terça-feira, 22 de maio de 2012
segunda-feira, 14 de maio de 2012
A Virgem Maria na nossa cidade
Covilhã, 12 de Maio de 2012
Acabamos de percorrer as ruas da nossa cidade, na companhia da Virgem Maria, que peregrinou connosco e que, agora, se encontra aqui, bem juntinho de nós. Olhamos para Ela, para o seu rosto de brancura imaculada, para os cravos brancos que simbolizam essa brancura e que tão generosamente, lhe oferecemos. Tivemos ocasião de louvar o Senhor, porque Ele, em Maria, operou maravilhas: Ela é a Mãe de Deus e nossa Mãe; Ela é a Virgem Maria, a cheia de graça, que deu à luz Jesus por obra e graça do Espírito Santo. Cantamos Maria, a humilde serva do Senhor, uma criatura como nós, a agraciada de Deus e chamamos-lhe a Senhora do SIM que tornou possível a nossa salvação
Nesta peregrinação pelas
ruas da nossa cidade, num passo lento e silencioso, do íntimo do nosso coração,
fomos desfiando diante da Senhora, a história das nossas vidas: as nossas
alegrias pelas graças recebidas por seu intermédio, mas também as nossas
tristezas, aquilo que mais nos aflige neste momento: a doença dum filho ou filha,
as nossas próprias doenças, dores e sofrimentos, os nossos fracassos, as nossas
limitações, a nossa falta de emprego para deitar mão às necessidades da família
e, certamente, não deixamos de lhe dirigir esta prece: “Senhora, consoladora dos aflitos, rogai por nós… “
Nesta nossa
peregrinação, unimo-nos, hoje, de modo especial, a todos aqueles e aquelas que
se deslocaram a Fátima e que, na tarde do dia de amanhã, se dirigirão para suas
casas consolados por terem estado com Maria, por lhe terem dirigido as suas
preces e ansiosos por corresponderem ao seu desejo principal: conhecer sempre mais e melhor o seu Filho
Jesus para melhor o amarem e servirem. E nós, juntamo-nos a eles, com o
mesmo desejo, no regresso, em breve, a nossas casas. Para isso, Maria nos visitou
em Fátima, em Lourdes e em tantos outros povos da terra, como missionária do Senhor, unida à Missão de
seu Filho, Jesus Cristo, o enviado especial de Deus Pai. Senhora missionária, faz-nos missionários do teu Filho…
Como não compreender
a afeição, ternura e carinho que lhe tributaram e tributam tantos milhões de
crentes, porque n’Ela encontraram a Mãe
que protege contra as insídias do inimigo, contra as seduções do mal,
porque Ela é guia que nos leva a
Cristo, caminho, verdade e vida, porque Ela apazigua, ajuda-nos e viver em paz connosco próprios, paz nas nossas
famílias, paz na sociedade, paz num mundo em guerra: “Senhora da paz, dai-nos a paz…”
Em 431, no Concílio
de Éfeso, a Igreja afirmou contra as heresias, que Jesus é o Filho de Deus e
proclamou igualmente Maria a Mãe de Deus.
Esta afirmação sobre Maria, a Mãe de Deus, em grego, a Theotókos, que significa a “portadora de Deus”, foi acolhida por
uma multidão em festa, batendo palmas e louvando Maria com inúmeras luzes
acesas para comemorarem esta definição dogmática. Desde então, todos vamos a
Maria e este encontro com Ela, hoje, nesta noite, tem uma grande expressão, na
nossa cidade da Covilhã. Reunimo-nos, aqui todos os anos, porque queremos aclamar,
publicamente, Maria, a Mãe de Deus. Quando, porém, dizemos que Maria é a Mãe de
Deus, não queremos dizer que Maria deu à luz a Divindade, mas sim que Ela deu à
luz Aquele que vem de Deus e que era, desde o princípio, junto de Deus: “no
princípio era o Verbo e o Verbo era Deus” (João, 1,1). Compreendendo Jesus,
compreenderemos também, a vocação de Maria, a Mãe de Deus: “Maria Mãe de Deus, rogai por nós…”
Figura discreta e
silenciosa do Evangelho, Maria é sempre aquela que conduz a Jesus, nos ensina a
rezar, a entrar pouco a pouco na intimidade e a amar. É o fruto que lhe pedimos
esta noite, de velas acesas nas mãos, para exprimirmos a luz de que todos
necessitamos, a Luz do Seu Filho Jesus Cristo que ilumina os nossos corações e a
terra inteira.
Maria esteve nos
começos do nascimento da Igreja no momento em que os Apóstolos estavam reunidos
no Cenáculo (Act. 1, 13), aguardando a vinda do Espírito Santo. Por isso, “a
Igreja honra-a como Mãe amantíssima, dedicando-lhe afecto e piedade filial” (L.G.
53). O Concílio Vaticano II consagrou esta afirmação sobre Maria. Ela é e Mãe
de todos nós e da Igreja. Sob a sua protecção, colocamos as comunidades cristãs
da nossa Diocese da Guarda e, mesmo que venhamos a ser “pequeno rebanho”, caminhemos,
sem medo, porque Maria vai connosco a incutir-nos fé e confiança: “Maria, Mãe amantíssima, rogai por nós…”
Padre José Augusto de Sousa, s.j.
Foto José Pereira
Foto José Pereira
Postado por
Paróquia de S. Pedro
às
18:39:00
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Procissão a Maria nossa mãe
No dia 12, Sábado: teremos a habitual Procissão nocturna de
Nª Sª de Fátima, com o ponto de partida e de chegada na Igreja de S. João de
Malta. Sai às 21 horas.
No dia 13 de Maio, por ser Domingo,
não haverá Missa às 21h00, na Igreja de S. João de Malta. Mas teremos Terço e
Bênção do Santíssimo a essa hora. Além disso, durante a tarde do mesmo dia 13,
a Igreja de S. João de Malta estará aberta para as pessoas que queiram aí
rezar.
Na Igreja de São João de Malta tem-se vindo a realizar o “Mês
de Maria” às horas habituais: às 19h00 nos dias de semana e às 16h00, nos
Sábados.
Postado por
Paróquia de S. Pedro
às
11:12:00
domingo, 6 de maio de 2012
V Domingo da Páscoa - a poda
O Pai poda-nos, é o que Tu dizes.
Poda os que dão fruto, para que dêem
mais.
Podam-nos os amigos, o grupo, a
comunidade,
através das relações claras e fraternas;
através da ajuda, da crítica e da experiência.
através das relações claras e fraternas;
através da ajuda, da crítica e da experiência.
Podam-nos quando põem em crise
o nosso estilo de vida e a nossa escala de valores;
quando nos fazem enfrentar as incoerências
e as zonas escuras do nosso ser.
o nosso estilo de vida e a nossa escala de valores;
quando nos fazem enfrentar as incoerências
e as zonas escuras do nosso ser.
Alguns se podam a si mesmos para dar
mais fruto.
Sabem dizer não a certas coisas.
A maioria das podas vêm sem serem
procuradas.
É a vida que as traz quando menos o esperas;
são podas involuntárias, imprevistas,
às vezes duras e dolorosas,
e nem sempre as aceitamos como algo positivo.
são podas involuntárias, imprevistas,
às vezes duras e dolorosas,
e nem sempre as aceitamos como algo positivo.
Involuntária ou voluntária, a tempo
ou a destempo,
assumida ou rejeitada,
assumida ou rejeitada,
a poda é o segredo das pessoas que se
fizeram fortes,
dos homens e mulheres que dão fruto,
dos que têm vida.
dos homens e mulheres que dão fruto,
dos que têm vida.
Poda-nos, Senhor! Poda-me, Senhor!
Ulibarri,
Fl.
domingo, 29 de abril de 2012
IV Domingo da Páscoa . O Bom Pastor
"Eu sou o BOM PASTOR" (Jo 10, 11).
"Tenho
ainda outras ovelhas que não são deste redil, e
preciso de as reunir; elas ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho
e um só pastor". (Jo. 10, 16)
O PASTOR , VIVE, e dá
Vida. O Bom Pastor é“Deus connosco”
Jesus
diz-nos hoje, que Ele é o Pastor verdadeiro. O Bom Pastor está ao serviço de
todas as ovelhas, mesmo que sejam pobres ou velhas.
Entendemos
que, para Ele, TODOS somos importantes? Dar a vida é amar com predilecção
cada uma das ovelhas, embora elas não o saibam.
Os mercenários, que abandonam as ovelhas em momentos de crise, é porque a única coisa que lhes
interessa é explorá-las.
Em
2008, 1.000 milhões de pessoas morreram de fome, enquanto o mundo produziu o
suficiente para alimentar 10.000 milhões. Se não inventarmos outra sociedade
morreremos todos.
Jesus
questiona-nos: Não sabeis que eles necessitam que lhes deis VIDA? Como Eu os
conheço a todos pelo nome, reconhecei também vós também os vossos irmãos.
O
Bom Pastor, por excelência é Jesus Cristo, mas todos recebemos Dele essa missão
de dar vida, de animar e acompanhar, de criar unidade... Só Unidos
sustentaremos mundo.
Jesus
é único Salvador, o Pastor que conduz à verdadeira vida em plenitude, mas
deseja que todos nós façamos parte do seu projecto e o revelemos no diálogo que
gera amor, nas atitudes de uma Vida que se oferece.
Estamos
hoje a celebrar o Dia Mundial de Oração pelas Vocações e o tema que nos é
proposto: “As vocações, dom do amor de Deus”, é uma chamada de atenção para
todos nós! Pároco, catequistas, pais, mães… Não exclui ninguém.
Temos
de anunciar a todos que Jesus, O Bom Pastor dá a vida por cada um de nós,
conhece-nos pelo nome. Ele diz: “ A vida ninguém ma tira, sou eu que a dou
livremente.” E convida-nos a fazer o mesmo, a gastar a vida por amor. Só
assim podemos responder a um amor tão grande!
P. Hermínio Vitorino,
sj
P. Hermínio Vitorino, sj
“Ninguém Ma tira [a vida] sou Eu que a dou espontaneamente.” Jo 10, 17
Dar ou tirar a vida?
Não é assim tão
simples responder a esta pergunta. Por vezes não parece que o tempo, e mil
outras situações, nos vão tirando pedaços de vida? Quantos sonhos por realizar,
quanta azáfama e correria, e, de repente, chocamos com a fragilidade de um
acidente ou uma doença. É verdade, podemos andar a viver como se tudo nos fosse
tirado: o tempo, o vigor, a saúde, o convívio com os outros. Mas também é
possível ter outra perspectiva: a vida foi-nos dada para aprendermos a dá-la.
Quando dá gosto e quando custa, dar como quem semeia, dar quando não apetece,
dar como se fosse este o último momento, dar com sorrisos ou com lágrimas.
Conseguimos ver a diferença?
“Ainda há pastores?” é
o título de um belíssimo documentário de 2008 de Jorge Pelicano. Foi dele que
me lembrei ao voltar a ler este evangelho chamado do Bom Pastor. Não tanto
preocupado pelos pastores de gado (que certamente a crise também afecta) mas
por esta imagem/missão que gosto de ver atribuída a todos nós. Não somos um
pouco pastores de todos aqueles que amamos? Não nos preocupamos com eles e
desejamos cuidar com atenção e ternura, como diz o Caetano Veloso: “Quando a
gente ama é claro que a gente cuida?”? O que é que pode mudar tudo isso? O que
pode fazer com que alguém, responsável por outras pessoas, pelo bem comum, pelo
dinheiro de muitos, pelo serviço a uma comunidade, deixe de ser pastor e passe
a mercenário? Se se desiste do esforço de educar, de ser honesto e verdadeiro,
de assumir os erros para melhorar, de dar valor ao trabalho, de procurar o maior
bem para os outros, então, não há mesmo pastores!
“Amigos improváveis” (“Intouchables” no original), o maior êxito do cinema francês, é um filme que nos “toca”. Porque na situação de duas pessoas que, normalmente, não se “tocariam”, pois pertencem a mundos tão diferentes e distantes, descobrimos como nos tornamos responsáveis uns pelos outros. E como a responsabilidade mútua é capaz de levar a verdadeiros milagres de ressurreição. Quando somos verdadeiros connosco e com os outros, quando ultrapassamos a aparência e vencemos o egoísmo, esse bichinho tão pernicioso que nos esburaca a alma fazendo-nos crer que assim é que somos felizes. Sim, isto de Deus nos fazer à sua imagem tem grandes consequências: só podemos ser felizes quando nos damos, quando nos gastamos com outros e para outros, quando ajudamos a descobrir a maravilha da vida até de alguém que só pode mexer a cabeça. Não será essa a diferença entre dar ou guardar a vida? Vamos lá descobrir de novo de quem somos pastores!
“Amigos improváveis” (“Intouchables” no original), o maior êxito do cinema francês, é um filme que nos “toca”. Porque na situação de duas pessoas que, normalmente, não se “tocariam”, pois pertencem a mundos tão diferentes e distantes, descobrimos como nos tornamos responsáveis uns pelos outros. E como a responsabilidade mútua é capaz de levar a verdadeiros milagres de ressurreição. Quando somos verdadeiros connosco e com os outros, quando ultrapassamos a aparência e vencemos o egoísmo, esse bichinho tão pernicioso que nos esburaca a alma fazendo-nos crer que assim é que somos felizes. Sim, isto de Deus nos fazer à sua imagem tem grandes consequências: só podemos ser felizes quando nos damos, quando nos gastamos com outros e para outros, quando ajudamos a descobrir a maravilha da vida até de alguém que só pode mexer a cabeça. Não será essa a diferença entre dar ou guardar a vida? Vamos lá descobrir de novo de quem somos pastores!
P. Vítor Gonçalves
in VOZ DA VERDADE
29.04.2012
segunda-feira, 23 de abril de 2012
III Domingo da Páscoa
Jesus
aparece no caminho que percorremos, na casa que habitamos, na conversa que
partilhamos.
Ao
partir o pão - sinal da vida das pessoas simples e motivo de luta das pessoas necessitadas - ao partilhar o nosso caminho e ao dizer-nos palavras de ânimo e perdão, descobrimos a sua Pessoa, transmissora de paz, animadora do
caminho, aliviadora de fadigas.
Jesus enche-nos de sua Paz, da sua Alegria e de Vida nova.
domingo, 8 de abril de 2012
Jesus Ressuscitou! É este o canto de alegria que renovamos
todos os anos na Páscoa! Nele ressoa, através dos tempos, o espanto e a alegria
que as Santas Mulheres e os Apóstolos viveram no “primeiro dia da semana”, no
primeiro dia da eternidade sem tempo em que o Verbo de Deus encarnado
ressuscitou dos mortos e se manifestou, vivo, aos discípulos!
Dos relatos
canónicos, que a Igreja conservou ao longo dos séculos, podem esboçar-se quatro
quadros que nos ajudam a reviver o acontecimento.
1º A dedicação pela
Pessoa de Jesus, manifestada no amor e coragem das Santas Mulheres, de quem,
Maria Madalena é o melhor exemplo (não considerando o caso muito especial da
Mãe de Jesus). São elas que O acompanham ao Calvário, o que parecia ser o fim
de tudo, e são ainda elas as primeiras a querer ultimar os cuidados devidos ao
corpo do Senhor.
2º A surpresa do
sepulcro vazio! “Levaram o Senhor”, foi a primeira reacção! “Ainda não tinham
entendido as Escrituras”! Mas o sepulcro aberto ajudou também a abrir-lhes o
entendimento!
3º “Viram e acreditaram!”
É estranho que tenham acreditado só pelo que viram: um sepulcro aberto, os
lençóis e ligaduras arrumadas! Mas foi então que tudo começou a fazer
sentido!... Os escritos dos Profetas e os sucessivos anúncios que o próprio
Jesus tinha pronunciado… Faltava-lhes a manifestação do Senhor vivo! De
qualquer modo, mereceram a aparição de Jesus Ressuscitado, mesmo antes dos
Apóstolos.
4º O testemunho da
Ressurreição. Foram elas, em primeiro lugar, a levá-lo aos Apóstolos que até
não as tomaram muito a sério. Mas, depois, “testemunho” e seus derivados são as
palavras mais usadas nos Actos dos Apóstolos. A cada passo, estes recorrem à
força do testemunho para convencer os seus ouvintes de que Jesus está vivo
junto do Pai e quer atrair a Si todos os homens, para ao salvar, lhes dar um
sentido de existir!
Até que ponto é que
a minha dedicação pela Pessoa de Jesus me leva também ao “testemunho”? Não há
outro modo de dar a conhecer a força da Sua Ressurreição!
MUITO BOAS-FESTAS NA ALEGRIA DO SENHOR RESSUSCITADO!
P. Manuel Vaz Pato, sj
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Sexta feira Santa
ORAÇÃO DIANTE DA CRUZ
Recebe, Senhor, os nossos medos
– e transforma-os em confiança.
Recebe, Senhor, o nosso sofrimento
– e transforma-o em crescimento.
Recebe, Senhor, o nosso silêncio
– e transforma-o em adoração.
Recebe, Senhor, as nossas crises
– e transforma-as em maturidade.
Recebe, Senhor, as nossas lágrimas
– e transforma-as em oração.
Recebe, Senhor, a nossa ira
– e transforma-a em serenidade.
Recebe, Senhor, o nosso desânimo
– e transforma-o em fé.
Recebe, Senhor, a nossa solidão
– e transforma-a em contemplação.
Recebe, Senhor, as nossas amarguras
– e transforma-as em paz de espírito.
Recebe, Senhor, a nossa morte
– e transforma-a em ressurreição.
(por Frei Acílio Mendes)
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Quinta feira Santa
"Levantou-Se da mesa, tirou o manto e tomou
uma toalha que pôs à cintura. Depois, deitou água numa bacia, e começou a lavar
os pés aos discípulos, e a enxugá-los com a toalha que pusera à cintura." ( do Evangelho de S. João)
O
amor e o serviço acontecem simplesmente, sem grandes palavras e sobretudo traduzido em gestos...
E esta é a boa notícia de hoje: Jesus é o servo dos Servos por amor e os discípulos sentem o toque do mestre que se ajoelha a seus pés, os olha de "baixo para cima" e lhes pede: "Deixa-me lavar-te os pés"!
Aqui estamos, como somos, para
estar Convosco. Abri a nossa vida ao mistério da Vossa presença e tornai-nos
capazes de acolher o Vosso Amor.
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