domingo, 20 de março de 2011
II Semana da Quaresma
domingo, 13 de março de 2011
I Semana da Quaresma
«Nem só de pão vive o homem, mas de toda
domingo, 30 de janeiro de 2011
IV Domingo Comum

Por que é que causa admiração este Sermão de Jesus que abre com as Bem-aventuranças?
1. “Bem-aventurados os pobres…, deles é o reino dos Céus”
O reino dos Céus é o dos pobres em espírito e dos perseguidos: aqueles que não põem a sua fé, a sua confiança e a sua esperança nos bens materiais e que, por sua vez, são os perseguidos, porque lutam pela justiça. Duas condições indispensáveis para que Deus reine: renunciar à riqueza e à ambição da riqueza. Estas duas condições são a porta de entrada no Reino e a base da construção de novas relações. Esta transformação não agrada a todos e, daí, a perseguição, por aqueles que se sentem ameaçados por tal transformação e pela perda de privilégios.
2. “Bem-aventurados, os que choram, os humildes e os que têm fome e sede de justiça... serão consolados, possuirão em herança a terra, serão saciados”
Três promessas de Deus para passar duma situação negativa a uma situação positiva: da opressão à liberdade, do sofrimento à consolação, da injustiça à justiça. O Reino de Deus abre um horizonte de esperança, acende uma luz. Vale a pena sonhar outro mundo possível..., uma alternativa para uma vida digna para todos...Isto é uma Boa Nova e quão necessária nos nossos tempos de crise de valores...
3. “Bem-aventurados os misericordiosos, os puros de coração, os que buscam a paz”
São as atitudes e os objectivos que movem o trabalho para a construção duma nova Humanidade…, são os rasgos desta Humanidade nova que tanto desejamos e que já podemos ver nas pessoas e comunidades que se esforçam por ser misericordiosas, por terem puros os corações e por buscarem incansavelmente a paz. Daqui nasce um mundo solidário e feliz. Quem tem limpo ocoração tem a Deus na sua vida. Quem trabalha pela paz experimenta a Deus como Pai e até com o carinho de Mãe. É filho de Deus...
4. “Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça..., da mesma maneira perseguiram os profetas”
A comunidade cristã que assume o estilo de vida proposta pelas Bem-aventuranças choca com o estilo de vida do mundo que se deixa guiar por outros valores e se converte numa certa ameaça para a sociedade do poder do prestígio e do dinheiro. Daí a perseguição. O testemunho duma vida espiritual mina os cimentos, donde repousa uma sociedade injusta e assente sobre a mentira. Não é de estranhar que haja injúrias, perseguições. Foi assim em toda a história da Igreja. Mas a alegria e o regozijo, fruto da graça de Deus supera a perseguição, a desolação e a angústia… (lembrar a história dos mártires e dos perseguidos por amor da justiça)
5. “Bem-aventurados..., Bem-aventuradas”
Por que esta insistência de Jesus em afirmar as Bem-aventuranças? Jesus insiste nas Bem-aventuranças contra as bem-aventuranças do mundo (ou seja, as bem-aventuranças do “êxito”, as falsas bem-aventuranças que promete a sociedade injusta, insolidária e corrupta), Jesus proclama oito vezes onde se encontra a verdadeira felicidade e quais são as Bem-aventuranças do Reino de Deus. A verdadeira felicidade encontra-se numa sociedade justa, misericordiosa, pacífica. A sociedade injusta oferece a felicidade no egoísmo, na acumulação dos bens de qualquer ordem, no êxito pessoal. Ao contrário, o Reino de Deus oferece felicidade no amor, na sinceridade na simplicidade… A sociedade injusta à custa da felicidade da maioria, cria a falsa felicidade da minoria. A proposta de Jesus nas Bem-aventuranças consiste em eliminar toda a opressão e toda a injustiça, procurando a felicidade e a vida na abundância para todos e para todas.
A mesma lógica proposta por Mateus é a que recorda Paulo na Carta aos Coríntios, onde a força de Deus se concretiza nas pessoas que não são fortes nem sábias na consideração da opinião comum, mas que sabem encontrar na presença de Cristo, força e sabedoria para que “o que se orgulha se orgulhe no Senhor” (1 Cor 26-31).
6. As Bem-aventuranças, um apelo de Jesus, a sua Biografia
Quem nos chama a seguir o caminho das Bem-aventuranças é Jesus Cristo o “Homem acabado” revestido da incorruptibilidade e que chegou à plenitude como lhe chama Paulo na 1ª Carta aos Coríntios 15. Para aí caminhamos. Aquele que nos chama não é um profeta vitorioso pelas armas, mas um crucificado. É por Ele que nós somos transformados todos os dias, é Nele que recebemos a força para esta transformação e é para Ele que voltamos os nossos olhos. Constatamos que aderimos a uma mensagem a uma Boa Nova que está em completa contradição com a mentalidade reinante no nossos mundo, este mundo, do qual, não somos, mas, no qual, vivemos (Jo. 17,6-19).
P. José Augusto de Sousa S. J.
domingo, 23 de janeiro de 2011
III Domingo Comum
Mt 4, 17-22
Disse-lhes Jesus:
- Vinde e segui-Me, e farei de vós pescadores de homens.
Eles deixaram logo as redes e seguiram-No.
Mais adiante viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, que estavam no barco, a arranjar as redes, com o pai. E Jesus também os chamou. Eles deixaram logo o barco e o pai e seguiram-No.”
"Vinde e segui-me. Fazei parte do meu grupo de amigos… Já sois meus amigos, mas desejo muito que estejais mais perto de mim"
É o convite que Jesus dirige hoje a cada um de nós.
Jesus chama pessoas simples que estavam a realizar o seu trabalho. Como Pedro, André, Tiago... chama a cada um de nós pelo nosso nome.
Posso... Devo perguntar-me: Como está a minha disponibilidade para responder aos chamamentos do Senhor?
O chamamento de Jesus não é para o vazio, "Pescadores de Homens".... mas sim para uma vida cheia de sentido alegria e plenitude. A resposta a este chamamento também não é de uma vez para sempre, e nem sequer se destina a uma minoria, é para todos e acontece todos os dias... Na nossa Comunidade, no nosso trabalho, nas actividades de cada dia. Assim, a resposta será pessoal e também se vai dando cada dia.
O caminho do seguimento de Jesus percorre-se e se renova-se todos os dias da nossa vida.
Segui-Lo é consequência da escuta da Palavra, da obedência à Palavra e da opcção pelos caminhos que essa Palavra nos aponta.
Que o Senhor nos conceda a graça de compreender, que segui-Lo dá uma dimensão nova à nossa vida, nos torna colaboradores na construção de uma sociedade mais justa, mais fraterna onde a voz de Jesus ecoa à nossa volta, porque transborda em amor no coração de cada um de nós.
A.M.
Informações úteis
- Na próxima quarta-feira, dia 26, haverá uma reunião destinada a todos os encarregados de educação que têm educandos a frequentarem a catequese em S. Tiago. Recorda-se que a participação nesta reunião, de pelo menos de um dos encarregados de educação, é requerida.
- Na sexta-feira, dia 28 de Janeiro, haverá reunião de Jovens, pelas 21:15. Os jovens que nunca participaram nestas reuniões e gostariam de o fazer, também são convidados. Para mais informações, é favor contactar o Padre Hermínio Vitorino.
- No próximo sábado, dia 29 de Janeiro, o 2º ano de catequese fará a celebração da Festa do Pai-Nosso, que se celebrará na eucaristia da catequese.
domingo, 16 de janeiro de 2011
II Domingo Comum

Disse-me o Senhor:
«Tu és o meu servo, Israel,
por quem manifestarei a minha glória».
E agora o Senhor falou-me,
Ele que me formou desde o seio materno,
para fazer de mim o seu servo,
a fim de lhe reconduzir Jacob e reunir Israel junto d’Ele.
Eu tenho merecimento aos olhos do Senhor
e Deus é a minha força.
Ele disse-me então:
«Não basta que sejas meu servo,
para restaurares as tribos de Jacob
e reconduzires os sobreviventes de Israel.
Vou fazer de ti a luz das nações,
para que a minha salvação chegue até aos confins da terra».
Is. 49,3.5-6
Deus fez de Jesus “Luz das nações”... As nações de então e das de agora. Os seus sinais encontram-se em todos os cantos da terra…
Assim, Jesus é ainda hoje “LUZ DAS NAÇÕES”.
Informações úteis
Na próxima quarta-feira, dia 19 de Janeiro, haverá encontro bíblico, com inicio às 15:30. Esta actividade é orientada pelo Padre Hermínio.
Na próxima sexta-feira, 21, pelas 21:15, realizar-se-á uma reunião de leitores. Ser leitor é um ministério que exige preparação e formação. Pede-se a todas as pessoas que são já leitoras ou gostariam de o ser, o favor de participarem neste encontro de formação.
Na próxima quarta-feira, dia 19, pelas 21:15, haverá uma reunião destinada aos encarregados de educação do 2º ano de catequese. Este encontro tem como objectivo preparar a celebração da Festa do Pai-Nosso, que se celebrará no dia 29 de Janeiro.
No próximo fim-de-semana, dias 22 e 23, realizar-se-ão as Jornadas de Voluntariado da Cova da Beira, subordinadas ao tema “Voluntariado: um serviço de afectos”. Para mais informações, consulte o programa afixado na porta da Igreja.
Na quarta-feira, dia 26, haverá uma reunião destinada a todos os encarregados de educação que têm educandos a frequentarem a catequese em S. Tiago. Recorda-se que a participação nesta reunião, de pelo menos de um dos encarregados de educação, é requerida.
domingo, 9 de janeiro de 2011
Solenidade do Baptismo de Jesus
“Deus, deixa que os meus pensamentos se elevem para ti.
Eu não compreendo os teus caminhos mas tu sabes qual é o meu caminho.”
in Louange des Jours, Taizé
- No próximo dia 15 Janeiro (Sábado), entre as 9h30-13h00, vai decorrer, aqui na paróquia, o Encontro Espiritualidade Inaciana I, com o tema "Exame de Consciência". Será orientado pela Isabel Figueiredo e Silva (CVX de Castelo Branco), que nos falará da importância deste instrumento na ordenação e orientação da nossa vida. Participem no encontro, divulguem junto de familiares, amigos e de todos aqueles que gostariam de conhecer um pouco mais a riqueza da espiritualidade inaciana. Por questões de organização pedíamos que se inscrevessem até 13 Janeiro no secretariado da nossa paróquia, ou através dos responsáveis dos grupos CVX.
- Na próxima sexta-feira, dia 14h, realizar-se-á pelas 21h15, uma reunião de jovens, aqui na nossa paróquia. Estão convidados a participar todos os jovens a partir dos 16 anos.
- No próximo Domingo, dia 16, teremos um Encontro das Equipas de Nossa Senhora, da parte da tarde, a partir das 14h00, na sala Inácio de Loyola, aqui na nossa paróquia.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Solenidade da Epifania do Senhor

Os Magos são "os homens dos sinais", que sabem ver numa estrela o sinal da Libertação.
Deixam tudo... Não desistem no cansaço da longa viagem...
Não desanimam com o desaparecimento da estrela,
nem com a indiferença dos habitantes de Jerusalém:
perseveram até o fim e acabam encontrando o que procuram.
Não vão de mãos vazias... Oferecem o que têm de melhor...
Os "Magos" representam os homens de todo o mundo
que vão ao encontro de Cristo e que se prostram diante dele.
É imagem da Igreja, essa família de irmãos, constituída por gente
de muitas cores e raças, que aderem a Jesus e o reconhecem como "o Senhor".
sábado, 1 de janeiro de 2011
A crise e o Novo Ano
Temos vivido cobertos por “nuvens cinzentas” que teimam em assinalar que o Novo Ano não vai ser fácil. Se estamos atentos ao que se passa à nossa volta, facilmente caímos na conta que há sinais fortes que nos fazem pensar e preocupar. Até porque, o ano que agora termina já não foi nada fácil para muita gente. A crise toca na vida de muitas pessoas, e parece que vai aumentando o número daqueles que sentem os seus efeitos mais imediatos. Por outro lado, persiste em nós o desejo de expressar um Bom Ano Novo àqueles com quem as circunstâncias da vida permitem encontro e relação.As origens de uma crise são múltiplas. Muitas vezes, as consequências económicas são o produto final de uma série de causas e efeitos. Não me vou deter sobre as suas causas, não só devido à sua complexidade, mas também por não ser este o espaço mais indicado para o efeito. Deter-me-ei, sim, sobre o desejo de que, como comunidade, vivamos um Novo Ano 2011 bom, reagindo contra a crise.
Continuamos a viver, na nossa comunidade paroquial, momentos de muito trabalho, (pastoral e material): dar Jesus a conhecer e celebrá-Lo em eucaristia, e simultaneamente procurando renovar as nossas estruturas, com empenho e compromissos que envolvem todos os que verdadeiramente se dedicam e comprometem com uma comunidade viva, que serve, e só serve se servir, e será tanto mais serviço quanto mais o for cada um dos membros que a constituem.
Não raramente, fui ouvindo frases como esta: “o que estamos a fazer é essencial para a vida e futuro da nossa comunidade paroquial… mas com esta crise… o melhor seria esperar que a crise passasse”. Não posso estar mais em desacordo! Nenhuma crise passará se cruzamos os braços e ficamos passivamente à espera! A crise não passa sem nós… de nós depende que passe connosco e passe com a maior brevidade possível! A raiz dos problemas e também das soluções, reside, antes de mais, nas atitudes interiores de cada pessoa. Tempos de crise são também tempos de oportunidades e de esperança ao alcance de cada indivíduo, grupo, instituição. Este é o tempo favorável de fazermos a diferença. Com os braços cruzados, à espera, o mundo passa por nós, e nós ficamos a olhar para ele, assistindo como espectadores. Se assim for, não entramos no dinamismo da história, nada seremos, se nada fizermos, se nada formos.
Desejo que todos tenham um Bom e Santo Ano Novo. Tudo o que vier a acontecer, será dom e pura graça. Mas o dom e a graça de Deus, o qual permanece sempre, age activamente em cada um de nós e caminha ao lado de todos os que fazem o melhor que de si depende e confiam a Jesus, aquilo que de cada um de nós não depende tanto.Que o Novo Ano, que agora tem início, seja um ano de empenho, dedicação, generosidade, optimismo e esperança. Se assim for, não só teremos um bom ano, mas seremos ocasião para que este seja bom na vida de tantas pessoas à nossa volta: comunidade, família, vizinhos e até pessoas que nem conhecemos! Desejo a todos os paroquianos um santo e abençoado Ano Novo cheio de criatividade e fidelidade a Deus que age na vida daqueles que activamente se abrem à Sua graça.
Padre Francisco Rodrigues, s.j.
sábado, 25 de dezembro de 2010
UM MENINO NOS É DADO

Tudo isto se passa discretamente por entre um recenseamento decretado pelo Imperador César Augusto que levou à deslocação de Maria e de José de Nazaré a Belém, cidade de David. Este recenseamento é simbólico. O Imperador queria, por meio dele, conhecer as pessoas que estavam sob o seu domínio para as reduzir à submissão, mas Deus que escreve direito por linhas tortas, serve-se do recenseamento para nos dizer que uma Luz saída de Belém iluminas, agora, o coração de todos os homens sob a face da terra: do Oriente ao Ocidente, de Norte a Sul… (Isaías). Jesus não ocupará nem sequer uma linha desse recenseamento, pois Ele ainda estava no seio de Maria, quando José e Maria se aproximaram para a inscrição nas listas, mas Nele latia já, o pulsar duma Nova Lista que será a Lista da Humanidade inteira, essa humanidade que ele funda e que recapitula (João no Prólogo do Evangelho de Hoje), quer dizer, da qual, Ele será, agora, a cabeça, o Pastor (João 10).
Esta refundação ou recriação para o surgimento da Nova Humanidade, lhe vai exigir a entrega de toda a sua vida que somente terminará na Cruz e na Ressurreição. Então, começará para os homens, Uma Nova História da qual, Ele será o começo e o termo: No princípio era o Verbo… e o Verbo Incarnou e se fez homem…” Mas, se é cero que esta história nova já começou, a História de Cristo, isto é, a História de Deus com o homem ainda não chegou ao fim e, por isso rezamos: “ vinde Senhor Jesus”. O seu nascimento, a sua vida, a sua morte e a sua ressurreição são momentos proféticos dessa volta na glória que Ele anunciou como fim dos tempos: um fim que é começo e fim, ao mesmo tempo.
Em Belém, não encontrou lugar na hospedaria, lugar de residência do encontro com os homens, mas encontramo-lo deitado numa manjedoura, no lugar onde se deita a comida aos animais. Um dia dirá: “Tomai e comei…” Eis como a Escritura nos apresenta a vinda do Filho de Deus ao mundo. Nós teríamos talvez imaginado que o Filho de Deus viria como na Teofania do Antigos Testamento com a Montanha do Sinai a arder e Deus descendo sobre a montanha como fogo e um relampejar terríveis. Mas não é assim, na Nova Aliança. Ele vem nas palhinhas dum bercito, na doçura dum sorrio de criança, no acolhimento das mãos duma Mãe. É assim, o nosso Deus, o Deus Menino e quem o pensa doutra maneira, afoga-se no poder e na força do prestígio. Uma entrada discreta no mundo, quase furtiva. Apenas anunciada por uns pobres pastores que viram a sua luz e pelos Magos vindos do Oriente. Será sempre assim a vinda de Deus que se propõe sem nada impor e não força a mão de ninguém para lhe arranjarmos um outra estalagem no meio da cidade dos homens. É este Deus que nos convida a segui-Lo. Um Deus já excluído, porque nascido numa manjedoura e que, mais tarde, será crucificado fora dos muros da cidade, mas por Ele e N’Ele, nasceu um Novo Corpo que é a Igreja. Quando meditamos no que acabamos de dizer, este Novo Corpo de Cristo - a Igreja, está ainda nos começos. A nossa comunhão com Cristo está ainda na infância, mas sempre em crescimento. “de graça em graça…” (João)
Um Deus ao nosso dispor. Uma criança é um futuro, um prolongamento dos seus pais, mas é também um ser fraco, necessitado. A criança ainda não fala, não tem palavra. Eis que Deus se entrega nas nossas mãos e nós faremos dele o que quisermos, com a grande responsabilidade de falarmos por Ele, com a Palavra e com o testemunho de Vida.
Ele é a vida; a nossa vida. E que fazemos nós da vida? Que fazemos da vida dos outros que é vida de Deus, porque nela, Deus se diz e se dá.
Deus à mercê das nossas decisões. Já a narração do Nascimento de Cristo nos faz pressentir os acontecimentos de Páscoa. De momento, Ele não pode sobreviver, senão com cuidados constantes. Paulo nos diz em Filipenses 2, 6-8 que “Ele se despojou assumindo a condição humana” e que, por nós, morreu na Cruz e Ressuscitou.
Mas, de momento entreguemo-nos à alegria do Natal. Os anjos cantam o Glória de Deus, d’Aquele que não se refugiou no poder, mas vem ter connosco na nossa vida e na nossa morte. Por agora, o Menino vai aprender a obediência e a ser um de nós. Um dia, a Ressurreição terá a última palavra.
Natal: Recusa ou aceitação : “veio para o que era seu e os seus não o reconheceram”.
Natal: Deus para sempre no meio de nós. Palavra sempre acessível até ao fim: “ este é o meu Filho”
Natal: Deus ao nosso dispor, sempre disponível. Não O encontramos nas nuvens, nos sentimentalismos, nas luzes exageradas desta quadra, No deslumbramento to dos presentes, mas na sua sobriedade e na leitura correcta do presente, porque o presente, nesta quadro natalícia, é sinal do Grande Presente do Pai do Céu: o Menino Jesus, o Presente por excelência. Encontramos o Menino perdido entre os pequenos, os mais simples?
Natal: Reconhece que Deus é Pai e que os homens são nossos Irmãos e cantemos a reconciliação e a paz na convivência fraterna, na reconciliação entre as famílias, hoje reunidas…”Anuncio-vos uma Boa Nova que será de grande alegria para todo o Povo. Nasceu-vos hoje na cidade de David um Salvador que o Cristo, Senhor…” Como são belos sobre os montes, os pés do Mensageiro que anuncia a paz…”
BOAS FESTAS
P. José Augusto de Sousa, sj

