domingo, 21 de outubro de 2012

XXIX DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO B



"O Filho do homem
não veio para ser servido,
mas para SERVIR e dar a sua vida pela redenção de todos”.


domingo, 14 de outubro de 2012

XXVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO B

Ano da Fé



Fé, Esperança e Caridade são as três virtudes teologais. O nome deriva do facto de terem o fundamento em Deus, de se referirem imediatamente a Deus e de serem, para nós, o caminho pelo qual atingimos Deus directamente (ver Youcat, 305). Bento XVI já lhes dedicou duas encíclicas: “Deus caritas est” (Deus é amor), em 2005, e “Spes salvi” (Salvos na esperança), em 2007. Agora, proclamou um Ano da Fé que, começando a 11 de Outubro de 2012 (dia do cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II), se prolonga até 24 de Novembro de 2013, festa de Cristo Rei. O acontecimento inicial deste Ano é o Sínodo dos Bispos (de 7 a 28 de Outubro de 2012) com o tema “A nova evangelização para a transmissão da fé cristã”.
O Sínodo foi estabelecido depois do Concílio Vaticano II como uma assembleia de representantes dos Bispos católicos do mundo inteiro, com a função de aconselhar o Papa em relação ao governo da Igreja universal. Nas palavras de João Paulo II, o Sínodo é “uma expressão particularmente frutuosa e um instrumento da colegialidade episcopal”. Tratando-se de uma instituição de caracter permanente, só reúne e actua, no entanto, quando o Papa considera oportuno consultar o episcopado por este meio.
Bento XVI tem frequentemente mostrado grande preocupação pela secularização da nossa civilização, muito particularmente nos países de longa tradição cristã. A nova evangelização não aponta para um novo Evangelho. Será nova na busca de modalidades de expressão adequadas aos tempos actuais; será nova porque dirigida de preferência aos países que receberam, há séculos, o anúncio do Evangelho; será nova, sobretudo, se resultar de uma renovada abertura interior dos cristãos à acção do Espírito na Igreja. Num contexto social em que a convicção religiosa tende a ser relegada para a esfera do privado, o esforço da nova evangelização deve começar pela coragem dos crentes em não esconder a sua FÉ.
P. Manuel Vaz Pato, sj





domingo, 7 de outubro de 2012

XXVII DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO B



[1ª leit. Gn 2, 18-24; 2ª leit. Hb 2, 9-11; Ev. Mc 10, 2-16]

Temos, nesta passagem do Ev. de Marcos mais um encontro de Jesus com os fariseus. Convém começar por conhecer o contexto jurídico e religioso em que se desenrola a controvérsia. No tempo de Jesus, havia duas correntes de pensamento quanto à aprovação social do divórcio. Para uma destas escolas, a mais moderada, o divórcio só era admitido em caso de imoralidade da mulher. A escola mais permissiva dava ao marido o direito de repudiar a mulher na base de qualquer pretexto. Ambas as correntes se referiam a numa determinação do livro do Deut. (24, 1-3) e ambas supunham que só o homem tinha direito a passar um certificado de divórcio. Jesus impõe, com autoridade, o projecto primitivo de Deus, como aparece no libro do Génesis: “no princípio da criação, Deus fê-los homem e mulher; por isso, o homem deixará pai e mãe para se unir à sua esposa e os dois serão uma só carne. Deste modo já não serão dois, mas uma só carne”. É de notar que esta expressão “uma só carne” significa, na linguagem bíblica, “um só ser humano”, como que uma só pessoa.
Jesus usa a Sua autoridade de Novo Legislador (contrapondo-se, de certo modo, ao próprio Moisés) para repor a primitiva intenção do Criador: “no princípio” não foi assim. Com isto, Jesus sublinha vários aspectos que se encontram interligados já na descrição poética do Génesis (1ª leitura) : -1º A dignidade do ser humano que aparece, no topo da criação, como imagem do próprio Deus; - 2º A igualdade de natureza entre homem e mulher, que implica igualdade de direitos e de deveres; mas também, - em 3º lugar, a diferença entre ambos, de modo a poderem complementar-se, para constituir “uma só carne”.
Posteriormente, S. Paulo eleva ainda mais a consideração da dignidade do matrimónio ao comparar o casal cristão à relação entre Jesus e a Igreja (Ef 5, 21 ss)[1]. O Papa Bento XVI recorre a esta imagem na sua encíclica “Deus caritas est” (Deus é amor), lembrando que “o modo de Deus amar se torna medida do amor humano”, de tal forma que o casal cristão é chamado a espelhar o amor, a caritas de Deus.



[1] Algumas das expressões literárias destes textos deixam-nos um certo incómodo, lidos superficialmente à luz da mentalidade do nosso tempo. Não podemos esquecer que são escritos em contextos de sociedades patriarcais, e, por isso, só poderiam usar as imagens e referências condizentes. O extraordinário é abrirem, apesar disso, para novos horizontes de compreensão.

P. Manuel Vaz Pato sj

domingo, 30 de setembro de 2012

XXVI DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO B


    
     Neste XXVI Domingo do T.C., a primeira leitura e o evangelho mostram-nos a acção   do Espírito 
      de Deus no mundo e na Igreja.
Tanto Moisés como Jesus rejeitam a ideia de um povo ou de uma comunidade, como se estas se tornassem uma espécie de reserva ecológica do Espírito de Deus! Na verdade, não há uma linha, que separe o terreno de acção do Espírito de Deus. O Espírito Santo não tem portas, nem cerca, nem cancelas, nem fronteiras, que o aprisionem ou controlem a sua acção. Nada O veda, porque este Espírito se derrama, por todos, e por toda a parte, e inunda todos sem distinção de cor, de raça, ou de religião.
As pessoas de boa vontade, os que querem seguir Jesus, podem fazer algo em nome de Deus. Ninguém tem o monopólio da vontade de Deus e dos Seus dons. Ninguém pode substituir a Deus. Ele sempre age quando e como quer, usando para isso os meios mais surpreendentes nos momentos menos esperados.
A tentação da exclusividade e da acepção de pessoas também afecta os cristãos. Muitos pensam que só eles têm os dons do Espírito, procurando, por vezes, marginalizar todos aqueles que, expressamente, ainda não decidiram aderir à Pessoa de Jesus Cristo. Sabemos que isto não nos leva ao bom caminho.
É necessário ter uma visão mais alargada, mais acolhedora, mais discernida, mais universal, como Jesus e como Moisés, para não impedirmos que o Espírito de Deus trabalhe e actue nos noutros, no nosso mundo, com criatividade e diversidade.
O Ano da Fé que estamos prestes a começar será, sem dúvida, um tempo propício para o diálogo com aqueles que julgamos andarem longe de Deus, só porque estão para lá da linha visível da Igreja ou porque não comungam das nossas ideias. Eles estão em busca, e esta busca como diz o Papa Bento XVI, já “é o preâmbulo da fé”, porque o nosso Deus é um Deus interessado por todos e pelo mundo.
Olhando à nossa volta diria como Moisés: “Estás com ciúmes por causa de mim? Quem dera que todo o povo do Senhor fosse profeta e que o Senhor infundisse o seu Espírito sobre eles” (cf. Nm 11,29), ou então como Jesus dizia: “Quem não é contra nós é por nós” (cf Mc 9, 38-43).

Que Deus abençoe a vossa semana!
                                                                                                         P. Hermínio Vitorino, sj

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Inicio do Ano Pastoral

O Evangelho deste domingo convida-nos a repensar a forma de nos situarmos, quer sociedade,  quer dentro da própria comunidade cristã, a quem Jesus lembra: "Quem quiser ser o primeiro será o último e o servo de todos" 


« E, tomando uma criança, colocou-a no meio deles, abraçou-a e disse-lhes: «Quem receber uma destas crianças em meu nome é a Mim que recebe; e quem Me receber não Me recebe a Mim, mas Àquele que Me enviou». (Mc. 9, 36-37)

Depois de algum tempo de férias em que o descanso nos fortaleceu e nos ajudou a adquirir novo vigor quer fisicamente quer na fé, a nossa Comunidade está a retomar as suas actividades pastorais.
Trazemos decerto novas vivências, experiências e desejos. E quem sabe? Também um novo olhar sobre a vida que nos rodeia.
Teremos tido certamente, oportunidade de parar um pouco e rever num tempo mais calmo e de intimidade a nossa relação com Deus, com os outros e com a comunidade... Seguramente desejamos recomeçar com mais entusiasmo as actividades que a nossa Paróquia começa a propor, na grande multiplicidade de projectos de apelos e de convites.
O Ano Catequético irá também recomeçar e será já no dia 22 de Setembro às 17:30 para todos os grupos. 
Contamos ver de novo a nossa “Casa” cheia de crianças jovens e adultos, barulhentos, animados e alegres e na expectativa de novas experiências e novos conhecimentos.



terça-feira, 28 de agosto de 2012

Informações úteis



CATEQUESE: As inscrições para a catequese terão início no dia 4 de Setembro (terça-feira) e decorrerão até ao dia 25 (terça) do mesmo mês. Poderão inscrever os vossos educandos, no horário habitual da Secretaria da nossa Paróquia. É necessário que todas crianças e adolescentes, acompanhadas pelos encarregados de educação, renovem a sua inscrição ou a façam pela primeira vez, consoante a situação de cada um.

VIDA DA PARÓQUIA:  (quarta, quinta e sexta-feira) os Jesuítas terão o seu Encontro Anual, em Soutelo – Braga. Por tal motivo, a Igreja de Santiago, nos dias 30, 31 de Agosto e 1 de Setembro, só estará aberta das 10h às 12h, com a celebração habitual da missa, às 11h00. 


domingo, 26 de agosto de 2012

XXI DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO B


CRER NO PÃO DE JESUS


«Para quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna». 
Jo 6,68
    

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Feliz Aquela que acreditou! - Assunção de Nª. Senhora


Ev. Lc. 1, 39-56
Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direcção a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.
Donde me é dado  que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor? Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio.
Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor».
Maria disse então: «A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da sua serva: de hoje em diante me chamarão bem-aventurada  todas as gerações.
O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas: Santo é o seu nome. A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem. Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos.
Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência para sempre». Maria ficou junto de Isabel cerca de três meses e depois regressou a sua casa. 

  • Trazer o Senhor dentro de si, não é um privilégio reservado a Maria, cada um de nós é convidado e chamado a ser, como Nossa Senhora.  A cada um é confiada, também, a tarefa de levar Cristo ao mundo de hoje. 
  • Maria encoraja-nos, com o seu exemplo de fé, a não nos deixarmos seduzir pelo efémero e passageiro, a não ceder às tentações do egoísmo e do mal que apagam no coração a alegria da vida. O Nosso Deus é um Deus de Amor e  misericórdia que nos liberte de todo o mal e nos ajuda a viver na alegria.



domingo, 12 de agosto de 2012

XIX DOMINGO COMUM - ANO B



 “Eu sou o pão da vida” (Jo. 6,48)  

«Jesus entrega-se na Eucaristia da forma mais simples e próxima que poderíamos imaginar: num pequeno pedaço de pão. 
A Sua forma de se expor, contrariamente àquilo que poderíamos pensar, é sempre na pequenez, na simplicidade, no silêncio. 
Assim foi no Seu nascimento e assim foi em toda a Sua Vida!
Na Eucaristia Deus faz-se Pão e fica em silêncio diante de nós. E, assim, atrai o nosso olhar e convida-nos a ser próximos, a entregar a vida, a partilhá-la com os outros... Só assim O descobriremos realmente no Pão consagrado.




domingo, 5 de agosto de 2012

XVIII DOMINGO COMUM - ANO B



"Quem vem a Mim nunca mais terá fome, quem acredita 
em Mim nunca mais terá sede" (Jo 6, 35) 

Ajuda para meditação e oração
  • As pessoas tinham fome, procuram mais pão... Procuram o milagre e não o sinal de Deus que no milagre se escondia. O que é que procuro mais na minha vida: o milagre ou o sinal?
  • Fome de pão, fome de Deus. Qual das duas predomina em mim?
  • Jesus disse: “Eu sou o pão da vida”. Ele sacia a fome e a sede. Que experiência tenho disto?
  • Por uns breves momentos faço silêncio dentro de mim... pergunto-me: “Crer em Jesus: que significa isto para mim, mais concretamente na minha vida de cada dia?”.
(modificado)

O diálogo de Jesus com o povo, com os judeus e com os discípulos é um diálogo bonito mas exigente. Jesus procura abrir os olhos das pessoas para que aprendam a ler os acontecimentos e descubram neles o rumo que devem tomar na vida. Não basta ir atrás dos sinais milagrosos que multiplicam o pão para o corpo. Nem só de pão vive o homem. A luta pela vida sem uma mística não alcança a raiz. Na medida que vão conversando com Jesus, as pessoas sentem-se cada vez mais contrariada pelas palavras dele, pois não cede nem altera as suas exigências. O discurso parece desenvolver-se em espiral. Na medida em que o diálogo avança, há cada vez menos gente que fica com Jesus. No final ficam somente os Doze, e Jesus nem sequer pode confiar neles. Hoje acontece o mesmo. Quando o evangelho exige um compromisso muita gente afasta-se.