domingo, 23 de junho de 2013

XII Domingo Comum


Então perguntou-lhes:
«Quem dizem as multidões que Eu sou?»
Eles responderam:
«Uns, João Baptista; outros, que és Elias;
e outros, que és um dos antigos profetas que ressuscitou».
Disse-lhes Jesus:
«E vós, quem dizeis que Eu sou?»
Pedro tomou a palavra e respondeu:
«És o Messias de Deus».
Ele, porém, proibiu-lhes severamente
de o dizerem fosse a quem fosse
e acrescentou:
«O Filho do homem tem de sofrer muito,
ser rejeitado pelos anciãos,
pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas;
tem de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia».
Depois, dirigindo-Se a todos, disse:
«Se alguém quiser vir comigo,
renuncie a si mesmo,
tome a sua cruz todos os dias e siga-Me.
Pois quem quiser salvar a sua vida, há-de perdê-la;
mas quem perder a sua vida por minha causa, salvá-la-á».

Lc 10,18-24



sexta-feira, 21 de junho de 2013

São Luís Gonzaga


São Luís Gonzaga, S.J. (Castiglione delle Stiviere, 9 de março de 1568 — Roma, 21 de junho de 1591) foi um jesuíta italiano e santo da Igreja Católica.

Filho de Ferrante Gonzaga, marquês de Castiglione e irmão do Duque de Mântua, príncipe do Sacro Império, sendo herdeiro do feudo soberano de Castiglione; seu pai gostaria que seu primogénito seguisse os seus passos de soldado e comandante no exército imperial.

Com apenas 5 anos de idade já marchava atrás do exército do pai, aprendendo o uso das armas com os rudes soldados. Recebeu educação esmerada e uma forte educação cristã por parte de mãe, frequentou os ambientes mais sofisticados da alta nobreza italiana.

Mas aquele menino daria fama à família Gonzaga com armas totalmente diferentes e quando foi enviado a Florença na qualidade de pajem do grão-duque da Toscana, aos dez anos de idade.
Luís imprimiu em sua própria vida uma direcção bem definida, voltando-se à perpétua virgindade. Na sua viagem para a Espanha, onde ficou alguns anos como pajem do Infante Diogo de Espanha, filho do rei dom Filipe II, serviu-lhe para estudo da filosofia na universidade de Alcalá de Henares e a leitura de livros devotos.

Após ter recebido a primeira comunhão das mãos de São Carlos Borromeu, decidiu para surpresa de todos, pela vida religiosa, entrando para a Companhia de Jesus, derrubando por terra os interesses nele depositados pelo seu pai, tendo sido eternizado na fachada da Sé Nova de Coimbra com uma estátua em sua homenagem.

Renunciou ao título e à herança paternas e aos catorze anos entrou no noviciado romano da Companhia de Jesus, sob a direcção de São Roberto Belarmino. Esquecendo totalmente sua origem de nobreza, escolheu para si as incumbências mais humildes.

Algo também que marcava a espiritualidade de Luís era a pergunta que fazia a si mesmo diante de algo importante a fazer: "De que serve isto para a Eternidade?"

São Luís Gonzaga teve de ir para Roma no ano de 1590 por motivos de estudo, mas ao deparar-se com as vítimas do contagioso tifo, compadeceu-se dos que sofriam e seu envolvimento foi tanto a ponto de ser contagiado pela doença e morrer no dia 21 de junho de 1591 (data esta que hoje se comemora o seu dia) com apenas 23 anos, em nome da caridade e pureza.

São Luís Gonzaga é considerado padroeiro da juventude e dos estudantes, e seu corpo repousa na Igreja de Santo Inácio, em Roma.

domingo, 16 de junho de 2013

A misericórdia é o grande MILAGRE de Jesus


Um fariseu convidou Jesus para comer com ele.Jesus entrou em casa do fariseu e tomou lugar à mesa.
Então, uma mulher – uma pecadora que vivia na cidade – ao saber que Ele estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro com perfume; pôs-se atrás de Jesus e, chorando muito, banhava-Lhe os pés com as lágrimas e enxugava-Lhos com os cabelos, beijava-os e ungia-os com o perfume. Ao ver isto, o fariseu que tinha convidado Jesus pensou consigo: «Se este homem fosse profeta, saberia que a mulher que O toca é uma pecadora». Jesus tomou a palavra e disse-lhe: «Simão, tenho uma coisa a dizer-te». Ele respondeu: «Fala, Mestre». Jesus continuou: «Certo credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos denários e o outro cinquenta. Como não tinham com que pagar, perdoou a ambos. Qual deles ficará mais seu amigo?». Respondeu Simão: «Aquele – suponho eu – a quem mais perdoou». Disse-lhe Jesus: «Julgaste bem». E voltando-Se para a mulher, disse a Simão: «Vês esta mulher? Entrei em tua casa e não Me deste água para os pés; mas ela banhou-Me os pés com as lágrimas e enxugou-os com os cabelos. Não Me deste o ósculo; mas ela, desde que entrei, não cessou de beijar-Me os pés. Não Me derramaste óleo na cabeça; mas ela ungiu-Me os pés com perfume. Por isso te digo: São-lhe perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama». Depois disse à mulher: «Os teus pecados estão perdoados». Então os convivas começaram a dizer entre si: «Quem é este homem, que até perdoa os pecados?». Mas Jesus disse à mulher: «A tua fé te salvou. Vai em paz».
Lc 7, 36-50

(…) Estranho, neste caso, foi que a mulher se tenha aventurado a entrar na sala, e não apenas a espreitar à porta!

Uma vez lá dentro, é a pessoa de Jesus o centro único do seu interesse (vê-se que foi unicamente por causa d’Ele que entrou), vão para Ele todas as suas atenções, em relação a Ele cumpre SEIS ACÇÕES simbólicas e grandemente significativas, sempre sem dizer uma palavra:

A) vem e traz um frasco com perfume;
B) coloca-se por detrás dos pés de Jesus;
C) chorando, com as lágrimas banha os pés de Jesus;
C’) e com os cabelos da sua cabeça enxugava-os;
B’) e beijava os pés de Jesus;
A’) e ungia-os com perfume.

Enquanto isto acontecia em silêncio, aberto, portanto, à interpretação de todos, também à nossa, diz-nos o narrador que o fariseu murmurava acerca de Jesus, que seguramente não seria um profeta, pois se o fosse, segundo o pensar do fariseu, saberia certamente que era uma pecadora que o tocava, e teria impedido tal procedimento.

Assim pensava o fariseu, quando Jesus mostra que é, de facto, profeta, interceptando-lhe e corrigindo-lhe os pensamentos enviesados e retorcidos, apontando-lhe o essencial, que é a GRAÇA, e pondo-o a falar bem e abertamente. «Simão, tenho uma coisa para te dizer». «Fala, Mestre», respondeu ele. «Um credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos denários e o outro cinquenta. Como não tinham com que pagar, fez graça (charízomai) a ambos. Qual dos dois o amará (agapáô) mais?». Simão respondeu: «Suponho que aquele a quem fez mais graça (charízomai)». Jesus disse: «Julgaste bem» (Lucas 7,40-43).

Neste momento, há já na sala um excesso de luz. Salta à vista que as SEIS ACÇÕES da mulher apontam para a SÉTIMA, que enche agora a cena toda e prende todos os pensamentos: é a ACÇÃO DE DEUS, aACÇÃO DA GRAÇA concedida por Deus e actuante nos dois devedores que não tinham com que pagar (Lucas 7,41-42). Este relevo da ACÇÃO DA GRAÇA está bem marcado, de resto, pelas únicas ocorrências em Lucas do verbo charízomai [= fazer graça] (Lucas 7,21b.42-43).

Vendo que os seus pensamentos tinham sido interceptados por Jesus, o fariseu responde cautelosamente à pergunta formulada por Jesus: «SUPONHO que…». Ao contrário da mulher, que arrisca tudo, expondo-se a todos os olhares, pensamentos e dizeres. O fariseu é mesmo apresentado como o homem do NÃO, ao contrário da mulher: «TU NÃO me deste água para os pés; ELA, AO CONTRÁRIO, banhou-me os pés com as suas lágrimas e enxugou-os com os seus cabelos; TU NÃO me deste um beijo; ELA, AO CONTRÁRIO, desde que entrei, não cessou de me beijar os pés; TU NÃO me ungiste a cabeça com óleo perfumado; ELA, AO CONTRÁRIO, ungiu-me os pés com perfume» (Lucas 7,44-46).

Em suma, esta mulher pecadora arriscou tudo por amor. Foi perdoada e ganhou a GRAÇA de uma vida nova (Lucas 7,48-50).

E esta mulher pecadora e silenciosa é, para todas as gerações, um imenso discurso sobre a GRAÇA e a ACÇÃO DA GRAÇA de Deus, que nos precede e acompanha sempre. GRAÇA preveniente, concomitante, consequente.

D. António Couto (extracto)

domingo, 2 de junho de 2013

Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo

"Poder-se-ia dizer que tudo parte do coração de Cristo, que na Útima Ceia, na vigília da sua paixão, agradeceu e louvou a Deus e, deste modo, com o poder do seu amor, transformou o sentido da morte que se estava a aproximar. O facto que o Sacramento do altar tenha assumido o nome «Eucaristia» — «acção de graças» — expressa precisamente isto: que a transformação da substância do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Cristo é fruto do dom que Cristo fez de si mesmo, dom de um amor mais forte do que a morte, Amor divino que o fez ressuscitar dos mortos. Eis por que a Eucaristia é alimento de vida eterna, Pão da vida."

SOLENIDADE DO CORPO E SANGUE DE CRISTO
HOMILIA DO PAPA BENTO XVI, 23.06.2011



Dá-nos, Senhor, um coração novo,
capaz de conjugar em cada dia
os verbos fundamentais da Eucaristia:
RECEBER, BENDIZER e AGRADECER,
PARTILHAR e DAR,
COMEMORAR, ANUNCIAR e ESPERAR.

Dá-nos, Senhor, um coração sensível e fraterno,
capaz de escutar
e de recomeçar.

Mantém-nos reunidos, Senhor,
à volta do pão e da palavra.
E ajuda-nos a discernir
os rumos a seguir
nos caminhos sinuosos deste tempo,
por Ti semeado e por Ti redimido.

Ensina-nos, Senhor,
a saber colher
o Teu amor
semeado e redentor,
única fonte de sentido
que temos para oferecer
a este mundo
de que és o único Salvador.

D. António Couto


segunda-feira, 27 de maio de 2013

Jornada Arciprestal da Fé – Sacramento do Crisma




Nesta Celebração receberam o sacramento do Crisma,120 os jovens do Arciprestado da Covilhã, provenientes das paróquias de Santa Maria, S. Martinho, Nossa Senhora da Conceição, S. Pedro, S. José (Penedos Altos), Imaculada Conceição - Vila de Carvalho, Santo André - Boidobra, S. Sebastião – Ferro e Capelania da Universidade da Beira Interior.
A Celebração foi presidida por D. Manuel Felício, Bispo da Diocese e concelebrada pelo Arcipreste P. Fernando Brito e os vários sacerdotes do Arciprestado.





Foram vinte e dois adolescentes da nossa Paróquia, que receberam o Crisma através da descida do Espírito Santo tal como no dia de Pentecostes,  a eles foi pedido que continuem a ser testemunhas do amor e da presença de Jesus Ressuscitado no mundo.


      

terça-feira, 21 de maio de 2013

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Informações úteis


No dia 2 de Junho (dia de Corpo de Deus), teremos a 1ª Comunhão, na Missa das 11:30. Os Pais dos Meninos e Meninas que fazem a 1ª Comunhão terão uma reunião no próximo sábado, dia 25 de Maio, às 16:00 horas.

Ainda a 2 de Junho, haverá a Procissão do Corpo de Deus, que, este ano, terminará em São Tiago. Na véspera, vamos precisar de flores e verduras para os tapetes em frente da Igreja – e, também, de voluntários para os decorar!... Solicita-se ajuda.

Como já toda a gente saberá, o Sr. Bispo, neste Ano da Fé, tem vindo a organizar Celebrações da Fé nos Arciprestados da Diocese. O objectivo é juntar todos os católicos (os que possam participar) numa numa grande e festiva manifestação conjunta de Fé cristã. No nosso caso, essa celebração vai ter lugar a 26 de Maio, e vai incluir a cerimónia do Crisma para as paróquias da cidade e arredores. Em vista desta participação conjunta de Padres e Leigos, nesse fim-de-semana, não haverá qualquer outra Missa dominical no Arciprestado. Quem não puder participar na celebração solene, fica dispensado do cumprimento do preceito dominical.

Como propostas de preparação espiritual para esta celebração, teremos: - na 6ª feira (24), haverá, em cada Paróquia, uma hora de adoração ao Santíssimo, a começar às 21horas; o Sábado (25), das 10 às 16, terá lugar, no Paul, um retiro aberto a toda a gente. [Quem quiser almoçar, deve inscrever-se]. À noite, às 21 h., na Igreja da SS. Trindade, realizar-se-á um concerto/oração. Ver programas à entrada da Igreja.

Especialmente para os Crismandos: no Sábado (25), a partir das 15 horas, terão possibilidade de se confessarem em S. Tiago; e às 17 horas, haverá ensaio geral da cerimónia do crisma, na ANIL. Para os outros, segue a catequese normal, mas não haverá a “Missa da catequese”.

Quanto ao Domingo, dia 26: às 14:30, será a concentração na Escola Pêro da Covilhã, para, às 15 horas, começar o cortejo em direcção à ANIL, onde terá lugar a Cerimónia que inclui Missa e Crisma.

 Na carta que pode ser lida à entrada da Igreja, diz o Sr. Bispo: “É concedida indulgência jubilar (plenária) a todos os que participarem nas acções desta jornada, se confessarem e tomarem parte na Eucaristia da concentração arciprestal, no dia 26, recebendo nela a Sagrada Comunhão”. 



domingo, 19 de maio de 2013

Solenidade de Pentecostes


O medo não habita a nossa casa
O medo transforma a nossa casa em fortaleza
Tranca portas e janelas
Esconde-se debaixo da mesa.

Mas vem Jesus e senta-nos à mesa
Começa a contar histórias e estrelas
Leva-nos até ao colo de Abraão, até à Criação,
Sopra sobre nós um vento novo,
Rasga uma estrada direitinha ao coração:
Chama-se Perdão, Espírito, Amor, Nova Criação.

Varrido para o canto da casa pelo vento,
Rapidamente todo o medo arde.
Ardem também bolsas, portas e paredes,
E surge um lume novo a arder dentro de nós
Mas esse não nos queima nem o podemos apagar.

Estamos lá tantos à roda desse vento, desse fogo,
Com esse vento, com esse fogo dentro,
Portugueses, russos, gregos e chineses,
Começamos a falar e tão bem nos entendemos,
Que custa a crer que tenhamos passaportes diferentes.

E afinal não temos.
Vendo melhor, maternais mãos invisíveis nos embalam,
Nos sustentam.
Sentimos que estamos a nascer de novo,
Percebemos que somos irmãos,
Filhos renascidos deste vento, deste lume.
E não é verdade que falamos,
Mas que alguém dentro de nós fala por nós,
Chama por Deus,
Como um menino pelo Pai.

D. António Couto

terça-feira, 14 de maio de 2013

Peregrinando com Maria


Saindo da capela de S. João de Malta, pelas 21 horas, seguia cheia de beleza imagem de Nossa Senhora,  enfeitada de cravos brancos. Centenas de pessoas estavam reunidas para esta procissão e todos pudemos rezar e contemplar Maria nos mistérios da sua vida.
Unidos na fé que se fortalece na alegria da celebração e iluminados por dezenas de velas, unimo-nos à Virgem Maria percorrendo com Ela as ruas da nossa cidade.
Como Igreja que deseja ser missionária e se sente chamada a anunciar o Evangelho em toda a parte e a transmitir a fé a todos os homens e mulheres, também em cada ano a nossa Comunidade, procura renovar este apelo de Maria mãe de Jesus: Levar Jesus aos outros e também levar os outros a Jesus!  
A.M.