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domingo, 8 de abril de 2018

II DOMINGO DA PÁSCOA


ABRIRAM-SE AS PORTAS DA VIDA!NA TARDE DO PRIMEIRO DOMINGO DE PÁSCOA: “VIU E ACREDITOU”.


Estamos na tarde do primeiro domingo de Páscoa e os discípulos estavam encerrados dentro de casa, com medo aos Judeus. Eles continuavam com medo apesar de Madalena, Pedro e João já terem ido ao Sepulcro encontrando-o vazio, com as ligaduras no chão e de terem ouvido a confissão de fé de João: viu e acreditou. Entretanto, Jesus veio e colocou-se no meio deles e disse-lhes: a paz esteja convosco. Tudo mudou e os discípulos, fechados num túmulo isolado do mundo, alegraram-se por verem o Senhor. Jesus pela Ressurreição transpôs as portas da morte, ei-lo agora a fazer o caminho inverso: abrir as portas da vida. Jesus vem agora encontrar os seus no recinto da morte,   onde o medo  mata e não liberta. Liberta-os e faz com que passem do encerramento à abertura aos outros: “Assim como o Pai me enviou também eu vos envio a vós” “Recebei o Espírito Santo”… E começa a nova criação! Neste Domingo, que o Papa João Paulo II quis dedicar à meditação da misericórdia de Deus, recordamos que Deus Pai em sua grande misericórdia e pela ressurreição de Jesus Cristo, nos fez nascer de novo para uma esperança viva (1Pedro 1,3-9). E esta nasce do perdão dos pecados: “àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados”.

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segunda-feira, 13 de março de 2017

Quaresma II domingo

“Este é o Meu Filho muito amado. Escutai-O”! (Mt 17,15)


assombro
A Transfiguração manifesta a profunda e maravilhosa realidade de que somos co-herdeiros na glória dos fi lhos de Deus. A resplandecência do Tabor projecta luz sobre a sombra do nosso mundo, carregado pela realidade do sofrimento e da morte. Revela um impulso para algo mais poderoso que o nosso desespero: para um sol sem ocaso.
Jesus disse-nos que veio para que pudéssemos ter alegria, uma alegria superabundante. A visão do Tabor é uma experiência aberta a cada um de nós, quando estamos em sintonia com o nosso ser mais íntimo: Deus. É um dom gratuito, uma iluminação divina, um vislumbre do nosso verdadeiro destino.
Na montanha, perto de Deus, embora cansados da viagem da vida, Jesus convida-nos a olhar para cima, para Ele, a vê-lo como o Senhor ressuscitado, que tem poder sobre o sofrimento e a morte. Ele é o Senhor dos vivos.

Rina Risitano
Um Caminho para a Luz
Assombro


domingo, 21 de fevereiro de 2016

II Domingo da Quaresma

"Este é meu Filho, a quem Escutai-O." 


A Quaresma é esta estrada de Luz e de Jesus.

A quaresma é uma estrada
Entrecortada
Por estações de serviço de paz e de perdão,
Uma avenida
Florida
De oração,
Uma praça
De graça
E contemplação.

A quaresma é uma escada,
Que do céu desce,
Trazendo até nós a mão de Deus,
E ao céu se eleva,
Levando até Deus a nossa prece.

A quaresma é um caminho
Direitinho
Ao coração.
É preciso limpá-lo
De todo o lixo ali acumulado.
É preciso entregá-lo a Deus,
Limpo e cultivado.

Senhor desta estrada deserta,
Que vai de Jerusalém a Gaza,
Conduz os meus passos
Até ao limiar da tua casa.

António Couto


domingo, 16 de março de 2014

II Domingo da Quaresma

          «Este é o meu Filho muito amado.
Escutai-o» (Mt 17, 5)

A Transfiguração manifesta a profunda e maravilhosa realidade de que somos co-herdeiros na glória dos fi- lhos de Deus.  
A luminosidade do Tabor projecta uma luz sobre as sombras do nosso mundo, as nossas faltas de esperança e aponta para um sol sem ocaso. A visão do Tabor é uma experiência aberta a cada um de nós, quando estamos em sintonia com o nosso ser mais íntimo: Deus. É uma iluminação, um vislumbre do nosso verdadeiro destino.
Jesus sobe ao monte. Leva consigo Pedro, Tiago e João. Lá, aqueles discípulos - e nós, com eles – podem ver Jesus como “o mais belo entre os filhos do homem”.  
Envolvidos por uma grande luz, ouvem do céu uma voz que diz: “este é o meu Filho muito amado” e profundamente tocados por este rosto transfigurado reconhecem que é bom estar ali.
Sim, será muito bom estar ali. Também para nós.
Na montanha, perto de Deus, embora cansados da viagem da vida, Jesus convida-nos também a olhar para cima, para Ele, a vê-lo como o Senhor que tem poder sobre o sofrimento e a morte.    
Mas como será e onde quereremos estar quando o Seu rosto, desfigurado pelo sofrimento, nos fizer desviar o olhar? Seremos capazes de suportar o silêncio do céu e a intensidade desse grito “meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?”.
O rosto transfigurado de Jesus revela-nos, hoje, que, entre todos, é o mais belo. O seu rosto desfigurado revelar-nos-á, amanhã, que é o mais belo porque dá a sua vida por todos. A beleza está na entrega. Jesus sobe, porque aceita descer; brilha, porque aceita apagar-se.

(p. J.F. sj e Rina Risitano “in a Loucura de Deus”
‘adaptações'

Pintura Sierger Koder