terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Evangelho do dia
Andrei
Rublev
Lucas 2, 22-40
Ao chegarem os dias da
purificação, segundo a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém,
para o apresentarem ao Senhor, como está escrito na Lei do Senhor: «Todo o
filho primogénito varão será consagrado ao Senhor», e para oferecerem em
sacrifício um par de rolas ou duas pombinhas, como se diz na Lei do Senhor.
Vivia em Jerusalém um homem
chamado Simeão, homem justo e piedoso, que esperava a consolação de Israel; e o
Espírito Santo estava nele. O Espírito Santo revelara-lhe que não morreria
antes de ver o Messias do Senhor; e veio ao templo, movido pelo Espírito.
Quando os pais de Jesus trouxeram
o Menino para cumprirem as prescrições da Lei no que lhes dizia respeito,
Simeão recebeu-o em seus braços e bendisse a Deus, exclamando:
«Agora, Senhor, segundo a vossa
palavra, deixareis ir em paz o vosso servo, porque os meus olhos viram a vossa
salvação, que pusestes ao alcance de todos os povos: luz para se revelar às
nações e glória de Israel, vosso povo».
O pai e a mãe do Menino Jesus
estavam admirados com o que dele se dizia. Simeão abençoou-os e disse a Maria,
sua Mãe:
«Este Menino foi estabelecido
para que muitos caiam ou se levantem em Israel e para ser sinal de contradição;
– e uma espada trespassará a tua alma – assim se revelarão os pensamentos de
todos os corações».
Havia também uma profetiza, Ana,
filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada e tinha vivido
casada sete anos após o tempo de donzela e viúva até aos oitenta e quatro. Não
se afastava do templo, servindo a Deus noite e dia, com jejuns e orações.
Estando presente na mesma ocasião, começou também a louvar a Deus e a falar
acerca do Menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém.
Cumpridas todas as prescrições da
Lei do Senhor, voltaram para a Galileia, para a sua cidade de Nazaré.
Entretanto, o Menino crescia e
tornava-se robusto, enchendo-se de sabedoria. E a graça de Deus estava com Ele.sábado, 1 de fevereiro de 2014
Evangelho do dia
Pieter
Brueghel, o Jovem
Marcos 4, 35-41
Naquele dia, ao cair da tarde, Jesus disse aos seus
discípulos:
«Passemos à outra margem do lago».
Eles deixaram a multidão e levaram Jesus consigo na barca em
que estava sentado. Iam com Ele outras embarcações.
Levantou-se então uma grande tormenta e as ondas eram tão
altas que enchiam a barca de água. Jesus, à popa, dormia com a cabeça numa
almofada.
Eles acordaram-no e disseram:
«Mestre, não te importas que pereçamos?».
Jesus levantou-se, falou ao vento imperiosamente e disse ao
mar:
«Cala-te e está quieto».
O vento cessou e fez-se grande bonança. Depois disse aos
discípulos:
«Porque estais tão assustados? Ainda não tendes fé?».
Eles ficaram cheios de temor e diziam uns para os outros:
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Evangelho do dia
Gustav Klimt
Marcos 4, 26-34
Naquele tempo, disse Jesus à multidão:
«O reino de Deus é como um homem que lançou a semente à
terra. Dorme e levanta-se, noite e dia, enquanto a semente germina e cresce,
sem ele saber como.
A terra produz por si, primeiro a planta, depois a espiga,
por fim o trigo maduro na espiga. E quando o trigo o permite, logo se mete a
foice, porque já chegou o tempo da colheita».
Jesus dizia ainda:
«A que havemos de comparar o reino de Deus? Em que parábola
o havemos de apresentar?
É como um grão de mostarda, que, ao ser semeado na terra, é
a menor de todas as sementes que há sobre a terra; mas, depois de semeado,
começa a crescer e torna-se a maior de todas as plantas da horta, estendendo de
tal forma os seus ramos que as aves do céu podem abrigar-se à sua sombra».
Jesus pregava-lhes a palavra de Deus com muitas parábolas
como estas, conforme eram capazes de entender.
E não lhes falava senão em parábolas; mas, em particular,
tudo explicava aos seus discípulos.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Evangelho do dia
Joseph Ignaz Mildorfer
Marcos 3, 22-30
Naquele tempo, os
escribas que tinham descido de Jerusalém diziam: «Está possesso de Belzebu», e
ainda: «É pelo chefe dos demónios que Ele expulsa os demónios».
Mas Jesus chamou-os e
começou a falar-lhes em parábolas:
«Como pode Satanás
expulsar Satanás? Se um reino estiver dividido contra si mesmo, tal reino não
pode aguentar-se. E se uma casa estiver dividida contra si mesma, essa casa não
pode aguentar-se.
Portanto, se Satanás
se levanta contra si mesmo e se divide, não pode subsistir: está perdido.
Ninguém pode entrar em casa de um homem forte e roubar-lhe os bens, sem
primeiro o amarrar: só então poderá saquear a casa.
Em verdade vos digo:
Tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e blasfémias que tiverem
proferido; mas quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca terá perdão: será
réu de pecado eterno».
domingo, 26 de janeiro de 2014
III Domingo do Tempo Comum
Mateus 4, 18-23
(...) Caminhando ao longo do mar da Galileia,
viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André, que lançavam as redes
ao mar, pois eram pescadores. Disse-lhes Jesus: «Vinde e segui-me e farei de
vós pescadores de homens». Eles deixaram logo as redes e seguiram-no.
Um pouco mais adiante, viu outros dois irmãos:
Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam no barco, na companhia
de seu pai Zebedeu, a consertar as redes. Jesus chamou-os e eles, deixando o
barco e o pai, seguiram-no.
DEUS ANDA POR AÍ À PROCURA
DE TI
Jesus caminha ao longo das praias do Mar da Galileia, e vê dois irmãos, Simão e André, ocupados nos trabalhos da pesca, e diz-lhes: «Vinde atrás de mim (deûte opísô mou)!» (Mateus 4,19). A resposta é imediata: «Deixaram logo as redes, e seguiram-no!» (Mateus 4,20). E andando um pouco mais, viu outros dois irmãos, Tiago e João, que, com o pai, Zebedeu, consertavam as redes na barca. Também os chamou. E também eles deixaram logo a barca e o pai, e seguiram-no (Mt 4,21-22).
Note-se bem que Jesus
desce ao nosso mundo, caminha pelas nossas estradas e vem ter connosco aos
nossos lugares de trabalho. E é aí que nos chama. Não espera por nós no cenário
sagrado das nossas Igrejas! Não nos obriga a aprender uma doutrina, nem sequer
nos entrega um projecto de vida, mas chama-nos a segui-lo («vinde atrás de
mim»), e partilha connosco a sua vida, como o Mestre faz com os seus
discípulos. Não nos põe a fazer uma espécie de estágio, para que um dia nos
tornemos Mestres. Nós permanecemos sempre discípulos, e um só é o Mestre. Não
nos coloca num estágio, num estado, num estrado, numa estante, mas num caminho!
E um dia mais tarde, ouvi-lo-emos ainda dizer: «Ide!». É sempre no caminho
que nos deixa.
Tu, Senhor, Tu falas
E um caminho novo se abre a nossos pés,
Uma
luz nova em nossos olhos arde,
Átrio
de luminosidade,
Pão
De
trigo e de liberdade,
Claridade
que se ateia ao coração.
Lume
novo, lareira acesa na cidade,
És
Tu, Senhor, o clarão da tarde,
A
notícia, a carícia, a ressurreição.
Passa
outra vez, Senhor, dá-nos a mão,
Levanta-nos,
Não
nos deixes ociosos nas praças,
Sentados
à beira dos caminhos,
Sonolentos,
Desavindos,
A
remendar bolsas ou redes.
Sacia-nos.
Envia-nos,
Senhor,
E
partiremos
O
pão,
O
perdão,
Até que em cada um de nós nasça um irmão.
Tu, Senhor, Tu falas
E um caminho novo se abre a nossos pés,
Até que em cada um de nós nasça um irmão.
D. António Couto (extratos)
Postado por
Paróquia de S. Pedro
às
10:33:00
sábado, 25 de janeiro de 2014
Evangelho do dia
Naquele
tempo, Jesus apareceu aos Onze e disse-lhes:
«Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem acreditar e for batizado será salvo; mas quem não acreditar será condenado. Eis os milagres que acompanharão os que acreditarem: expulsarão os demónios em meu nome; falarão novas línguas; se pegarem em serpentes ou beberem veneno, não sofrerão nenhum mal;
e quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados».
Marcos 16,
15-18«Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem acreditar e for batizado será salvo; mas quem não acreditar será condenado. Eis os milagres que acompanharão os que acreditarem: expulsarão os demónios em meu nome; falarão novas línguas; se pegarem em serpentes ou beberem veneno, não sofrerão nenhum mal;
e quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados».
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Evangelho do dia
Domenico Ghirlandaio (det.)
Naquele tempo, Jesus subiu a um monte. Chamou à sua presença aqueles
que entendeu e eles aproximaram-se.
Escolheu doze, para andarem com Ele e para os enviar a pregar, com
poder de expulsar demónios. Escolheu estes doze:
Simão, a quem pôs o nome de Pedro; Tiago, filho de Zebedeu, e João,
irmão de Tiago, aos quais pôs o nome de Boanerges, isto é, «Filhos do trovão»;
André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago de Alfeu, Tadeu, Simão o Cananeu
e Judas Iscariotes, que depois o traiu.
Marcos 3, 13-19
© SNPC - Evangelho das Imagens
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Evangelho do dia
James Tissot
Naquele tempo, Jesus retirou-se com
os seus discípulos a caminho do mar e acompanhou-o uma numerosa multidão que
tinha vindo da Galileia.
Também da Judeia e de Jerusalém, da
Idumeia e da Transjordânia e dos arredores de Tiro e de Sidónia, veio ter com
Jesus uma grande multidão, por ouvir contar tudo o que Ele fazia.
Disse então aos seus discípulos que
lhe preparassem uma barca, para que a multidão não o apertasse.
Como tinha curado muita gente, todos
os que sofriam de algum padecimento corriam para Ele, a fim de lhe tocarem. Os
espíritos impuros, quando viam Jesus, caíam a seus pés e gritavam: «Tu és o
Filho de Deus». Ele, porém, proibia-lhes severamente que o dessem a
conhecer. quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Testemunho de João totalmente a favor de Jesus
Jo
1,29-34: “Eis o Cordeiro de Deus…”
Este é um novo e forte testemunho de João a favor de Jesus, com a particularidade de evidenciar a validade/ a importância de Jesus para todos os tempos, para todos os lugares e pessoas. Jesus caminha em direcção a João Baptista, sem que ele saiba de onde vem e porquê vem ter com ele. Nesta sessão João testemunha em favor de Jesus de modo absoluto e total.
Jesus é apresentado
como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, como aquele que baptiza com
o Espírito, como Filho de Deus. São 3 aspectos fundamentais da vida de Jesus e
portanto também do cristianismo. Encontramo-nos diante de uma confissão de fé
colocada na boca de João Baptista. Encontramo-nos diante de um grande nível de
profundidade teológica.
Cordeiro
de Deus. A que
coisa se faz referimento com este título? Que coisa significa? Vamos enumerar brevemente
algumas possibilidades:
1. Referimento ao Cordeiro Pascal (Ex 12)
sacrificado pela ocasião da Festa Judaica da Páscoa, e que tinha um aspecto e
carácter expiatório.
2. Uma alusão aos cordeiros que, cada dia,
eram sacrificados no templo de Jerusalém (Ex 29, 38-46).
3. Indicação do capro sobre o qual, com a
imposição das mãos, se descarregavam os pecados do povo, e que depois conduzido
ao deserto e abandonado (Lv 16, 21-22).
4. Menção ao cordeiro, quando são descritas
as características do servo de Yavhé (Is 53,7).
5. Recordação do cordeiro, que é uma parte
importante entre as imagens apocalípticas (por exemplo Ap. 14,1) e que
representa o Messias que purifica o seu povo.
Dentro
desta multiplicidade de possibilidades, por qual optar? Tendo em conta o
contesto geral do quarto Evangelho – que se interessa de modo particular pela
Festa da Páscoa e que apresenta Jesus como o verdadeiro Cordeiro Pascal, a
primeira das possibilidades apontadas acima seria a mais provável, sem excluir
as outras, e particularmente aquela do cordeiro mencionada na descrição do
Servo de Yavhé, de Isaías.
Contudo
seja qual for a proveniência desta imagem, que não é assim tão importante (a
proveniência) não pode condicionar o significado da mesma. Trata-se de facto do
cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. O título implica o significado
escatológico decisivo daquele que o leva e que é apresentado como o portador de
Salvação, porque tira o pecado do mundo. Neste sentido pensamos no poder
expiatório – eliminador da culpa – da morte de Jesus.
Encontramo-nos perante um título
“existencial”: que diz e oferece ao homem alguma coisa de que ele tem falta;
apresenta Jesus como Aquele que responde a uma profunda necessidade humana.
Este
pequeno brando, através do testemunho do Baptista, coloca em relevo e justifica
ao mesmo tempo a eficácia do Cordeiro, apresentado na função de purificar o
homem. E fá-lo colocando 3 razões essenciais: a sua preexistência colocado em
ressalvo no prólogo do evangelho Joanino: “antes
de mim”; a presença do Espírito n’Ele de um modo permanente “vi o Espírito… descer sobre Ele”, e a
sua filiação divina “dou testemunho que
Ele é o Filho de Deus”.
Jesus é o Filho de
Deus, o Salvador que quer estender a salvação até aos confins da terra. É o
Messias esperado das nações. É o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo,
como rezamos antes da comunhão, na Eucaristia diária.
Jesus vem trazer o
dom de Deus, o Espírito Santo. Cada um de nós é apenas uma voz, e devemos
apenas ocupar o nosso lugar e apontar para Ele, anunciá-Lo, segui-Lo. Esta é a
nossa missão!
P. Herminio Vitorino, sj
Postado por
Paróquia de S. Pedro
às
21:20:00
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