domingo, 16 de maio de 2010

Solenidade da Ascensão do Senhor

Brilha ainda, intensa, nos nossos olhos, a alegria imensa, com que todos vimos o Papa, timidamente, pousar o solo português, e as saudades, que já nos ficam, na alma, destes dias, tão belos! O «Céu» parece ter descido à nossa Terra, em pequenos e grandiosos momentos, de intensa luz e vida! Por fim, ficamos certos, de que o Papa, na sua sabedoria, bondade e serenidade, nos leva e eleva a todos com ele. E de que nós ficamos para sempre com o Papa, guardando agora os seus gestos, meditando as suas palavras, respondendo aos seus desafios!


Creio que os discípulos de Jesus, devem ter experimentado, algo de semelhante, mesmo se intensamente mais forte, durante aqueles quarenta dias, em que Jesus Se lhes apresentou vivo e com muitas provas! Eles vão descobrindo em Jesus, uma palavra de vida, uma presença nova, uma condição divina, bem acima deles, uma vida exaltada pelo Pai! Cristo, elevado aos céus, não é, para eles, um desaparecido em combate! O seu arrebatamento, para junto do Pai, não é um regresso ao passado, nem uma fuga para a frente! Os discípulos sabem que Jesus parte, mas que os leva e eleva a todos com Ele! Jesus parte, mas permanece connosco, até ao fim dos tempos (Mt.28,20).


Elevado aos céus, na esfera da eternidade, Jesus torna-se, doravante, contemporâneo de cada um de nós. Como disse o Papa, em Lisboa, “Cristo não está a dois mil anos de distância; está realmente presente, entre nós e dá-nos a luz, que nos faz viver e encontrar a estrada para o futuro».


“Mas, se esta certeza (da presença de Cristo) nos consola e tranquiliza, ela não nos dispensa de ir ao encontro dos outros”, disse, no fim, com toda a clareza, o Papa, no Porto! Não, por acaso, em ambos os relatos da Ascensão, São Lucas acentuava as palavras de Jesus: «Vós sois testemunhas de tudo isto», (Lc.24,48) e «sereis minhas testemunhas em Jerusalém e até aos confins da terra» (Act.1,8)! No Porto, dizia-nos o Papa: «é necessário que vos torneis comigo testemunhas da ressurreição de Jesus. De facto, se não fordes vós as suas testemunhas, no vosso próprio ambiente, quem o será em vosso lugar»? E o Papa continuava: «o cristão é, na Igreja e com a Igreja, um missionário de Cristo, enviado ao mundo. Esta é a missão inadiável de cada comunidade eclesial: receber de Deus e oferecer ao mundo Cristo ressuscitado, para que todas as situações de definhamento e morte se transformem, pelo Espírito, em ocasiões de crescimento e vida”.


E o Santo Padre confirmava-nos na missão, com este desafio: «Temos de vencer a tentação de nos limitarmos ao que ainda temos ou julgamos ter, de nosso e seguro: seria morrer a prazo, enquanto presença de Igreja no mundo, que aliás só pode ser missionária». A missão não se destina apenas aos povos não cristãos e às terras distantes, mas também aos ambientes da nossa sociedade e da nossa cultura. São «sobretudo os corações» - que nos seus legítimos anseios, esperam por Jesus - «os verdadeiros destinatários da missão», assegurou-nos Bento XVI.


Meus queridos irmãos e irmãs: nós, que experimentamos, aqui, na Eucaristia, a presença real e transformadora de Cristo, não podemos agora ficar a olhar, pasmados, para o céu (cf. Act.1,11)! Somos desafiados a permanecer na cidade (cf. Lc.24.,56), a ser aqui e a partir daqui «testemunhas e portadores de Jesus ressuscitado, levando-O para os diversos sectores da sociedade e a quantos neles vivem e trabalham, irradiando a «vida em abundância» (…) Nada impomos, mas sempre propomos!» Façamo-lo, então com Cristo e a partir de Cristo, para renovar a face da terra, a partir de Deus, sempre e só de Deus!
Encontramos e acolhemos a Vida eterna, na medida em que fazemos da nossa vida uma entrega generosa, «por Cristo, com Cristo em Cristo». Não há, por isso, uma vida agora e outra depois. A vida é uma só. É única. E por isso mesmo, não pode ser desperdiçada. Precisa de ser vivida, com entusiasmo e responsabilidade. Olhar hoje para o céu, é um desafia a consagrar a nossa vida aos mais elevados ideais, da fé e da solidariedade humana.

Olhar hoje, para o céu, e neste Dia Mundial das Comunicações Sociais, educa-nos a orientar a nossa visão para o belo e excelente, e a desviar o nosso olhar de tudo o que é torpeza e vulgaridade. «Que o Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, ilumine os olhos do nosso coração, para compreendermos a que esperança fomos chamados»!
Neste mês de Maio, levantemos mais ainda os nossos olhos, para Maria, escolhida como Padroeira desta paróquia e desta Cidade! Que Maria nos ajude a fazer de nós mesmos um «sim» livre e pleno à graça de Deus, para podermos ser renovados e renovar os outros, pela luz e alegria do Espírito Santo! Chegou a nossa hora. Vamos lá embora! É a hora da Missão!...


P. Hermínio Vitorino s.j.

Informações úteis


Caminhada jovem – nocturna - sob o tema “Em busca do Meu Farol” realizar-se-á na próxima sexta-feira, dia 21 de Maio. A noite inicia com a concentração às 23:00 no Santuário de Nossa Senhora do Carmo. Dirija-se à secretaria para fazer a sua inscrição


A CVX realizará um Encontro de Pentecostes, sábado dia 22 de Maio, aberto a todos. Este evento terá lugar em Castelo Branco e será orientado pelo Padre Vasco Pinto de Magalhães.

De segunda a sexta, às 19:00, está a ser recitado o terço seguido de comunhão. Aos sábados a celebração será às 16:00. Aos domingos, pelas 17:00, a oração do terço realizar-se-á no Monumento de Nossa Senhora.


No próximo sábado, na eucaristia da catequese, o 5º ano fará a celebração do Credo. Recorda-se que esta celebração destina-se não só aos catequizandos, mas também aos pais, padrinhos e todos os familiares.


Na próxima segunda-feira, dia 17, às 21:15 haverá uma reunião de encarregados de educação dos catequizandos que se preparam para receber o Santo Crisma.


Na próxima terça-feira, dia 18:00, às 21:15 haverá uma reunião de encarregados de educação dos catequizandos que se preparam para a profissão de fé.
A presença dos encarregados de educação nestas reuniões é requerida.


Na sexta-feira, dia 28 de Maio, pelas 21:15 realizar-se-á uma conferência subordinada ao tema: “introdução geral à Doutrina Social da Igreja”. Esta conferência realizar-se-á na sala Inácio de Loyola e será proferida pelo Padre Francisco Rodrigues, s.j.


As Colectas das eucaristias do próximo domingo reverterão a favor das obras diocesanas de apostolado da nossa diocese. Far-se-á um especial apelo à vossa generosidade.
A todos uma boa semana!

domingo, 9 de maio de 2010

VI Domingo de Páscoa


O testamento que Jesus nos deixou é AMAR

Jo 14, 23-29 - Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quem Me ama guardará a minha palavra e meu Pai o amará; Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada.

Vem, Senhor Jesus, e põe em nossos corações aquele AMOR que poderia mudar o mundo.


Informações úteis
  • A caminhada jovem –nocturna- realizar-se-á no dia 21 de Maio. As pessoas interessadas já se podem inscrever. O programa já está afixado junto às portas da Igreja.
  • De segunda a sexta, às 19:00, está a ser recitado o terço seguido de comunhão. Aos sábados a celebração será às 16:00. Aos domingos, pelas 17:00, a oração do terço realizar-se-á no Monumento de Nossa Senhora. Recorda-se que este ano a Procissão de Nossa Senhora será no dia 13, afim de que todos possam acompanhar o Santo Padre em Fátima. No dia 14, pelas 21:00, será celebrada a habitual eucaristia na Capela de S. João de Malta.

  • Na próxima segunda-feira, dia 10, pelas 21:15, haverá realizar-se-á uma reunião em vista a preparar a Procissão de Nossa Senhora de Fátima. Informa-se os Movimentos da nossa comunidade e outras pessoas interessadas em colaborarem na organização da procissão, o favor de comparecerem à mesma reunião.

  • Na eucaristia da catequese do próximo sábado, dia 15, serão feitas as Promessas da parte do Agrupamento 20, pertencente à nossa comunidade paroquial.

  • As Colectas das eucaristias do próximo domingo, reverterão a favor dos Meios de Comunicação Social da Igreja. Far-se-á um especial apelo à vossa generosidade.

  • Na quarta-feira, dia 12, não serão celebradas as habituais eucaristias –das 8:00 e das 11:00- nesta Igreja. No mesmo dia 12, não haverá atendimento de confissões. A Igreja manter-se-á aberta das 9:00 às 12:30 e das 15:30 às 18:00.

sábado, 8 de maio de 2010

terça-feira, 27 de abril de 2010

O Senhor é meu Pastor, nada me falta!


No passado Domingo, dia 25 de Abril, a Comunidade Paroquial de S. Pedro festejou o Domingo do Bom Pastor.A Celebração Eucarística das 11h30 foi presidida pelo Pároco Pe. Francisco Rodrigues e concelebrada pelos Padres Sousa e Hermínio e constituiu o ponto alto da festa do Bom Pastor.
Aproveitámos a liturgia do 4º Domingo da Páscoa para realçar o papel dos padres da Comunidade Jesuíta da Covilhã simbolizados nos Sacerdotes que concelebraram. Eles são na verdade, junto com o Padre Cavaleiro que no momento não pode estar presente, os pastores que vão guiando as suas ovelhas – nós - , que nos levam pelos melhores caminhos e que nos ajudam nas dificuldades e nas dúvidas. Disso foi sinal claro a eloquente Homilia proferida pelo Pe. Sousa.Foi realçado o serviço que cada um de nós, paroquianos, deve prestar à comunidade, no exemplo dado pelos quatro novos Ministros Extraordinários da Comunhão que foram publicamente apresentados. Recentemente fizeram a sua preparação para este serviço na sede da nossa Diocese, na Guarda.
No final da Celebração houve ainda oportunidade de festejar o dom da Vida no gesto, já usual no último domingo de cada mês, de o nosso Pároco abençoar os paroquianos que, nesse mês, festejaram o seu aniversário (de nascimento, de Baptismo, de Matrimónio).
E, na simples oferta de um modesto ramo de flores a cada um dos Sacerdotes, procurámos demonstrar a nossa gratidão aos Pastores que se dão, ao longo do ano, para nos conduzirem.
Depois fomos todos festejar na “Bar…Carola”.
INFORMAÇÕES ÚTEIS
  • Já estão abertas as inscrições para os Exercícios Espirituais orientados pelo Padre Hermínio Vitorino. Estes terão lugar no Seminário de Tortosendo, de 30 de Abril a 2 de Maio.
  • No próximo dia 1 de Maio, pelas 18:30, na Capela de S. João de Malta, inicia o Mês de Maria, com a oração do terço, comunhão e bênção do Santíssimo. A Procissão de Nossa Senhora de Fátima será no dia 13 de Maio. O restante programa será semelhante ao de anos anteriores.
  • A caminhada jovem –nocturna- realizar-se-á no dia 21 de Maio com programa a definir.
  • Ao contrário do que está estabelecido no programa anual das nossas actividades, no próximo sábado, dia 1 de Maio, não haverá catequese, assim, não haverá também a habitual missa da catequese.
  • No dia 28 de Abril, pelas 21:15, haverá reunião para os encarregados de educação dos catequizandos que frequentam o 8º ano e se preparam para celebrar a Festa da Vida.
  • No dia 6 de Maio pelas 21:15, haverá reunião para os encarregados de educação dos catequizandos que frequentam 0 5º ano e se preparam para celebrar a Festa do Credo.
  • A presença dos encarregados de educação nestas reuniões é obrigatória.

domingo, 18 de abril de 2010

III Domingo de Páscoa


Vida com Cristo Ressuscitado... EE-306 - Deixemo-nos conduzir esta semana por Inácio de Loyola, algumas pistas de oração para esta semana...

Pedir como Graça: Alegrar-me e gozar intensamente a presença de Cristo ressuscitado na minha vida.

1- O regresso à vida normal...
Vou/vamos pescar… eram pescadores... o vazio de uma noite de trabalho - as contrariedades da vida assumidas... as dificuldades em reconhecer Jesus
A força de uma presença e de uma palavra: «Lançai as redes…»

Que me propõe hoje Jesus? Que redes me pede para lançar?

2- Uma visão penetrante: É o Senhor...
A refeição: dom de Jesus, mas também trabalho dos apóstolos...
Um conhecimento implícito e silencioso... um "gozar" com a presença do outro... EE 224

Qual o lugar da amizade na nossa vida... nas nossas comunidades?
Meditar na minha capacidade/disponibilidade de "perder" tempo com o outro!


3 - Perguntas a Simão Pedro... «Simão, filho de João, tu amas-me?»

Perguntas sobre o amor, Pedro começa a compreender o lava-pés... a tripla interrogação e afirmação… contrastando com a tripla negação...
Tu segue-Me... missão confirmada no amor e na fé.

Que caminhos novos me indica o Senhor Ressuscitado hoje?
Reflectir para tirar proveito. ( EE 106)

segunda-feira, 12 de abril de 2010

A Comunidade

"Meu Senhor e meu Deus!".

A Comunidade insegura e frágil, dominada pelo medo, Estrutura-se ao redor de Cristo e d’Ele recebe a vida que permite enfrentar as dificuldades e as perseguições.
Na Comunidade encontramos as provas de que Jesus está vivo.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Ressuscitou!

Porque buscais entre os mortos O que vive? Não está aqui… Ressuscitou! Lc. 24, 5-6


Diante do sepulcro vazio, compreendemos melhor, que a morte não venceu e que Jesus continua vivo.


Os Padres Jesuítas da comunidade
Paroquial de S. Pedro desejam a todos
Uma PÁSCOA cheia de Alegria.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Sexta-feira Santa


SEXTA-FEIRA SANTA

A MORTE DE CRISTO E A NOSSA MORTE

MORTE QUE INVOCA A VIDA


“Deus não fez a morte. Ele não se alegra com a perda dos vivos" (Livro da Sabedoria, 1.13-14).
“A vida não acaba, apenas se transforma” (Liturgia dos defuntos).

Estas palavras e o dia de Sexta - Feira Santa que se aproxima inspiraram-me a seguinte meditação sobre a morte de Cristo e a nossa morte:
Cristo morreu e ressuscitou e nós morreremos e ressuscitaremos com Ele. Podemos, pois, cantar um hino à vitória da vida sobre a morte como tão bem o soube cantar o Apóstolo Paulo: “ó morte onde está a tua vitória? ó morte, onde está teu aguilhão? A vida venceu a morte”... Em Cristo, deixamos de estar sob o domínio de forças obscuras, as forças da morte, e passamos a saborear a presença nova de Cristo que é “poder de ressurreição” - um poder que “actua em nós, os crentes” (Ef.1,19) e que nos faz participar, já aqui e agora, na vida eterna da Ressurreição. É certo que morremos, mas em Cristo e com Cristo: a vida venceu a morte, a morte invoca a vida.
Aparentemente, a morte aparece como um malogro, mas não é um malogro. Convive com a nossa vida, ajuda-nos a lutar pela vida. Bento XVI na Encíclica Spes Salvi diz: “com a morte diante dos olhos, a questão do significado da vida torna-se inevitável”
Morremos dia a dia: antes éramos crianças, agora somos jovens e adultos, sempre a caminho, não do fim, mas dum novo começo: “Aquilo que a lagarta chama fim do mundo, o homem chama borboleta” (Richard Bach). São as nossas células que morrem para viver de outro modo. A lagarta metamorfoseada em borboleta é símbolo da Ressurreição.
Gostaríamos de viver o mais longamente possível. Mas nem tudo aquilo que a nós parece vida é realmente vida. Por isso, os amigos da cruz de Cristo são chamados a renunciar àquilo que não é vida, mas é morte. Mortificar significa isso mesmo, morrer. Nós queremos viver, não morrer, mas há coisas às quais somos chamados a morrer, ao nosso “ego” e ao poder de domínio. Tudo o que há de egoísmo em nós deve morrer. Paulo diz que esta é a única escola sapiente: “a nossa pátria está nos céus e espera-nos a transfiguração do nosso corpo” (Fil.3,5). Fiel ao pensamento bíblico, o Apóstolo não fala de aniquilamento do corpo, como, pelo contrário, afirmava a filosofia grega, mas sim de uma “metamorfose” de toda a pessoa que se torna conforme ao corpo glorioso de Cristo: “semeado corruptível, o corpo se torna incorruptível; semeado na fraqueza, é ressuscitado cheio de força, semeado corpo terreno é ressuscitado corpo espiritual” (1 Cor. 15, 42ss).
Unidos a Cristo, exorcizamos o medo à morte e vencemos o medo daquela morte que não invoca a vida. Esta é uma tarefa exaltante, porque, avançando por entre luzes e sombras, levamos connosco a confiança duma vitória da vida sobre a morte, o último inimigo a ser vencido, como diz Paulo. A morte que não invoca a vida pode causar medo, desespero e ser a causa de outros medos. Mahatma Ghandhi diz “Quem vence o medo da morte vence todos os outros medos”: o medo do sofrimento, da doença, o medo de virmos a perder aqueles e aquelas que amamos.
Ser testemunha da morte daqueles que nos são queridos é uma dura prova. A morte dos outros nos reenvia à nossa própria morte e àquelas questões que espontaneamente nos pomos: porquê a morte? Haverá vida depois de morte ou será ela um fim absoluto? Por detrás destas perguntas, emerge o desejo de viver, a necessidade radical de se ser feliz no amor, de viver deste amor. Nos evangelhos, a morte está muito presente: a morte de Lázaro, o amigo de Jesus, a morte da filha de Jairo... De cada vez que há uma morte, vemos quanto Jesus se impressiona, chora. Chorou diante da morte de seu amigo Lázaro e compadeceu-se dos seus familiares. Jesus faz com que Lázaro volte à vida: “ele dorme”, “Lázaro levanta-te!”.
E, depois, há a Sua própria morte tão terrível que O faz gritar : «Pai faz que este cálice se afaste de mim». As narrações da Paixão não nos ocultam nada deste doloroso calvário que foi o de Jesus. Como um grande doente que, dia após dia, se extingue, assim Jesus morre lentamente nos sofrimentos mais atrozes, rodeado da sua família e dos seus amigos: «Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste (Mt. 27,46ss). Mas os evangelhos sublinham também a intensa dignidade desta morte. Jesus impõe-se pela sua coragem e pela dignidade de que Ele dá testemunho: “verdadeiramente este homem era o filho de Deus” (Marc, 15 39) dirá o centurião. Esta maneira de morrer é mais do que um convite à esperança. É o último testemunho d’Aquele que sabia para onde a morte O conduzia. Há na morte de Cristo, a certeza duma secreta vitória.
Nas horas, semanas e dias que precedem estes momentos cruciais há a preocupação de encontrar um sentido para a toda existência. Linguagem silenciosa que acolhe o outro. Nada temos para dizer, a não ser um toque suave, afectivo que vale por mil palavras. Quando vivemos da certeza de que a morte invoca a vida, chama pela vida, então o nosso luto se transformará num gozo sereno e suave que consolará em tempo de luto.
P. José Augusto Alves de Sousa, sj

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Quinta-feira Santa


Como anunciar o amor
a não ser amando?
Como anunciar a vida
em abundância
a não ser vivendo plenamente?
E o que é amar?
O que é viver?
Só olhando para Jesus
teremos a resposta.