quinta-feira, 14 de junho de 2012
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Solenidade do Corpo de Deus
Da relação entre a Eucaristia e os restantes sacramentos
juntamente com o significado escatológico dos santos mistérios, irrompe o
perfil da vida cristã, chamada a ser em cada instante culto espiritual, oferta
de si mesma agradável a Deus. E, se é verdade que nos encontramos todos ainda a
caminho rumo à plena consumação da nossa esperança, isto não impede de podermos
já agora reconhecer, com gratidão, que tudo aquilo que Deus nos deu, se
realizou perfeitamente na Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa: a sua assunção ao
céu em corpo e alma é, para nós, sinal de segura esperança, enquanto nos aponta
a nós, peregrinos no tempo, aquela meta escatológica que o sacramento da
Eucaristia desde já nos faz saborear.
Em Maria Santíssima, vemos perfeitamente realizada também a
modalidade sacramental com que Deus alcança e envolve na sua iniciativa
salvífica a criatura humana. Desde a anunciação ao Pentecostes, Maria de Nazaré
aparece como uma pessoa cuja liberdade está completamente disponível à vontade
de Deus; a sua Imaculada Conceição revela-se propriamente na docilidade
incondicional à palavra divina. A fé obediente é a forma que a sua vida assume
em cada instante perante a acção de Deus: Virgem à escuta, Ela vive em plena
sintonia com a vontade divina; conserva no seu coração as palavras que lhe
chegam da parte de Deus e, dispondo-as à maneira de um mosaico, aprende a
compreendê-las mais a fundo (Lc 2,
19.51); Maria é a grande Crente que, cheia de confiança, Se coloca nas mãos de
Deus, abandonando-Se à sua vontade.(102) Um tal mistério vai crescendo de
intensidade até chegar ao pleno envolvimento d'Ela na missão redentora de
Jesus; como afirmou o Concílio Vaticano II, « assim avançou a Virgem pelo
caminho da fé, mantendo fielmente a união com seu Filho até à cruz. Junto desta
esteve, não sem desígnio de Deus (Jo 19,
25), padecendo acerbamente com o seu Filho único, e associando-Se com coração
de mãe ao seu sacrifício, consentindo com amor na imolação da vítima que d'Ela
nascera; finalmente, Jesus Cristo, agonizante na cruz, deu-A por mãe ao
discípulo, com estas palavras: mulher, eis aí o teu filho (Jo 19, 26-27) ».(103) Desde a anunciação
até à cruz, Maria é Aquela que acolhe a Palavra que n'Ela Se fez carne e foi
até emudecer no silêncio da morte. É Ela, enfim, que recebe nos seus braços o
corpo imolado, já exânime, d'Aquele que verdadeiramente amou os Seus « até ao
fim » (Jo 13, 1).
Por isso, sempre que na liturgia eucarística nos abeiramos do
corpo e do sangue de Cristo, dirigimo-nos também a Ela que, por toda a Igreja,
acolheu o sacrifício de Cristo, aderindo plenamente ao mesmo. Justamente
afirmaram os padres sinodais que « Maria inaugura a participação da Igreja no
sacrifício do Redentor ».(104) Ela é a Imaculada que acolhe incondicionalmente
o dom de Deus, e desta forma fica associada à obra da salvação. Maria de
Nazaré, ícone da Igreja nascente, é o modelo para cada um de nós saber como é
chamado a acolher a doação que Jesus fez de Si mesmo na Eucaristia.
SACRAMENTUM
CARITATIS
DE SUA SANTIDADE
BENTO XVI
DE SUA SANTIDADE
BENTO XVI
domingo, 3 de junho de 2012
Santíssima Trindade
Deus foi-se revelando ao longo da história, acompanhando a
própria evolução da humanidade. Revela-se, ao Povo de Israel, em primeiro lugar
como Deus Único. No A.T. o Povo Escolhido experimenta, ao longo dos séculos, a
presença amorosa do “seu” Deus: do Deus Todo-Poderoso, na criação do universo;
do Deus de amor que faz aliança com o “seu” povo e o conduz para a terra
prometida; do Deus misericordioso que perdoa o pecado e renova o seu
compromisso com o povo apesar das infidelidades.
Enfim, este Deus Único foi-se revelando como um Deus que é
Pai: infinitamente sábio e transcendente, mas ao mesmo tempo misericordioso e
próximo. A primeira leitura fala-nos dessa experiência de Deus: “ Interroga os
tempos antigos … Considera hoje e medita em teu coração que o Senhor é o único
Deus”
Jesus Cristo veio dar-nos a conhecer uma imagem mais completa
de Deus. Chamando-se a Si próprio “Filho do Homem”, revelou-se como Filho de
Deus pela sua doutrina, pelas suas obras, pela sua ressurreição e pela missão
que deixou aos seus discípulos, como lemos no evangelho de hoje: “Todo o poder
me foi dado no Céu e na terra. Ide e ensinai todas as nações, baptizando-as em
nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. São palavras de despedida, mas não
deixa de renovar a promessa da presença próxima de Deus: “Eu estou sempre
convosco até ao fim dos tempos”.
Foi Jesus também que prometeu e enviou o Esp. Santo sobre os
Apóstolos e sobre todos os crentes de todos os povos. Na 2ª leit., S. Paulo
fala-nos no Espírito Santo que nos conduz como “Filhos de Deus”, que nos ensina
a familiaridade com o Pai, a ponto de O podermos tratar carinhosamente por Papá
(Abba). Com o Esp. Santo recebemos a liberdade interior do amor e não do temor,
tornamo-nos herdeiros da Promessa, herdeiros com Cristo: “Vós não recebestes um
espírito de escravidão para recair no pecado, mas o Espírito de adoção filial
pelo qual exclamamos: “Abá, Pai”.
- Pretender compreender inteiramente o Mistério de Deus seria
pretende pôr Deus ao nosso nível, à nossa dimensão. S. João diz-nos que “Deus é
Amor” – e é pela experiência do amor, do amor de Deus, que mais nos podemos
aproximar da compreensão deste mistério. Diz-nos ainda S. Paulo que “todos os
que são conduzidos pelo Espírito de Deus são Filhos de Deus”. Deixemo-nos,
então, conduzir pelo Esp. Santo, porque será Ele que nos ensinará todas as
coisas, segundo a promessa de Jesus, na Última Ceia. Assim seja.
P. Manuel Vaz Pato, sj
Homilia
Postado por
Paróquia de S. Pedro
às
16:05:00
quinta-feira, 31 de maio de 2012
domingo, 27 de maio de 2012
Solenidade de Pentecostes
Cheios do Espirito
A atual
Catedral de S. Paulo de Londres ergue-se sobre o sítio da antiga catedral que
ficou destruída no grande incendio de 1666, A nova foi desenhada por
Christopher Wern, e foram precisos 35 anos para a terminar.
Conta-se
que, ao começar a construção da nova cátedra, Wern pegou numa pedra das ruinas
da velha catedral, e ficou surpreendido ao ler a inscrição que tinha: Voltarei
a renascer.
Jesus
ressuscitou de entre os mortos. Os testemunhos de Jesus Ressuscitado
manifestaram a sua convicção firme de que “estava vivo”. Uma vez mais, Jesus
Ressuscitado partilhou os segredos do Reino de Deus com os seus companheiros
mais próximos. Confiou-lhes a missão de levar a Boa Nova a todos os povos.
Prometeu-lhes um advogado, o Espirito
Santo. Depois subiu ao Céu.
Os
últimos momentos da permanência terrena de Jesus estão muito bem descritos em
“actos 1, 3-12”. “ Elevou-se aos Céus na sua presença”. Os seus discípulos
assistiram ao final da sua companhia física com Jesus. A nuvem, que simboliza a
presença de Deus, envolveu-o. Foi, sem dúvida, ema separação dolorosa. Os
apóstolos não deixam de olhar para o Céu. Mas são tirados do seu espanto e
enfrentam a realidade. É-lhes indicado que regressem a Jerusalém para rezar e
aguardar a Vinda do Espirito Santo.
Quem é
o Espirito de Jesus? Talvez devêssemos pergunta-nos? O que é o Espirito de
Jesus? O que é o espirito de uma pessoa? Compreende a profundidade e a riqueza
da sua vida. Engloba a visão da qual brota a sua mensagem e ensinamentos, o
poder da sua obra e da sua luta, as suas atitudes perante a natureza, o mundo e
as pessoas. Mas é muito mais: algo que é impossível de definir. É a atmosfera
que respiramos quando estamos na presença de Jesus, a paz e o sossego que
irradia no meio das tensões, a alegria que inspira e a atração que
espontaneamente leva as pessoas até Ele.
E
contudo este Espirito é muito mais real que as palavras e obras que as pessoas
sentiam.
Pede ainda a graça de sentir dentro de ti,
o poder do Espirito que inflama o coração com o seu amor, um amor que te
encaminha a difundir a Boa Nova.
“Em casa com Dios”
Hedwig Lewis,s.j
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Exposição
COROA DE Nª Sª e CUSTÓDIA
da Igreja de São João de Malta
Toda a gente tem agora a oportunidade de admirar de perto a belíssima
COROA de Nª Sª de FÁTIMA e a valiosa CUSTÓDIA feita na mesma altura (1947), com
as ofertas das pessoas da Covilhã.
Estas duas excelentes obras de arte, encontram-se em exposição temporária
no Museu de Arte Sacra (ao Jardim Público)
até ao fim do mês de Maio
terça-feira, 22 de maio de 2012
segunda-feira, 14 de maio de 2012
A Virgem Maria na nossa cidade
Covilhã, 12 de Maio de 2012
Acabamos de percorrer as ruas da nossa cidade, na companhia da Virgem Maria, que peregrinou connosco e que, agora, se encontra aqui, bem juntinho de nós. Olhamos para Ela, para o seu rosto de brancura imaculada, para os cravos brancos que simbolizam essa brancura e que tão generosamente, lhe oferecemos. Tivemos ocasião de louvar o Senhor, porque Ele, em Maria, operou maravilhas: Ela é a Mãe de Deus e nossa Mãe; Ela é a Virgem Maria, a cheia de graça, que deu à luz Jesus por obra e graça do Espírito Santo. Cantamos Maria, a humilde serva do Senhor, uma criatura como nós, a agraciada de Deus e chamamos-lhe a Senhora do SIM que tornou possível a nossa salvação
Nesta peregrinação pelas
ruas da nossa cidade, num passo lento e silencioso, do íntimo do nosso coração,
fomos desfiando diante da Senhora, a história das nossas vidas: as nossas
alegrias pelas graças recebidas por seu intermédio, mas também as nossas
tristezas, aquilo que mais nos aflige neste momento: a doença dum filho ou filha,
as nossas próprias doenças, dores e sofrimentos, os nossos fracassos, as nossas
limitações, a nossa falta de emprego para deitar mão às necessidades da família
e, certamente, não deixamos de lhe dirigir esta prece: “Senhora, consoladora dos aflitos, rogai por nós… “
Nesta nossa
peregrinação, unimo-nos, hoje, de modo especial, a todos aqueles e aquelas que
se deslocaram a Fátima e que, na tarde do dia de amanhã, se dirigirão para suas
casas consolados por terem estado com Maria, por lhe terem dirigido as suas
preces e ansiosos por corresponderem ao seu desejo principal: conhecer sempre mais e melhor o seu Filho
Jesus para melhor o amarem e servirem. E nós, juntamo-nos a eles, com o
mesmo desejo, no regresso, em breve, a nossas casas. Para isso, Maria nos visitou
em Fátima, em Lourdes e em tantos outros povos da terra, como missionária do Senhor, unida à Missão de
seu Filho, Jesus Cristo, o enviado especial de Deus Pai. Senhora missionária, faz-nos missionários do teu Filho…
Como não compreender
a afeição, ternura e carinho que lhe tributaram e tributam tantos milhões de
crentes, porque n’Ela encontraram a Mãe
que protege contra as insídias do inimigo, contra as seduções do mal,
porque Ela é guia que nos leva a
Cristo, caminho, verdade e vida, porque Ela apazigua, ajuda-nos e viver em paz connosco próprios, paz nas nossas
famílias, paz na sociedade, paz num mundo em guerra: “Senhora da paz, dai-nos a paz…”
Em 431, no Concílio
de Éfeso, a Igreja afirmou contra as heresias, que Jesus é o Filho de Deus e
proclamou igualmente Maria a Mãe de Deus.
Esta afirmação sobre Maria, a Mãe de Deus, em grego, a Theotókos, que significa a “portadora de Deus”, foi acolhida por
uma multidão em festa, batendo palmas e louvando Maria com inúmeras luzes
acesas para comemorarem esta definição dogmática. Desde então, todos vamos a
Maria e este encontro com Ela, hoje, nesta noite, tem uma grande expressão, na
nossa cidade da Covilhã. Reunimo-nos, aqui todos os anos, porque queremos aclamar,
publicamente, Maria, a Mãe de Deus. Quando, porém, dizemos que Maria é a Mãe de
Deus, não queremos dizer que Maria deu à luz a Divindade, mas sim que Ela deu à
luz Aquele que vem de Deus e que era, desde o princípio, junto de Deus: “no
princípio era o Verbo e o Verbo era Deus” (João, 1,1). Compreendendo Jesus,
compreenderemos também, a vocação de Maria, a Mãe de Deus: “Maria Mãe de Deus, rogai por nós…”
Figura discreta e
silenciosa do Evangelho, Maria é sempre aquela que conduz a Jesus, nos ensina a
rezar, a entrar pouco a pouco na intimidade e a amar. É o fruto que lhe pedimos
esta noite, de velas acesas nas mãos, para exprimirmos a luz de que todos
necessitamos, a Luz do Seu Filho Jesus Cristo que ilumina os nossos corações e a
terra inteira.
Maria esteve nos
começos do nascimento da Igreja no momento em que os Apóstolos estavam reunidos
no Cenáculo (Act. 1, 13), aguardando a vinda do Espírito Santo. Por isso, “a
Igreja honra-a como Mãe amantíssima, dedicando-lhe afecto e piedade filial” (L.G.
53). O Concílio Vaticano II consagrou esta afirmação sobre Maria. Ela é e Mãe
de todos nós e da Igreja. Sob a sua protecção, colocamos as comunidades cristãs
da nossa Diocese da Guarda e, mesmo que venhamos a ser “pequeno rebanho”, caminhemos,
sem medo, porque Maria vai connosco a incutir-nos fé e confiança: “Maria, Mãe amantíssima, rogai por nós…”
Padre José Augusto de Sousa, s.j.
Foto José Pereira
Foto José Pereira
Postado por
Paróquia de S. Pedro
às
18:39:00
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Procissão a Maria nossa mãe
No dia 12, Sábado: teremos a habitual Procissão nocturna de
Nª Sª de Fátima, com o ponto de partida e de chegada na Igreja de S. João de
Malta. Sai às 21 horas.
No dia 13 de Maio, por ser Domingo,
não haverá Missa às 21h00, na Igreja de S. João de Malta. Mas teremos Terço e
Bênção do Santíssimo a essa hora. Além disso, durante a tarde do mesmo dia 13,
a Igreja de S. João de Malta estará aberta para as pessoas que queiram aí
rezar.
Na Igreja de São João de Malta tem-se vindo a realizar o “Mês
de Maria” às horas habituais: às 19h00 nos dias de semana e às 16h00, nos
Sábados.
Postado por
Paróquia de S. Pedro
às
11:12:00
domingo, 6 de maio de 2012
V Domingo da Páscoa - a poda
O Pai poda-nos, é o que Tu dizes.
Poda os que dão fruto, para que dêem
mais.
Podam-nos os amigos, o grupo, a
comunidade,
através das relações claras e fraternas;
através da ajuda, da crítica e da experiência.
através das relações claras e fraternas;
através da ajuda, da crítica e da experiência.
Podam-nos quando põem em crise
o nosso estilo de vida e a nossa escala de valores;
quando nos fazem enfrentar as incoerências
e as zonas escuras do nosso ser.
o nosso estilo de vida e a nossa escala de valores;
quando nos fazem enfrentar as incoerências
e as zonas escuras do nosso ser.
Alguns se podam a si mesmos para dar
mais fruto.
Sabem dizer não a certas coisas.
A maioria das podas vêm sem serem
procuradas.
É a vida que as traz quando menos o esperas;
são podas involuntárias, imprevistas,
às vezes duras e dolorosas,
e nem sempre as aceitamos como algo positivo.
são podas involuntárias, imprevistas,
às vezes duras e dolorosas,
e nem sempre as aceitamos como algo positivo.
Involuntária ou voluntária, a tempo
ou a destempo,
assumida ou rejeitada,
assumida ou rejeitada,
a poda é o segredo das pessoas que se
fizeram fortes,
dos homens e mulheres que dão fruto,
dos que têm vida.
dos homens e mulheres que dão fruto,
dos que têm vida.
Poda-nos, Senhor! Poda-me, Senhor!
Ulibarri,
Fl.
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