terça-feira, 31 de julho de 2012

Santo Inácio de Loyola



Santo Inácio de Loyola, de nome Íñigo López na língua vernácula, nasceu em 31 de Maio de 1491 no País Basco (cidade de Azpeitia), e morreu em Roma, em 1556. Foi canonizado em 12 de Março de 1622 pelo Papa Gregório XV.

Santo Inácio peregrinou incansavelmente falando de Jesus a todos, levando a esperança aos cansados, vida nova a todos. Por isso, Inácio, fundador da Companhia de Jesus, afirma nos E.E (Exercícios Espirituais), “o amor deve-se pôr mais nas obras do que nas palavras” (EE, 230). Inácio era um apaixonado por Jesus, porque sabia que o Mestre veio para servir, não para ser servido.

Ele cativou-o verdadeiramente! O peregrino, como gostava de ser chamado, descobriu que a vida não tem sentido se não for colocada ao serviço dos outros. Por isso temos a expressão “Em tudo amar e servir”, que exprime bem esse sentimento e atitude de vida. Ainda mais, não podemos esquecer que a Fé e a Justiça são dois aspectos fundamentais na luta e trabalho dos Jesuítas do mundo inteiro.

O lema que Santo Inácio escolheu para a Companhia de Jesus (jesuítas) foi: Ad Maiorem Dei Gloriam - (Tudo) Para a Maior Gloria de Deus. Assim sendo e, para concluir, creio ser oportuno invocarmos a intercessão de Santo Inácio de Loyola, rogando para que ele nos obtenha a graça de sermos coerentes no serviço e na santidade, ad Maiorem Dei Gloriam!             
P. Hermínio Vitorino, sj.



NA COMUNIDADE

Santo Inácio de Loyola, cuja memória hoje celebramos, propõe-nos com muita sabedoria, fazer escolhas centradas no "MAGIS", no MAIS, isto é: naquilo que mais nos conduz ao Reino de Deus.
Fundador da Companhia de Jesus, Ordem a que pertencem os Padres Jesuítas responsáveis por esta comunidade paroquial, a Eucaristia das 11:00h, presidida pelo nosso Sr. Bispo D. Manuel Felício, foi ocasião de graças, pela busca do Reino que a espiritualidade inaciana expressa na vida de cada um e pela dedicação dos padres jesuítas à nossa Paróquia e à nossa Diocese – Palavras do Senhor Bispo D. Manuel.



segunda-feira, 23 de julho de 2012

XVI DOMINGO COMUM - ANO B



Vinde, retiremo-nos para um lugar solitário, e descansai um pouco(Mc.6,31)

Jesus, olha à sua volta e vê, sente as carências das pessoas, necessidades inerentes a todo o ser humano: Buscar e encontrar o tempo para parar da agitação do dia-a-dia, o lugar do descanso e da beleza escondida, porque “invisível aos olhos…” Assim, com simplicidade convida-os a descansar n’Ele e com Ele.
Em contacto com o nosso eu profundo, encontramos a PAZ e readquirimos a força para continuar o caminho... e assim, podemos rezar com confiança:

Dá-nos, Senhor

Dá-nos, Senhor,
depois de todas as fadigas
um tempo verdadeiro de paz.

Dá-nos,
depois de tantas palavras
o dom do silêncio
que purifica e recria.

Dá-nos,
depois das insatisfações que travam
a alegria como um barco nítido.

Dá-nos,
a possibilidade de viver sem pressa,
deslumbrados com a surpresa
que os dias trazem pela mão.

Dá-nos
a capacidade de viver de olhos abertos,
de viver intensamente.

Dá-nos
de novo a graça do canto,
do assobio que imita
a felicidade aérea
dos pássaros,
das imagens reencontradas,
do riso partilhado.

Dá-nos
a força de impedir que a dura necessidade
esmague em nós o desejo
e a espuma branca dos sonhos
se dissipe.

Faz-nos peregrinos que no visível
escutam a melodia secreta
do invisível.                                                                


José Tolentino Mendonça


Foto: Ericeira

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Vida e Obra do Beato Francisco Álvares


A Câmara Municipal da Covilhã, através do Museu de Arte Sacra, vai levar a efeito, durante o mês de Julho, várias atividades que visam assinalar a vida e obra do Beato Covilhanense Francisco Álvares, inserida na festa litúrgica dos 40 mártires do Brasil que se comemora no dia 17 de Julho.

O vice postulador para a causa da canonização do Beato Francisco Álvares, Padre João Caniço, estará no próximo dia 20 de Julho, pelas 21:00 horas, no Museu de Arte Sacra da Covilhã, onde proferirá uma palestra intitulada "Os Jesuítas na Covilhã".

Durante este mês decorrerão ainda outras atividades, das quais destacamos:

De 17 a 20 de Julho - Dramatizações com fantoches, para o público infantil, sobre a vida e obra do Beato Francisco Álvares

Dia 21 de Julho - Percurso Pedestre "Na rota dos Jesuítas", com saída às 10:00 horas da igreja do Sagrado de Jesus (Igreja de S. Tiago), com passagem pela igreja de Santa Maria, visita à casa onde nasceu Francisco Álvares, na zona de Santa Marinha, e outros locais onde os jesuítas desempenharam a sua atividade pastoral.


Entre os dias 1 e 31 de Julho estará patente ao público, no Museu de Arte Sacra da Covilhã a imagem do Beato covilhanense que, em 1892, os cardadores da cidade colocaram num altar da extinta igreja de Santa Marinha, e o tornaram patrono deste ofício.

Biografia:
É de referir que Francisco Álvares nasceu na Covilhã, na paróquia de Santa Marinha, em meados do século XVI, sendo filho de António Afonso e de Brites Álvares. A 21 de Dezembro de 1564, entrou na Companhia de Jesus, no Colégio de Évora. Ali, e de acordo com a "Imagem da Virtude" do Pe António Franco (Lx, 1890), Francisco Álvares foi Cozinheiro e "se ocupou de fazer panos e cardar, arte que devia ter antes de ser da Companhia, e depois sem dela se desprezar, a exercitava".
A 5 de Junho de 1570, integrou uma expedição de missionários jesuítas, liderada por Inácio de Azevedo, que zarpou rumo ao Brasil. A viagem terminou a 15 de Julho quando a nau onde seguiam foi atacada por uma frota de piratas comandada por Jacques Sória. Os missionários foram feridos, alguns mortos de imediato e atirados às águas. Francisco Álvares foi lançado ainda vivo ao mar.
O Papa Pio IX, em 1854, beatificou os 40 mártires do Brasil entre os quais se incluía Francisco Álvares. A Companhia de Jesus prossegue hoje com o objetivo de canonização destes 32 portugueses, três dos quais da diocese da Guarda, e 8 espanhóis.



domingo, 8 de julho de 2012

XIV Domingo Comum - Ano B


Paulo assegura aos cristãos de Corinto, que Deus atua e manifesta 
seu poder no mundo através de instrumentos fracos e limitados.
 - Deus garante a Paulo e a todos os que têm algum "espinho":
            "Basta-te a minha graça...".


Informações úteis

A partir do próximo Domingo (dia 15) e até meados de Setembro, só haverá confissões da parte de manhã, nos dias e horas habituais.

Ocorrendo, neste mês, no dia 17, a festa dos 40 mártires Beato Inácio de Azevedo e Companheiros – entre os quais se encontra o Covilhanense Beato Francisco Álvares – vamos rezar a sua novena a partir de hoje, ao fim das Missas celebradas na Paróquia. Pediremos, em especial, pela sua canonização. A este propósito e por iniciativa do Museu de Arte Sacra, vai haver uma série de eventos cujo programa pode ser consultado à saída.

A partir do próximo fim-de-semana, o P. Francisco Rodrigues vai estar uns dias entre nós. Na segunda-feira, dia 16, dará uma palestra acerca da sua recente experiência no México e em Cuba. Será no Salão S. Inácio, pelas 21h15. Estamos todos convidados.

A nossa Paróquia está a preparar, para a primeira semana de Setembro, uma peregrinação a Lurdes e aos locais relacionados com Santo Inácio e S. Francisco Xavier, com regresso por Madrid. Esperamos ter, em breve, os cartazes com os pormenores. Esta peregrinação será também acompanhada pelo Padre Francisco Rodrigues.


terça-feira, 3 de julho de 2012

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Solenidade de S. Pedro e S. Paulo




À Igreja e a Pedro é confiado o poder das chaves - isto é, de interpretar as palavras de Jesus, de adaptar os Seus ensinamentos aos desafios do mundo e de acolher todos aqueles que aderem à proposta de salvação que Jesus oferece. Padroeiro da nossa comunidade, procuremos como ele seguir Jesus até ao fim.
Na Solenidade dos apóstolos S. Pedro e S. Paulo, a liturgia convida-nos a reflectir sobre estas duas figuras e a considerar o seu exemplo de fidelidade a Jesus Cristo e de testemunho do projecto libertador de Deus.




sexta-feira, 15 de junho de 2012

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus


 «Um dos soldados trespassou-Lhe o peito com uma lança
e logo brotou sangue e água»

Irmãos, sigamos o nosso chamamento: somos chamados pela Vida à fonte da vida; esta fonte não é apenas fonte «de água viva» (Jo 4,10), mas da vida eterna, fonte de luz e de claridade. Com efeito, dela vêm todas as coisas: sabedoria, vida e luz eterna. [...] Senhor, és Tu mesmo esta fonte, sempre e para sempre desejável, e da qual nos é sempre permitido e sempre necessário aurir. «Dá-nos sempre, Senhor Jesus, desta água» para que, também em nós, ela se torne uma fonte de água «a jorrar para a vida eterna» (Jo 4,15.14). Tu, Rei da glória, sabes dar grandes coisas e Tu mesmo as prometeste. Nada é maior do que Tu e é a Ti próprio que nos dás, foste Tu que Te deste por nós.

É por isso que é a Ti que pedimos [...] porque não queremos receber senão a Ti mesmo. Tu és o nosso tudo: a nossa vida, a nossa luz e a nossa salvação, a nossa comida e a nossa bebida, o nosso Deus. Inspira os nossos corações, suplico-Te, ó Jesus nosso; pelo sopro do Teu Espírito, abençoa as nossas almas com o Teu amor, para que cada um de nós possa dizer com verdade: «Vistes Aquele que o meu coração ama?» (Ct 3,3), porque foi com o Teu amor que fui ferido.

Desejo que essas feridas estejam em mim, Senhor. Feliz da alma a quem o amor assim fere
a alma que procura a fonte, a que bebe e que, no entanto, não cessa de ter sempre sede, mesmo bebendo, nem de ir sempre em busca dela pelo seu desejo, nem de sempre beber, na sua sede. É assim que ela sempre busca amando, pois encontra a cura na sua própria ferida.
(Comentário ao Evangelho do dia feito por: São Columbano (563-615), monge, fundador de mosteiros. Instruções de S. Columbano, n° 13)

Foto da nossa Igreja, dedicada ao  Coração de Jesus

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Solenidade do Corpo de Deus




Da relação entre a Eucaristia e os restantes sacramentos juntamente com o significado escatológico dos santos mistérios, irrompe o perfil da vida cristã, chamada a ser em cada instante culto espiritual, oferta de si mesma agradável a Deus. E, se é verdade que nos encontramos todos ainda a caminho rumo à plena consumação da nossa esperança, isto não impede de podermos já agora reconhecer, com gratidão, que tudo aquilo que Deus nos deu, se realizou perfeitamente na Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa: a sua assunção ao céu em corpo e alma é, para nós, sinal de segura esperança, enquanto nos aponta a nós, peregrinos no tempo, aquela meta escatológica que o sacramento da Eucaristia desde já nos faz saborear.
Em Maria Santíssima, vemos perfeitamente realizada também a modalidade sacramental com que Deus alcança e envolve na sua iniciativa salvífica a criatura humana. Desde a anunciação ao Pentecostes, Maria de Nazaré aparece como uma pessoa cuja liberdade está completamente disponível à vontade de Deus; a sua Imaculada Conceição revela-se propriamente na docilidade incondicional à palavra divina. A fé obediente é a forma que a sua vida assume em cada instante perante a acção de Deus: Virgem à escuta, Ela vive em plena sintonia com a vontade divina; conserva no seu coração as palavras que lhe chegam da parte de Deus e, dispondo-as à maneira de um mosaico, aprende a compreendê-las mais a fundo (Lc 2, 19.51); Maria é a grande Crente que, cheia de confiança, Se coloca nas mãos de Deus, abandonando-Se à sua vontade.(102) Um tal mistério vai crescendo de intensidade até chegar ao pleno envolvimento d'Ela na missão redentora de Jesus; como afirmou o Concílio Vaticano II, « assim avançou a Virgem pelo caminho da fé, mantendo fielmente a união com seu Filho até à cruz. Junto desta esteve, não sem desígnio de Deus (Jo 19, 25), padecendo acerbamente com o seu Filho único, e associando-Se com coração de mãe ao seu sacrifício, consentindo com amor na imolação da vítima que d'Ela nascera; finalmente, Jesus Cristo, agonizante na cruz, deu-A por mãe ao discípulo, com estas palavras: mulher, eis aí o teu filho (Jo 19, 26-27) ».(103) Desde a anunciação até à cruz, Maria é Aquela que acolhe a Palavra que n'Ela Se fez carne e foi até emudecer no silêncio da morte. É Ela, enfim, que recebe nos seus braços o corpo imolado, já exânime, d'Aquele que verdadeiramente amou os Seus « até ao fim » (Jo 13, 1).
Por isso, sempre que na liturgia eucarística nos abeiramos do corpo e do sangue de Cristo, dirigimo-nos também a Ela que, por toda a Igreja, acolheu o sacrifício de Cristo, aderindo plenamente ao mesmo. Justamente afirmaram os padres sinodais que « Maria inaugura a participação da Igreja no sacrifício do Redentor ».(104) Ela é a Imaculada que acolhe incondicionalmente o dom de Deus, e desta forma fica associada à obra da salvação. Maria de Nazaré, ícone da Igreja nascente, é o modelo para cada um de nós saber como é chamado a acolher a doação que Jesus fez de Si mesmo na Eucaristia.

SACRAMENTUM CARITATIS
DE SUA SANTIDADE
BENTO XVI

domingo, 3 de junho de 2012

Santíssima Trindade


Deus foi-se revelando ao longo da história, acompanhando a própria evolução da humanidade. Revela-se, ao Povo de Israel, em primeiro lugar como Deus Único. No A.T. o Povo Escolhido experimenta, ao longo dos séculos, a presença amorosa do “seu” Deus: do Deus Todo-Poderoso, na criação do universo; do Deus de amor que faz aliança com o “seu” povo e o conduz para a terra prometida; do Deus misericordioso que perdoa o pecado e renova o seu compromisso com o povo apesar das infidelidades.

Enfim, este Deus Único foi-se revelando como um Deus que é Pai: infinitamente sábio e transcendente, mas ao mesmo tempo misericordioso e próximo. A primeira leitura fala-nos dessa experiência de Deus: “ Interroga os tempos antigos … Considera hoje e medita em teu coração que o Senhor é o único Deus”
Jesus Cristo veio dar-nos a conhecer uma imagem mais completa de Deus. Chamando-se a Si próprio “Filho do Homem”, revelou-se como Filho de Deus pela sua doutrina, pelas suas obras, pela sua ressurreição e pela missão que deixou aos seus discípulos, como lemos no evangelho de hoje: “Todo o poder me foi dado no Céu e na terra. Ide e ensinai todas as nações, baptizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. São palavras de despedida, mas não deixa de renovar a promessa da presença próxima de Deus: “Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos”.

Foi Jesus também que prometeu e enviou o Esp. Santo sobre os Apóstolos e sobre todos os crentes de todos os povos. Na 2ª leit., S. Paulo fala-nos no Espírito Santo que nos conduz como “Filhos de Deus”, que nos ensina a familiaridade com o Pai, a ponto de O podermos tratar carinhosamente por Papá (Abba). Com o Esp. Santo recebemos a liberdade interior do amor e não do temor, tornamo-nos herdeiros da Promessa, herdeiros com Cristo: “Vós não recebestes um espírito de escravidão para recair no pecado, mas o Espírito de adoção filial pelo qual exclamamos: “Abá, Pai”.

- Pretender compreender inteiramente o Mistério de Deus seria pretende pôr Deus ao nosso nível, à nossa dimensão. S. João diz-nos que “Deus é Amor” – e é pela experiência do amor, do amor de Deus, que mais nos podemos aproximar da compreensão deste mistério. Diz-nos ainda S. Paulo que “todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são Filhos de Deus”. Deixemo-nos, então, conduzir pelo Esp. Santo, porque será Ele que nos ensinará todas as coisas, segundo a promessa de Jesus, na Última Ceia. Assim seja.

P. Manuel Vaz Pato, sj
Homilia