quarta-feira, 30 de outubro de 2013
domingo, 27 de outubro de 2013
Domingo XXX do Tempo Comum
“Ó Deus, tem piedade de
mim, que sou pecador.” [Lc 18, 13]
A
oração verdadeira, brota de um coração humilde e despojado de orgulho e da
vaidade das virtudes. Reza verdadeiramente aquele que se sente mendigo diante
de Deus, porque ninguém é digno de Deus. É Deus que nos torna dignos, porque é
Seu querer conceder-nos a dignidade, apesar de a nossa vida estar, tantas
vezes, vazia de sentido e conspurcada de pecados. Blaise Pascal afirmava: “a
grandeza do homem está na consciência da própria miséria”. O modo como rezamos
é a medida de como acreditamos em Deus.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Informações úteis
O Plano Pastoral
da Diocese da Guarda, para os anos 2013 - 2017, proposto pelo nosso bispo
D. Manuel, vai ser uma Caminhada Sinodal, baseada nos documentos do Concílio Vaticano II. Com esse
objectivo a nossa paróquia organizou alguns encontros de aprofundamento e reflexão sobre os mesmos documentos. O 1º Encontro será já na próxima
sexta-feira, dia 25, às 21h15, na sala de Santo Inácio. Todos estão
convidados a participar.
No próximo fim-de-semana, dias 26 e 27, a Conferência de S. Vicente
de Paulo, da nossa paróquia, fará um peditório, à saída das missas
(vespertina e as 3 de Domingo), em favor dos mais necessitados e pobres.
Contamos com a vossa partilha generosa.
Catequese: Reuniões de pais:
Dia 24,quinta-feira, às 21h15 - 10º Ano
Dia 25, Sexta-feira, às 21h15 - 2º Ano
Dia 26, Sábado, às 16h00 – 1º Ano
LOC
–
No próximo sábado, dia 26, às 14h30 a Liga Operária Católica, vai realizar um
Encontro de debate e de reflexão, pelas 14h30, no Seminário do Tortosendo sobre
o tema: Tempo Novo na Igreja católica? – Os desafios e missão dos leigos na
Igreja e na sociedade. Para mais informações ver documento que está na vitrina,
à entrada da Igreja
A partir desta semana, o P. Hermínio estará, temporariamente, ausente, da
nossa paróquia, por alguns meses. Viverá na comunidade do Colégio de SJB, em
Lisboa, e colaborará na paróquia de S. João Baptista do Lumiar, Lisboa.
Entretanto, o P. Francisco Correia, sj, que muitos dos presentes já
conhecem, virá para ajudar temporariamente na nossa paróquia de S. Pedro –
Covilhã.
domingo, 20 de outubro de 2013
Dia Mundial das Missões 2013
Mensagem do Papa Francisco
Na sua mensagem, o Pontífice ressalta que “evangelizar jamais é um ato isolado, mas sempre eclesial" e reitera que uma comunidade só é realmente adulta se consegue sair de seu recinto para levar a esperança de Jesus também às periferias. Francisco também destaca que a fé é dom precioso de Deus, um dom que não se pode guardar para si, mas deve ser partilhado.
Na sua mensagem, o Pontífice ressalta que “evangelizar jamais é um ato isolado, mas sempre eclesial" e reitera que uma comunidade só é realmente adulta se consegue sair de seu recinto para levar a esperança de Jesus também às periferias. Francisco também destaca que a fé é dom precioso de Deus, um dom que não se pode guardar para si, mas deve ser partilhado.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Domingo XXVIII do Tempo Comum
Mais gratidão, mais coração, mais glória a Deus
Lc 17,11-19: “Um deles, ao ver-se curado, voltou atrás,
glorificando a Deus em alta voz, e prostrou-se de rosto por terra aos pés de
Jesus para lhe agradecer”.
A salvação acontece em Cristo. Esta é
a verdade explicitada pelo episódio do leproso que depois de ser curado
fisicamente por Jesus, volta para junto D’Ele para lhe agradecer e para que n’Ele
seja salvo. Jesus toca também a nossa existência mais profunda, de muitos
modos. Por isso somos convidados a sentir o toque existencial de Cristo nas
nossas vidas.
S. Lucas fala-nos abertamente da
nossa indiferença, da incapacidade de gratidão. Por vezes somos mesmo ingratos
para com Deus e para com os outros. Mas a liturgia do XXVIII Domingo fala-nos,
do tema da gratidão, e da importância de dilatarmos o nosso coração para um
amor maior.
A questão principal, é mesmo a
dimensão do nosso coração. E a verdadeira dimensão do nosso, ninguém a pode
limitar a não ser que desistamos de o alargar! É preciso cuidar o nosso
coração, porque ele é o símbolo íntimo de cada um de nós, onde a alma é ela
própria e o amor o seu alimento.
Mas será que exercitamos
verdadeiramente o nosso coração? Às vezes, parece que se aceita, desde muito
cedo, o seu tamanho como definitivo, cultivando um egoísmo, uma indiferença,
uma auto-suficiência, que fazem dele uma gaiola fechada e não uma casa aberta
aos outros. Enchemo-lo de tanta coisa e não lhe damos horizontes, ou não lhe
damos possibilidade de se expandir, de ser mais coração.
O coração, de cada ser humano, não
morre nem nasce do mesmo tamanho: ou se expande e dilata pela força do amor, do
serviço, da entrega ou definha pela rotina egoísta e mesquinha. E o que é que
nos faz maiores do que alguma vez sonhámos? É o Amor! Quando nos pede para
abraçar a vida com coragem, esperança e alegria, para nos abrirmos aos irmãos e
lutar pela sua e nossa felicidade.
Jesus, com o Seu grande Coração,
aproxima-se dos leprosos e, através do acolhimento e amor, cura-os, liberta-os
da lepra. Apenas, um só volta atrás para agradecer. O seu agradecimento, a gratidão,
ajuda-o a dilatar ao máximo o seu coração e predispõe-no a uma maior comunhão
com Jesus.
Como podemos celebrar e viver a
Eucaristia se não temos nada para agradecer? Termino com uma frase que li uma
vez: “Como eu gostaria que o meu coração funcionasse na alta tensão do Amor de
Cristo”. A questão de fundo é a dimensão do coração, para ser mais coração!
P. Hermínio Vitorino, sj
domingo, 6 de outubro de 2013
Domingo XXVII do Tempo Comum
|
SENHOR, AUMENTA A
NOSSA FÉ!
|
cf.
Lc 17,5-10
Senhor,
eu creio: aumenta a minha fé!
Tu
conheces o meu coração,
Tu vês
o temor, que há em mim,
de me
confiar perdidamente em Ti.
Tu
sabes como o desejo de viver isoladamente a minha vida
É, em
mim, tão forte, que me faz muitas vezes afastar de Ti!
Todavia,
eu creio!
Diante
de Ti está o meu desejo e a minha fraqueza.
Orienta
aquele, ampara esta,
ajudando-me
a fazer afogar em Ti todos os meus
sonhos
e todos
os meus anseios e projectos,
para
confiar em Ti e não em mim
e nas
presunçosas evidências deste mundo que passa.
Faz que
eu saiba lutar conTigo: mas não permitas que eu vença!
Tu que
és o Senhor do meu temor,
dos
meus anseios e da minha esperança,
eu Te
suplico, aumenta a minha fé!
Bruno Forte,
Breve introdução à fé
domingo, 29 de setembro de 2013
SEMANA NACIONAL DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 29 de setembro a 6 de outubro
GUARDAR A FÉ – GUARDAR O OUTRO»
Nota Pastoral para a Semana Nacional da Educação Cristã
O bom samaritano
(1890)
Vincent Van Gogh
A expressão é do Papa Francisco e alerta para a vivência do Ano da Fé.
Pelo seu sentido e alcance foi escolhida para lema da Semana Nacional da
Educação Cristã.
O Ano da fé, no dizer de Bento XVI que o proclamou, “é um tempo de
graça que nos tem ajudado a sentir a grande alegria de acreditar, a reavivar a
perceção da amplitude de horizontes que a fé descerra, para a confessar na sua
unidade e integridade, fiéis à memória do Senhor, sustentados pela sua presença
e pela ação do Espírito Santo.”
Todos são chamados a reconhecer a fé como dom inestimável de Deus. Um
dom de amor de Deus para connosco que não se pode separar do amor e da atenção
aos outros, crentes ou não crentes, concidadãos ou estrangeiros. Dom de Deus
recebido deve ser sempre dom comunicado e partilhado. Só o poderá ser, se for
proposto de maneira viva, traduzindo a fé no testemunho
das boas
obras e da vida cristã que nascem da fé.
Guardar a fé é apreciá-la, agradecê-la, alimentá-la, celebrá-la, viver
dela, torná-la inseparável da esperança e da caridade em todas os momentos e
circunstâncias da nossa vida concreta. É fazer dela vida e sentido para a vida.
É mostrar que amar a Deus e ao próximo é o mesmo mandamento do amor. É olhar
para o Alto, de onde nos vem todo o dom perfeito e a luz para o espírito, olhar
à nossa volta e ver com os olhos do coração quem nos cerca e vai pelo mesmo caminho,
olhar sempre com os olhos atentos e amorosos de Deus. Diz o Papa Francisco, na
sua primeira encíclica “Luz da fé”, que “urge recuperar o caráter de luz que é
próprio da fé, pois, quando a sua chama se apaga, todas as outras luzes acabam
também por perder o seu vigor”. Vemos como é verdadeira esta palavra no dia a
dia de muitos cristãos e comunidades cristãs. Se a fé é luz, tudo no crente
ilumina a sua vida e isso o leva à preocupação de que pelo seu testemunho também
os outros vejam e se abram ao dom de Deus. Assim se concretiza o “Guardar a Fé – Guardar o outro”.
A fé não é
um ensinamento de doutrina que leva o crente apenas a algumas práticas religiosas.
É vida que gera vida. É um ato de amor que gera e comunica amor. É realizar,
num único gesto, o mandamento de amar a Deus e ao próximo.
Os educadores da fé devem, por isso, ter o cuidado de transmitir a
mensagem de modo a que ela seja um “ensinamento para a vida”. É isso mesmo a catequese.
Só ensinando a ver os outros com os olhos de Deus sentiremos que estamos no
caminho da fidelidade à missão de educadores da fé. Assim ajudaremos as
crianças e os jovens a experimentar que não se pode amar a Deus sem amar o
próximo. E amar não é um mero sentimento de simpatia, mas um gesto convicto de
acolhimento e respeito, de ajuda e partilha fraterna, de presença amiga na alegria
e na dor, de estar atento e tratar cada pessoa, conhecida ou desconhecida, como
se trataria o próprio Jesus, Filho de Deus e nosso Irmão.
Que esta Semana Nacional da Educação Cristã ajude todos os educadores
da fé a viver como crentes esclarecidos e coerentes, e a serem mediadores fiéis
dos dons de Deus, postos tão generosamente ao alcance de todos.
Festa da Natividade da Virgem Santa Maria
8 de setembro de 2013
domingo, 15 de setembro de 2013
Domingo XXIV do Tempo Comum
Palma
Giovane
Eu sabia que voltarias /regressarias a
casa
Eu sonhei tanto, que nos voltaríamos a
encontrar,
Nunca duvidei de ti, sabia que voltarias.
Suspirei muito para que ver o momento em
que tu chegarias /regressarias
através de uma porta estreita,
Trazendo todo o amor que tínhamos
partilhado.
Oh, estava seguro de ti, te amava tanto,
Esperava em ti, sabia que voltarias a
casa.
Oh, eu estava certo de que voltarias a
estar connosco:
Por fim, às vezes o meu coração te podia
ver (avistar)!
Oh, eu estava seguro de ti, sentia-te, de
certo modo, perto de mim.
Não via a hora de dizer-te rios de coisas
para te consolar,
de ter-te apertado para te dar segurança e
acolher-te nos meus braços.
No longo e silencioso momento em que
aparecem as estrelas
comunicar-te o amor que te salvaguarda de
todo o mal,
que te acolhe, te mantém seguro,
guardando-te do medo
até que a solidão e a escuridão não tenham
desaparecido.
Oh, eu te reclamei no meu coração,
buscando este tempo de solidão,
pois queria dizer-te que mesmo na
escuridão o nosso amor cresceu.
Oh, eu estava seguro de que voltarias a
estar de novo connosco,
às vezes o meu coração conseguia ver-te
(avistar-te)!
Oh, eu estava seguro de ti, sentia-te, de
certo modo, perto de mim.
Eu confiei em ti, te amei,
Acreditei em ti, (porque) sabia que
voltarias a casa
Confiei em ti; sabia que voltarias a casa.
Tom McGuiness, sj
Tom McGuiness, sj
Postado por
Paróquia de S. Pedro
às
23:30:00
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Domingo XXIII do Tempo Comum
“SENTAR-SE, PENSAR, AMAR, DECIDIR"
(Lucas 14,25-33)
1. Desde Lucas 9,51
que Jesus está decididamente A CAMINHO de Jerusalém. E assim continuará até
19,28. Com este belo recurso à tipologia do CAMINHO e do verbo CAMINHAR, Lucas
exemplifica e clarifica o modo cristão de viver. Porque todo o CAMINHO abre o
mundo ao meio, ao mesmo tempo que vai desenhando e actualizando a nossa vida
Num mundo plano como o nosso, o Evangelho de Lucas rasga CAMINHOS e procede a
verdadeiras operações de CORAÇÃO aberto. CAMINHO que abre CAMINHOS novos, novas
maneiras de viver, com Jesus, que é o
CAMINHO, sabe o CAMINHO, mostra o CAMINHO e faz o CAMINHO.
2. E aí está o
Evangelho deste Domingo a abrir com a indicação de que «CAMINHAVAM com Ele
multidões numerosas». E Jesus, sempre com tempo, a voltar-se para nos dizer
palavras cortantes como: «Se alguém vem ter comigo e não odeia o próprio pai e
a mãe e a mulher e os filhos e os irmãos e as irmãs, e até a própria vida, não
pode ser meu discípulo» (Lucas 14,26-27). O que se diz aqui da família mais directa e da própria vida, dir-se-á um pouco mais à frente
dos «próprios bens»
Não é necessário «odiar» ninguém. Mas é preciso, é decisivo,
«amar mais», para sermos e termos «mais» irmãos.
A palavra «odiar», é
usada aqui porque a tradução do modo de dizer aramaico, hebraico e semítico em
geral, são línguas que não têm outro verbo para dizer «preferir». O sentido do
texto acima não passa por «odiar» a família ou a própria vida, mas por alguém
«preferir» ou «pôr antes» do seguimento de Jesus a família, a própria vida ou
os bens. Em conclusão esta palavra tinha um sentido bastante diferente daquele
que lhe damos hoje.
“Posto isto,
entenda-se bem que o CAMINHO de Jesus é
um CAMINHO de decisões fortes, radicais. Sendo que «decisão» deriva de «decidere»,
cuja etimologia remete para «cortar». Aí estamos no domínio da operação de
CORAÇÃO aberto que tem de fazer todo o discípulo de Jesus.
Sendo um CAMINHO de
decisões fortes, de cortes, é também um
CAMINHO de ponderação e deliberação atenta e serena. Por isso, por duas
vezes, o dizer de Jesus convida a «sentar-se primeiro» (Lucas 14,28 e 31).
A Assembleia Dominical é um tempo extraordinariamente denso e
intenso, em que os
discípulos de Jesus e as multidões se sentam para ouvir a Palavra de Deus, e
para tomar as decisões consentâneas com a força da Palavra que escutamos. Todos
os discípulos de Jesus se devem sujeitar urgentemente a esta operação de
CORAÇÃO aberto”.
D. António Couto - Mesa de Palavras
Adaptado: p. Hermínio Vitorino sj
Imagens: a arte de Rupnik
Postado por
Paróquia de S. Pedro
às
18:16:00
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Assunção de Nossa Senhora
« Maria foi elevada ao
céu em corpo e alma: também para o corpo existe um lugar em Deus. Para nós o
céu já não é uma esfera muito distante e desconhecida. No céu temos uma mãe. E
a Mãe de Deus, a Mãe do Filho de Deus, é a nossa Mãe. Ele mesmo o disse. Ele
constituiu-a nossa Mãe, quando disse ao discípulo e a todos nós: "Eis a
tua Mãe!" No céu temos uma Mãe. O céu está aberto, o céu tem um coração».
Papa Bento XVI (Homilia)
Postado por
Paróquia de S. Pedro
às
16:40:00
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