domingo, 12 de agosto de 2012

XIX DOMINGO COMUM - ANO B



 “Eu sou o pão da vida” (Jo. 6,48)  

«Jesus entrega-se na Eucaristia da forma mais simples e próxima que poderíamos imaginar: num pequeno pedaço de pão. 
A Sua forma de se expor, contrariamente àquilo que poderíamos pensar, é sempre na pequenez, na simplicidade, no silêncio. 
Assim foi no Seu nascimento e assim foi em toda a Sua Vida!
Na Eucaristia Deus faz-se Pão e fica em silêncio diante de nós. E, assim, atrai o nosso olhar e convida-nos a ser próximos, a entregar a vida, a partilhá-la com os outros... Só assim O descobriremos realmente no Pão consagrado.




domingo, 5 de agosto de 2012

XVIII DOMINGO COMUM - ANO B



"Quem vem a Mim nunca mais terá fome, quem acredita 
em Mim nunca mais terá sede" (Jo 6, 35) 

Ajuda para meditação e oração
  • As pessoas tinham fome, procuram mais pão... Procuram o milagre e não o sinal de Deus que no milagre se escondia. O que é que procuro mais na minha vida: o milagre ou o sinal?
  • Fome de pão, fome de Deus. Qual das duas predomina em mim?
  • Jesus disse: “Eu sou o pão da vida”. Ele sacia a fome e a sede. Que experiência tenho disto?
  • Por uns breves momentos faço silêncio dentro de mim... pergunto-me: “Crer em Jesus: que significa isto para mim, mais concretamente na minha vida de cada dia?”.
(modificado)

O diálogo de Jesus com o povo, com os judeus e com os discípulos é um diálogo bonito mas exigente. Jesus procura abrir os olhos das pessoas para que aprendam a ler os acontecimentos e descubram neles o rumo que devem tomar na vida. Não basta ir atrás dos sinais milagrosos que multiplicam o pão para o corpo. Nem só de pão vive o homem. A luta pela vida sem uma mística não alcança a raiz. Na medida que vão conversando com Jesus, as pessoas sentem-se cada vez mais contrariada pelas palavras dele, pois não cede nem altera as suas exigências. O discurso parece desenvolver-se em espiral. Na medida em que o diálogo avança, há cada vez menos gente que fica com Jesus. No final ficam somente os Doze, e Jesus nem sequer pode confiar neles. Hoje acontece o mesmo. Quando o evangelho exige um compromisso muita gente afasta-se.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Santo Inácio de Loyola



Santo Inácio de Loyola, de nome Íñigo López na língua vernácula, nasceu em 31 de Maio de 1491 no País Basco (cidade de Azpeitia), e morreu em Roma, em 1556. Foi canonizado em 12 de Março de 1622 pelo Papa Gregório XV.

Santo Inácio peregrinou incansavelmente falando de Jesus a todos, levando a esperança aos cansados, vida nova a todos. Por isso, Inácio, fundador da Companhia de Jesus, afirma nos E.E (Exercícios Espirituais), “o amor deve-se pôr mais nas obras do que nas palavras” (EE, 230). Inácio era um apaixonado por Jesus, porque sabia que o Mestre veio para servir, não para ser servido.

Ele cativou-o verdadeiramente! O peregrino, como gostava de ser chamado, descobriu que a vida não tem sentido se não for colocada ao serviço dos outros. Por isso temos a expressão “Em tudo amar e servir”, que exprime bem esse sentimento e atitude de vida. Ainda mais, não podemos esquecer que a Fé e a Justiça são dois aspectos fundamentais na luta e trabalho dos Jesuítas do mundo inteiro.

O lema que Santo Inácio escolheu para a Companhia de Jesus (jesuítas) foi: Ad Maiorem Dei Gloriam - (Tudo) Para a Maior Gloria de Deus. Assim sendo e, para concluir, creio ser oportuno invocarmos a intercessão de Santo Inácio de Loyola, rogando para que ele nos obtenha a graça de sermos coerentes no serviço e na santidade, ad Maiorem Dei Gloriam!             
P. Hermínio Vitorino, sj.



NA COMUNIDADE

Santo Inácio de Loyola, cuja memória hoje celebramos, propõe-nos com muita sabedoria, fazer escolhas centradas no "MAGIS", no MAIS, isto é: naquilo que mais nos conduz ao Reino de Deus.
Fundador da Companhia de Jesus, Ordem a que pertencem os Padres Jesuítas responsáveis por esta comunidade paroquial, a Eucaristia das 11:00h, presidida pelo nosso Sr. Bispo D. Manuel Felício, foi ocasião de graças, pela busca do Reino que a espiritualidade inaciana expressa na vida de cada um e pela dedicação dos padres jesuítas à nossa Paróquia e à nossa Diocese – Palavras do Senhor Bispo D. Manuel.



segunda-feira, 23 de julho de 2012

XVI DOMINGO COMUM - ANO B



Vinde, retiremo-nos para um lugar solitário, e descansai um pouco(Mc.6,31)

Jesus, olha à sua volta e vê, sente as carências das pessoas, necessidades inerentes a todo o ser humano: Buscar e encontrar o tempo para parar da agitação do dia-a-dia, o lugar do descanso e da beleza escondida, porque “invisível aos olhos…” Assim, com simplicidade convida-os a descansar n’Ele e com Ele.
Em contacto com o nosso eu profundo, encontramos a PAZ e readquirimos a força para continuar o caminho... e assim, podemos rezar com confiança:

Dá-nos, Senhor

Dá-nos, Senhor,
depois de todas as fadigas
um tempo verdadeiro de paz.

Dá-nos,
depois de tantas palavras
o dom do silêncio
que purifica e recria.

Dá-nos,
depois das insatisfações que travam
a alegria como um barco nítido.

Dá-nos,
a possibilidade de viver sem pressa,
deslumbrados com a surpresa
que os dias trazem pela mão.

Dá-nos
a capacidade de viver de olhos abertos,
de viver intensamente.

Dá-nos
de novo a graça do canto,
do assobio que imita
a felicidade aérea
dos pássaros,
das imagens reencontradas,
do riso partilhado.

Dá-nos
a força de impedir que a dura necessidade
esmague em nós o desejo
e a espuma branca dos sonhos
se dissipe.

Faz-nos peregrinos que no visível
escutam a melodia secreta
do invisível.                                                                


José Tolentino Mendonça


Foto: Ericeira

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Vida e Obra do Beato Francisco Álvares


A Câmara Municipal da Covilhã, através do Museu de Arte Sacra, vai levar a efeito, durante o mês de Julho, várias atividades que visam assinalar a vida e obra do Beato Covilhanense Francisco Álvares, inserida na festa litúrgica dos 40 mártires do Brasil que se comemora no dia 17 de Julho.

O vice postulador para a causa da canonização do Beato Francisco Álvares, Padre João Caniço, estará no próximo dia 20 de Julho, pelas 21:00 horas, no Museu de Arte Sacra da Covilhã, onde proferirá uma palestra intitulada "Os Jesuítas na Covilhã".

Durante este mês decorrerão ainda outras atividades, das quais destacamos:

De 17 a 20 de Julho - Dramatizações com fantoches, para o público infantil, sobre a vida e obra do Beato Francisco Álvares

Dia 21 de Julho - Percurso Pedestre "Na rota dos Jesuítas", com saída às 10:00 horas da igreja do Sagrado de Jesus (Igreja de S. Tiago), com passagem pela igreja de Santa Maria, visita à casa onde nasceu Francisco Álvares, na zona de Santa Marinha, e outros locais onde os jesuítas desempenharam a sua atividade pastoral.


Entre os dias 1 e 31 de Julho estará patente ao público, no Museu de Arte Sacra da Covilhã a imagem do Beato covilhanense que, em 1892, os cardadores da cidade colocaram num altar da extinta igreja de Santa Marinha, e o tornaram patrono deste ofício.

Biografia:
É de referir que Francisco Álvares nasceu na Covilhã, na paróquia de Santa Marinha, em meados do século XVI, sendo filho de António Afonso e de Brites Álvares. A 21 de Dezembro de 1564, entrou na Companhia de Jesus, no Colégio de Évora. Ali, e de acordo com a "Imagem da Virtude" do Pe António Franco (Lx, 1890), Francisco Álvares foi Cozinheiro e "se ocupou de fazer panos e cardar, arte que devia ter antes de ser da Companhia, e depois sem dela se desprezar, a exercitava".
A 5 de Junho de 1570, integrou uma expedição de missionários jesuítas, liderada por Inácio de Azevedo, que zarpou rumo ao Brasil. A viagem terminou a 15 de Julho quando a nau onde seguiam foi atacada por uma frota de piratas comandada por Jacques Sória. Os missionários foram feridos, alguns mortos de imediato e atirados às águas. Francisco Álvares foi lançado ainda vivo ao mar.
O Papa Pio IX, em 1854, beatificou os 40 mártires do Brasil entre os quais se incluía Francisco Álvares. A Companhia de Jesus prossegue hoje com o objetivo de canonização destes 32 portugueses, três dos quais da diocese da Guarda, e 8 espanhóis.



domingo, 8 de julho de 2012

XIV Domingo Comum - Ano B


Paulo assegura aos cristãos de Corinto, que Deus atua e manifesta 
seu poder no mundo através de instrumentos fracos e limitados.
 - Deus garante a Paulo e a todos os que têm algum "espinho":
            "Basta-te a minha graça...".


Informações úteis

A partir do próximo Domingo (dia 15) e até meados de Setembro, só haverá confissões da parte de manhã, nos dias e horas habituais.

Ocorrendo, neste mês, no dia 17, a festa dos 40 mártires Beato Inácio de Azevedo e Companheiros – entre os quais se encontra o Covilhanense Beato Francisco Álvares – vamos rezar a sua novena a partir de hoje, ao fim das Missas celebradas na Paróquia. Pediremos, em especial, pela sua canonização. A este propósito e por iniciativa do Museu de Arte Sacra, vai haver uma série de eventos cujo programa pode ser consultado à saída.

A partir do próximo fim-de-semana, o P. Francisco Rodrigues vai estar uns dias entre nós. Na segunda-feira, dia 16, dará uma palestra acerca da sua recente experiência no México e em Cuba. Será no Salão S. Inácio, pelas 21h15. Estamos todos convidados.

A nossa Paróquia está a preparar, para a primeira semana de Setembro, uma peregrinação a Lurdes e aos locais relacionados com Santo Inácio e S. Francisco Xavier, com regresso por Madrid. Esperamos ter, em breve, os cartazes com os pormenores. Esta peregrinação será também acompanhada pelo Padre Francisco Rodrigues.


terça-feira, 3 de julho de 2012

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Solenidade de S. Pedro e S. Paulo




À Igreja e a Pedro é confiado o poder das chaves - isto é, de interpretar as palavras de Jesus, de adaptar os Seus ensinamentos aos desafios do mundo e de acolher todos aqueles que aderem à proposta de salvação que Jesus oferece. Padroeiro da nossa comunidade, procuremos como ele seguir Jesus até ao fim.
Na Solenidade dos apóstolos S. Pedro e S. Paulo, a liturgia convida-nos a reflectir sobre estas duas figuras e a considerar o seu exemplo de fidelidade a Jesus Cristo e de testemunho do projecto libertador de Deus.




sexta-feira, 15 de junho de 2012

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus


 «Um dos soldados trespassou-Lhe o peito com uma lança
e logo brotou sangue e água»

Irmãos, sigamos o nosso chamamento: somos chamados pela Vida à fonte da vida; esta fonte não é apenas fonte «de água viva» (Jo 4,10), mas da vida eterna, fonte de luz e de claridade. Com efeito, dela vêm todas as coisas: sabedoria, vida e luz eterna. [...] Senhor, és Tu mesmo esta fonte, sempre e para sempre desejável, e da qual nos é sempre permitido e sempre necessário aurir. «Dá-nos sempre, Senhor Jesus, desta água» para que, também em nós, ela se torne uma fonte de água «a jorrar para a vida eterna» (Jo 4,15.14). Tu, Rei da glória, sabes dar grandes coisas e Tu mesmo as prometeste. Nada é maior do que Tu e é a Ti próprio que nos dás, foste Tu que Te deste por nós.

É por isso que é a Ti que pedimos [...] porque não queremos receber senão a Ti mesmo. Tu és o nosso tudo: a nossa vida, a nossa luz e a nossa salvação, a nossa comida e a nossa bebida, o nosso Deus. Inspira os nossos corações, suplico-Te, ó Jesus nosso; pelo sopro do Teu Espírito, abençoa as nossas almas com o Teu amor, para que cada um de nós possa dizer com verdade: «Vistes Aquele que o meu coração ama?» (Ct 3,3), porque foi com o Teu amor que fui ferido.

Desejo que essas feridas estejam em mim, Senhor. Feliz da alma a quem o amor assim fere
a alma que procura a fonte, a que bebe e que, no entanto, não cessa de ter sempre sede, mesmo bebendo, nem de ir sempre em busca dela pelo seu desejo, nem de sempre beber, na sua sede. É assim que ela sempre busca amando, pois encontra a cura na sua própria ferida.
(Comentário ao Evangelho do dia feito por: São Columbano (563-615), monge, fundador de mosteiros. Instruções de S. Columbano, n° 13)

Foto da nossa Igreja, dedicada ao  Coração de Jesus