 2 de abril de 2012


A celebração litúrgica do dia de hoje condensa os contrastes e contradições de toda a semana que se segue. Por um lado, recordamos a entrada triunfal de Jesus na cidade santa, por outro, lemos e meditamos a descrição da Paixão. Só cinco dias separaram no tempo estes dois acontecimentos - mas quantas diferenças! O mesmo povo O aclama primeiro e O acusa depois! Porquê esta mudança brusca no comportamento da multidão? A memória curta das multidões não explica tudo. Não tinham ainda compreendido que espécie de reinado era o de Jesus Cristo. Impressionados pela cura do cego de nascença e pela ressurreição de Lázaro, viram em Jesus o libertador político: finalmente aparecera o rei, o descendente de David, que iria expulsar o dominador romano! Mas os acontecimentos dos dias seguintes vieram desfazer esses sonhos e Jesus, de triunfador de domingo, passou ao desprezado e malfeitor de sexta-feira. Não era Jesus a entrar em Jerusalém que eles aclamavam, mas sim a imagem que a sua própria conveniência dEle criara. Desde sempre Jesus Cristo é sinal de contradição e também nós corremos o risco
de "instrumentalizar" a sua imagem. Esta semana recorda-nos vivamente que este Homem em quem acreditamos (não porque nos dá jeito, ou por pura tradição) é Deus feito homem, humilhado até à Cruz, por nós, solidário com as nossas dores e limitações, até à morte. Este é o Jesus que quis sofrer a injustiça, a traição, a tortura, o desprezo, o sofrimento, a condenação à morte - para estar perto de tantos homens e mulheres sujeitos a idênticos ciclos de violência. Ele próprio tinha anunciado, paradoxalmente, que esta era a sua "hora", este o seu "dia" de vitória, o seu tempo de glorificação. É, de facto, a semana em que a morte e a vida travam um combate total; aparentemente vencido, Jesus Cristo é o vencedor! "Eu sou a vida", tinha afirmado antes. E a vida vence a morte. "Páscoa" significa "passagem"; passagem da humilhação ao triunfo, da derrota à vitória, da morte à vida. Estes dias são de tristeza, acompanhando o Senhor na sua Paixão. Mas são também de alegria, são dias de derrota vitoriosa, porque da morte nasce a vida. É com os olhos postos na manhã da Ressurreição que devemos meditá-los e vivê-los, na liturgia, na oração, no nosso dia-a-dia.
P. Manuel Vaz Pato, sj