domingo, 8 de julho de 2012

XIV Domingo Comum - Ano B


Paulo assegura aos cristãos de Corinto, que Deus atua e manifesta 
seu poder no mundo através de instrumentos fracos e limitados.
 - Deus garante a Paulo e a todos os que têm algum "espinho":
            "Basta-te a minha graça...".


Informações úteis

A partir do próximo Domingo (dia 15) e até meados de Setembro, só haverá confissões da parte de manhã, nos dias e horas habituais.

Ocorrendo, neste mês, no dia 17, a festa dos 40 mártires Beato Inácio de Azevedo e Companheiros – entre os quais se encontra o Covilhanense Beato Francisco Álvares – vamos rezar a sua novena a partir de hoje, ao fim das Missas celebradas na Paróquia. Pediremos, em especial, pela sua canonização. A este propósito e por iniciativa do Museu de Arte Sacra, vai haver uma série de eventos cujo programa pode ser consultado à saída.

A partir do próximo fim-de-semana, o P. Francisco Rodrigues vai estar uns dias entre nós. Na segunda-feira, dia 16, dará uma palestra acerca da sua recente experiência no México e em Cuba. Será no Salão S. Inácio, pelas 21h15. Estamos todos convidados.

A nossa Paróquia está a preparar, para a primeira semana de Setembro, uma peregrinação a Lurdes e aos locais relacionados com Santo Inácio e S. Francisco Xavier, com regresso por Madrid. Esperamos ter, em breve, os cartazes com os pormenores. Esta peregrinação será também acompanhada pelo Padre Francisco Rodrigues.


terça-feira, 3 de julho de 2012

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Solenidade de S. Pedro e S. Paulo




À Igreja e a Pedro é confiado o poder das chaves - isto é, de interpretar as palavras de Jesus, de adaptar os Seus ensinamentos aos desafios do mundo e de acolher todos aqueles que aderem à proposta de salvação que Jesus oferece. Padroeiro da nossa comunidade, procuremos como ele seguir Jesus até ao fim.
Na Solenidade dos apóstolos S. Pedro e S. Paulo, a liturgia convida-nos a reflectir sobre estas duas figuras e a considerar o seu exemplo de fidelidade a Jesus Cristo e de testemunho do projecto libertador de Deus.




sexta-feira, 15 de junho de 2012

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus


 «Um dos soldados trespassou-Lhe o peito com uma lança
e logo brotou sangue e água»

Irmãos, sigamos o nosso chamamento: somos chamados pela Vida à fonte da vida; esta fonte não é apenas fonte «de água viva» (Jo 4,10), mas da vida eterna, fonte de luz e de claridade. Com efeito, dela vêm todas as coisas: sabedoria, vida e luz eterna. [...] Senhor, és Tu mesmo esta fonte, sempre e para sempre desejável, e da qual nos é sempre permitido e sempre necessário aurir. «Dá-nos sempre, Senhor Jesus, desta água» para que, também em nós, ela se torne uma fonte de água «a jorrar para a vida eterna» (Jo 4,15.14). Tu, Rei da glória, sabes dar grandes coisas e Tu mesmo as prometeste. Nada é maior do que Tu e é a Ti próprio que nos dás, foste Tu que Te deste por nós.

É por isso que é a Ti que pedimos [...] porque não queremos receber senão a Ti mesmo. Tu és o nosso tudo: a nossa vida, a nossa luz e a nossa salvação, a nossa comida e a nossa bebida, o nosso Deus. Inspira os nossos corações, suplico-Te, ó Jesus nosso; pelo sopro do Teu Espírito, abençoa as nossas almas com o Teu amor, para que cada um de nós possa dizer com verdade: «Vistes Aquele que o meu coração ama?» (Ct 3,3), porque foi com o Teu amor que fui ferido.

Desejo que essas feridas estejam em mim, Senhor. Feliz da alma a quem o amor assim fere
a alma que procura a fonte, a que bebe e que, no entanto, não cessa de ter sempre sede, mesmo bebendo, nem de ir sempre em busca dela pelo seu desejo, nem de sempre beber, na sua sede. É assim que ela sempre busca amando, pois encontra a cura na sua própria ferida.
(Comentário ao Evangelho do dia feito por: São Columbano (563-615), monge, fundador de mosteiros. Instruções de S. Columbano, n° 13)

Foto da nossa Igreja, dedicada ao  Coração de Jesus

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Solenidade do Corpo de Deus




Da relação entre a Eucaristia e os restantes sacramentos juntamente com o significado escatológico dos santos mistérios, irrompe o perfil da vida cristã, chamada a ser em cada instante culto espiritual, oferta de si mesma agradável a Deus. E, se é verdade que nos encontramos todos ainda a caminho rumo à plena consumação da nossa esperança, isto não impede de podermos já agora reconhecer, com gratidão, que tudo aquilo que Deus nos deu, se realizou perfeitamente na Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa: a sua assunção ao céu em corpo e alma é, para nós, sinal de segura esperança, enquanto nos aponta a nós, peregrinos no tempo, aquela meta escatológica que o sacramento da Eucaristia desde já nos faz saborear.
Em Maria Santíssima, vemos perfeitamente realizada também a modalidade sacramental com que Deus alcança e envolve na sua iniciativa salvífica a criatura humana. Desde a anunciação ao Pentecostes, Maria de Nazaré aparece como uma pessoa cuja liberdade está completamente disponível à vontade de Deus; a sua Imaculada Conceição revela-se propriamente na docilidade incondicional à palavra divina. A fé obediente é a forma que a sua vida assume em cada instante perante a acção de Deus: Virgem à escuta, Ela vive em plena sintonia com a vontade divina; conserva no seu coração as palavras que lhe chegam da parte de Deus e, dispondo-as à maneira de um mosaico, aprende a compreendê-las mais a fundo (Lc 2, 19.51); Maria é a grande Crente que, cheia de confiança, Se coloca nas mãos de Deus, abandonando-Se à sua vontade.(102) Um tal mistério vai crescendo de intensidade até chegar ao pleno envolvimento d'Ela na missão redentora de Jesus; como afirmou o Concílio Vaticano II, « assim avançou a Virgem pelo caminho da fé, mantendo fielmente a união com seu Filho até à cruz. Junto desta esteve, não sem desígnio de Deus (Jo 19, 25), padecendo acerbamente com o seu Filho único, e associando-Se com coração de mãe ao seu sacrifício, consentindo com amor na imolação da vítima que d'Ela nascera; finalmente, Jesus Cristo, agonizante na cruz, deu-A por mãe ao discípulo, com estas palavras: mulher, eis aí o teu filho (Jo 19, 26-27) ».(103) Desde a anunciação até à cruz, Maria é Aquela que acolhe a Palavra que n'Ela Se fez carne e foi até emudecer no silêncio da morte. É Ela, enfim, que recebe nos seus braços o corpo imolado, já exânime, d'Aquele que verdadeiramente amou os Seus « até ao fim » (Jo 13, 1).
Por isso, sempre que na liturgia eucarística nos abeiramos do corpo e do sangue de Cristo, dirigimo-nos também a Ela que, por toda a Igreja, acolheu o sacrifício de Cristo, aderindo plenamente ao mesmo. Justamente afirmaram os padres sinodais que « Maria inaugura a participação da Igreja no sacrifício do Redentor ».(104) Ela é a Imaculada que acolhe incondicionalmente o dom de Deus, e desta forma fica associada à obra da salvação. Maria de Nazaré, ícone da Igreja nascente, é o modelo para cada um de nós saber como é chamado a acolher a doação que Jesus fez de Si mesmo na Eucaristia.

SACRAMENTUM CARITATIS
DE SUA SANTIDADE
BENTO XVI

domingo, 3 de junho de 2012

Santíssima Trindade


Deus foi-se revelando ao longo da história, acompanhando a própria evolução da humanidade. Revela-se, ao Povo de Israel, em primeiro lugar como Deus Único. No A.T. o Povo Escolhido experimenta, ao longo dos séculos, a presença amorosa do “seu” Deus: do Deus Todo-Poderoso, na criação do universo; do Deus de amor que faz aliança com o “seu” povo e o conduz para a terra prometida; do Deus misericordioso que perdoa o pecado e renova o seu compromisso com o povo apesar das infidelidades.

Enfim, este Deus Único foi-se revelando como um Deus que é Pai: infinitamente sábio e transcendente, mas ao mesmo tempo misericordioso e próximo. A primeira leitura fala-nos dessa experiência de Deus: “ Interroga os tempos antigos … Considera hoje e medita em teu coração que o Senhor é o único Deus”
Jesus Cristo veio dar-nos a conhecer uma imagem mais completa de Deus. Chamando-se a Si próprio “Filho do Homem”, revelou-se como Filho de Deus pela sua doutrina, pelas suas obras, pela sua ressurreição e pela missão que deixou aos seus discípulos, como lemos no evangelho de hoje: “Todo o poder me foi dado no Céu e na terra. Ide e ensinai todas as nações, baptizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. São palavras de despedida, mas não deixa de renovar a promessa da presença próxima de Deus: “Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos”.

Foi Jesus também que prometeu e enviou o Esp. Santo sobre os Apóstolos e sobre todos os crentes de todos os povos. Na 2ª leit., S. Paulo fala-nos no Espírito Santo que nos conduz como “Filhos de Deus”, que nos ensina a familiaridade com o Pai, a ponto de O podermos tratar carinhosamente por Papá (Abba). Com o Esp. Santo recebemos a liberdade interior do amor e não do temor, tornamo-nos herdeiros da Promessa, herdeiros com Cristo: “Vós não recebestes um espírito de escravidão para recair no pecado, mas o Espírito de adoção filial pelo qual exclamamos: “Abá, Pai”.

- Pretender compreender inteiramente o Mistério de Deus seria pretende pôr Deus ao nosso nível, à nossa dimensão. S. João diz-nos que “Deus é Amor” – e é pela experiência do amor, do amor de Deus, que mais nos podemos aproximar da compreensão deste mistério. Diz-nos ainda S. Paulo que “todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são Filhos de Deus”. Deixemo-nos, então, conduzir pelo Esp. Santo, porque será Ele que nos ensinará todas as coisas, segundo a promessa de Jesus, na Última Ceia. Assim seja.

P. Manuel Vaz Pato, sj
Homilia

domingo, 27 de maio de 2012

Solenidade de Pentecostes



Cheios do Espirito

A atual Catedral de S. Paulo de Londres ergue-se sobre o sítio da antiga catedral que ficou destruída no grande incendio de 1666, A nova foi desenhada por Christopher Wern, e foram precisos 35 anos para a terminar.
Conta-se que, ao começar a construção da nova cátedra, Wern pegou numa pedra das ruinas da velha catedral, e ficou surpreendido ao ler a inscrição que tinha: Voltarei a renascer.
Jesus ressuscitou de entre os mortos. Os testemunhos de Jesus Ressuscitado manifestaram a sua convicção firme de que “estava vivo”. Uma vez mais, Jesus Ressuscitado partilhou os segredos do Reino de Deus com os seus companheiros mais próximos. Confiou-lhes a missão de levar a Boa Nova a todos os povos. Prometeu-lhes um advogado, o Espirito Santo. Depois subiu ao Céu.
Os últimos momentos da permanência terrena de Jesus estão muito bem descritos em “actos 1, 3-12”. “ Elevou-se aos Céus na sua presença”. Os seus discípulos assistiram ao final da sua companhia física com Jesus. A nuvem, que simboliza a presença de Deus, envolveu-o. Foi, sem dúvida, ema separação dolorosa. Os apóstolos não deixam de olhar para o Céu. Mas são tirados do seu espanto e enfrentam a realidade. É-lhes indicado que regressem a Jerusalém para rezar e aguardar a Vinda do Espirito Santo.
Quem é o Espirito de Jesus? Talvez devêssemos pergunta-nos? O que é o Espirito de Jesus? O que é o espirito de uma pessoa? Compreende a profundidade e a riqueza da sua vida. Engloba a visão da qual brota a sua mensagem e ensinamentos, o poder da sua obra e da sua luta, as suas atitudes perante a natureza, o mundo e as pessoas. Mas é muito mais: algo que é impossível de definir. É a atmosfera que respiramos quando estamos na presença de Jesus, a paz e o sossego que irradia no meio das tensões, a alegria que inspira e a atração que espontaneamente leva as pessoas até Ele.
E contudo este Espirito é muito mais real que as palavras e obras que as pessoas sentiam.
Pede ainda a graça de sentir dentro de ti, o poder do Espirito que inflama o coração com o seu amor, um amor que te encaminha a difundir a Boa Nova.

“Em casa com Dios”
                                                                                                                        Hedwig Lewis,s.j 

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Exposição


COROA DE Nª Sª  e  CUSTÓDIA
da Igreja de São João de Malta


Toda a gente tem agora a oportunidade de admirar de perto a belíssima COROA de Nª Sª de FÁTIMA e a valiosa CUSTÓDIA feita na mesma altura (1947), com as ofertas das pessoas da Covilhã.
Estas duas excelentes obras de arte, encontram-se em exposição temporária no Museu de Arte Sacra (ao Jardim Público)
até ao fim do mês de Maio