terça-feira, 19 de março de 2013

Jesus dá tudo o que tem, dá a própria Vida, POR AMOR!

Dando a vida por nós Jesus quer mostrar-nos que, seja qual for a situação em que os homens se encontrarem, Ele estará com connosco. É isto o amor!


domingo, 17 de março de 2013

Quaresma - V Domingo C

Um simples risco no chão, transforma pedras em perdão.

                                        
A sentença de Jesus põe fim ao julgamento popular de uma mulher indefesa, num crime público, e em directo, de que aliás, se desconhece o principal cúmplice. Em vez da justiça que vem da Lei, escrita em tábuas de pedra, Jesus escreve com o dedo no chão, e dita a sentença cordial: «Quem de entre vós estiver sem pecado, atire a primeira pedra» (Jo.8,7). 
Depois, a sós, com a mulher, Jesus não ignora o pecado, mas vê com amor toda a miséria e toda a sua dor. E por isso, a oferta do perdão, destina-se a abrir-lhe um caminho novo, a oferecer uma nova oportunidade, numa espécie de nova criação: «Nem eu te condeno. Vai e não voltes a pecar» (Jo.8,11). 


(fonte abc da catequese- Homilias)

quinta-feira, 14 de março de 2013

Francisco I: biografia breve | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

Francisco I: biografia breve | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

Habemus Papam!


Temos Papa, é Francisco e jesuíta, tal como os Padres desta Comunidade Paroquial



                         Jorge Mario Bergoglio, de 76 anos, jesuíta, 
foi até agora arcebispo de Buenos Aires


Irmãos e irmãs, boa-noite!
Vós sabeis que o dever do Conclave era dar um Bispo a Roma. Parece que os meus irmãos Cardeais tenham ido buscá-lo quase ao fim do mundo… Eis-me aqui! Agradeço-vos o acolhimento: a comunidade diocesana de Roma tem o seu Bispo. Obrigado! E, antes de mais nada, quero fazer uma oração pelo nosso Bispo emérito Bento XVI. Rezemos todos juntos por ele, para que o Senhor o abençoe e Nossa Senhora o guarde.

[Recitação do Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai]

E agora iniciamos este caminho, Bispo e povo... este caminho da Igreja de Roma, que é aquela que preside a todas as Igrejas na caridade. Um caminho de fraternidade, de amor, de confiança entre nós. Rezemos sempre uns pelos outros. Rezemos por todo o mundo, para que haja uma grande fraternidade. Espero que este caminho de Igreja, que hoje começamos e no qual me ajudará o meu Cardeal Vigário, aqui presente, seja frutuoso para a evangelização desta cidade tão bela!
E agora quero dar a Bênção, mas antes… antes, peço-vos um favor: antes de o Bispo abençoar o povo, peço-vos que rezeis ao Senhor para que me abençoe a mim; é a oração do povo, pedindo a Bênção para o seu Bispo. Façamos em silêncio esta oração vossa por mim.

[…]

Agora dar-vos-ei a Bênção, a vós e a todo o mundo, a todos os homens e mulheres de boa vontade.

[Bênção]

Irmãos e irmãs, tenho de vos deixar. Muito obrigado pelo acolhimento! Rezai por mim e até breve! Ver-nos-emos em breve: amanhã quero ir rezar aos pés de Nossa Senhora, para que guarde Roma inteira. Boa noite e bom descanso!

Francisco



segunda-feira, 11 de março de 2013

Encontro



Como foi anunciado, nos últimos dois fins-de-semana, amanhã teremos entre nós o Padre Nuno Tovar de Lemos, Jesuíta, que tem uma grande experiência de trabalho e acompanhamento de jovens, em várias partes do nosso país. Ele é também o autor do livro: "O Príncipe e a lavadeira". Para além disso é um bom comunicador.
Será terça-feira dia 12, às 21:00, nas instalações da Igreja de Santiago. Ele vai-nos falar entre outras coisas, de como podemos descobrir a nossa vocação, o que queremos ser e fazer na vida, e como outros nos podem ajudar e também nós podemos ajudar outros.  
Para vós, jovens, que estão em idades de grandes e importantes decisões da vossa vida, como por exemplo: o curso que quero fazer na universidade, por que tipo ou género de vida quero optar, enveredar, escolher, etc... Como posso perceber a presença de Deus na minha vida, o que é que Ele espera de mim? Como posso estar atento aos seus sinais no meu dia-a-dia...?
Estas ou / e outras questões poderão ser abordadas neste nosso Encontro.
Faz um esforço e aparece! Contamos contigo!

P. Hermínio Vitorino, sj

domingo, 10 de março de 2013

Quaresma - IVDomingo C

Olhar para o Pai




(…) Que haverá na figura do pai? Porque prestamos tanta atenção aos filhos? O pai não será afinal o centro, aquele com quem me hei-de identificar? Porquê falar tanto em ser como os filhos se a pergunta-chave é: queres ser como o pai? Se alguém puder dizer: "Estes filhos são como eu" sente-se bem, sente-se compreendido. Mas se dissesse: "o pai é como eu", que sentiria? Quererei ser, não só como aquele que é perdoado, mas também como quem perdoa; não só como aquele a quem se dão as boas-vindas, mas também como quem as dá; não só como quem recebe misericórdia, mas também como quem a dá?

(…) Jesus descreve a misericórdia de Deus não só para me mostrar o que Deus sente por mim, ou para me perdoar os pecados e oferecer-me uma vida nova e muita felicidade, mas para me convidar a ser como Deus, a ser tão misericordioso para com os outros como Ele é para comigo. Se o único sentido da história fosse: toda a gente peca, mas Deus perdoa, muito facilmente começaria a pensar nos meus pecados como sendo uma bela ocasião para Deus me dar o seu perdão. Vistas assim as coisas, nem sequer haveria lugar para um autêntico desafio. Resignar-me-ia a ser fraco e ficaria à espera de que Deus acabasse por fechar os olhos aos meus pecados e me deixasse entrar em casa, fosse o que fosse que tivesse feito. Tal mensagem, porém, tão sentimental e romântica, não é a mensagem do Evangelho.

De facto, sou chamado a reconhecer a verdade a meu respeito: quer seja o filho mais novo, quer o mais velho, sou filho do meu Pai misericordioso. Sou herdeiro (Rom 8, 16-17). Assim, sendo filho e herdeiro, sou também sucessor. Estou destinado a assumir o lugar do Pai e a oferecer a outros a mesma compaixão que Ele me oferece. O regresso ao Pai é um desafio para que me transforme no Pai.

(…) A paternidade espiritual nada tem a ver com poder e controlo. É uma paternidade misericordiosa.

(…) O pai do filho pródigo não vive preocupado consigo mesmo. A sua vida tão cheia de sofrimento, fez dele um homem sem nenhuma vontade de controlar. Os filhos são a sua única preocupação: quer dar-se-lhes completamente e renuncia a tudo o resto.

Serei capaz de dar sem nada pedir em troca, amar sem pôr condições ao amor? Ao verificar a necessidade que tenho de ser reconhecido e apreciado, dou conta do duro combate que preciso de travar. Mas estou convencido de que, sempre que conseguir vencer essa necessidade e agir livremente, a minha vida dará os frutos do Espírito de Deus.

(De "O Regresso do Filho Pródigo" - Henri Nouwen)

domingo, 3 de março de 2013

Quaresma - III Domingo C




Jesus começa a falar uma nova linguagem.
Há que proclamar a todos a nova notícia.
O povo deve converter-se,
mas a conversão não consiste em preparar-se para o juízo,
consiste em “entrar” no “reino de Deus” e acolher o seu perdão salvador.
O povo deve escutar agora a Boa Notícia.
Com Jesus tudo começa a ser diferente.
O temor ao juízo afasta o gozo de acolher Deus, amigo da vida.
Tudo começa a falar da proximidade de Deus.
Jesus convida à total confiança no Deus Pai.
A sua palavra faz-se poesia.

José Antonio Pagola.
“Jesús: aproximación histórica”

Imagem: a artre de Rupnik

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Quaresma - II Domingo C



“Jesus tomou Pedro, Tiago e João e subiu a um monte para orar.” (Lc 9,28)

O Evangelho de S. Lucas coloca a oração no centro do ministério de Jesus. Gosto de pensar que este é o Jesus humano que se mantém em contacto com o Seu Pai – no momento do seu batismo, antes de selecionar os apóstolos, antes da crucificação e noutros momentos chave quando estavam para ser tomadas decisões fundamentais.
A minha organização, a CAFOD, acredita muito que a oração é uma parte essencial da nossa missão.
Muitos dos que apoiam o nosso trabalho em prol da justiça social são como eu – impacientes, ativistas, por vezes zangados e acusadores. Por vezes, sentimos que tudo vai mudar através das nossas ações. Que arrogância da nossa parte! É um pouco como Pedro no cimo do monte precipitando-se a construir tendas e a pensar que era isso o que Deus queria, que essa era a única mudança necessária.
A oração requer espaço para reflexão e discernimento. Isto permite-nos reconhecer o dom da graça: que nada pode acontecer sem Deus e que tudo é possível com Ele.
Chris Bain
Presidente da CIDSE (Cooperação Internacional para o Desenvolvimento e a Solidariedade) e líder da CAFOD,
agência correspondente à FEC em Inglaterra e no País de Gales, mandatada pelos Bispos
para lutar contra a pobreza e a injustiça em nome da comunidade católica.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Quaresma - I Domingo C



A FOME DE ISRAEL, A NOSSA FOME E A FOME DE JESUS
Deus poderá pôr-nos a mesa no deserto da nossa vida e matar a nossa fome com um alimento saboroso e que dure para sempre? Era esta a pergunta do Povo de Israel, faminto como estava, quando deambulava pelo deserto do Sinai e também a nossa pergunta, quando vegetamos em solidão pela vida fora, famintos de felicidade. Na prática, tanto a pergunta do Povo de Israel, como a nossa pergunta traduz-se no seguinte: Deus está verdadeiramente connosco, é nosso amigo, quando submetidos à provação, ao sofrimento? Israel duvidou de Deus e nós também duvidamos, quando nos sentimos provados. É a nossa fé posta à prova, que não vê, por vezes, uma porta que se abra ou uma luz no fundo do túnel. E, como é importante, nesses momentos de crise, que a nossa fé não vacile!...; que não desconfiemos de Deus, mas que acreditemos n´Ele que sempre nos cobre, e acarinha com o seu amor, na tempestade e nas ondas encapeladas dos maremotos? Só Ele matou a fome aos Israelitas com o maná, no interior do deserto. Só Ele pôs a mesa a Seu Filho Jesus no deserto, como se diz no Evangelho de hoje e o alimentou com um pão especial, o da flor da farinha e com o mel do rochedo, como se diz no livro da Sabedoria. E somente Ele nos porá também a nós a mesa da Palavra e do Pão. Mas, como é que isto é possível?

A ÁRVORE DA VIDA E A ÁRVORE DO CONHECIMENTO
         Duas Árvores plantadas no meio do Jardim do Eden como, se diz hoje na primeira leitura. Para qual das árvores, estendemos as mãos para delas colhermos os frutos e podermos matar a fome?... Para que Deus possa continuar a caminhar connosco no paraíso da vida, temos que estender as mãos à árvore de vida e dela colhermos os seus saborosos frutos. Escolher a árvore do conhecimento, seria desafiar a Deus como fez Adão e Eva. Jesus, no deserto, escolheu a árvore da vida: nem só de Pão vive o homem, mas de toda a Palavra que sai da boca de Deus!... A Palavra que sai da boca de Deus é Palavra encarnada de Deus, Jesus Cristo Encarnado levantado no meio dos homens, como o contemplamos no Natal e a atrair-nos desde a árvore da Cruz para ser pão imolado para sempre, o verdadeiro Pão da Vida.

A ÚNICA ÁRVORE

Na Paixão, a árvore do conhecimento e a árvore da vida reduzem-se apenas a uma única árvore, a árvore da cruz. A árvore da cruz é árvore do conhecimento, porque, como diz Paulo, é o único livro aberto e a única sabedoria, onde se revela o amor de Deus para connosco. Mas, a árvore da cruz é também árvore da vida, porque, do lado aberto do Senhor, saiu sangue e água, os sacramentos do Baptismo e da Eucaristia, o Pão da Vida que nos mata a fome para sempre. Na árvore da cruz, Deus é Sabedoria para aqueles que creem e entrega-se a nós como Alimento e Bebida. O Pão e o Vinho para o peregrino que empreende o caminho nesta Quaresma até à Cruz e à Glória da ressurreição!...
Que importância se dá, na vida das vossas comunidades e dos fiéis à celebração da Eucaristia? Como é a frequência na participação da Santa Missa aos Domingos? Por ocasião das grandes festas do Ano Litúrgico?
                                                                                  
P. José Augusto Alves de Sousa, SJ