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domingo, 25 de março de 2018

A ENTRADA DE JESUS EM JERUSALÉM E A MEDITAÇÃO DA PAIXÃO


Na entrada jubilosa de Jesus em Jerusalém, eu, como tantos outros, misturado na multidão dos simples peregrinos que tendo ouvido falar da ressurreição de Lázaro e da chegada de Jesus, vou ao seu encontro. P. José Augusto Sousa, SJ

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sábado, 17 de março de 2018

V DOMINGO DA QUARESMA: QUEREMOS VER JESUS

“Se o grão de trigo, lançado à terra não morrer fica só, mas se morrer, dará muito fruto. Quem ama a vida perdê-la-á e quem despreza a sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna”.
P. José Augusto Sousa, S.J.


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sábado, 10 de março de 2018

IV DOMINGO DA QUARESMA - A LUZ BRILHA NAS TREVAS


A Luz brilha sempre por entre as nossas trevas e nunca deixará de brilhar, mesmo por entre as trevas do nosso pecado, como nos diz Paulo na 2ª leitura que proclamamos hoje: Deus amou-nos a nós que estávamos mortos pelos nossos pecados (Ef.2,4-11). É essa a razão da nossa alegria e, por isso, este Domingo de Luz, o 4º da Quaresma, é também chamado Domingo da Alegria, em latim: Domingo laetare. O paramento litúrgico é cor-de-rosa, a cor que exprime uma alegria, mas uma alegria serena e contida. Este Domingo é um apelo à alegria, um apelo a que estejamos contentes com nós próprios. Uma pessoa que não está contente consigo mesma e com os outros, acaba por ser uma pessoa doente no corpo e no espírito. Mas, a nossa alegria tem um fundamento sólido, a mensagem da Páscoa de Cristo que é também a nossa Páscoa.
Vivemos tempos difíceis que nos afligem, sobretudo, o flagelo da guerra, como está a acontecer na Síria, onde crianças feridas, mergulhadas em pó, apelam à Paz a nós adultos, tantas vezes insensíveis.
Todos, nestas circunstâncias, temos necessidade de receber um sinal de paz, de segurança. Mas o sinal é só um, como Jesus dizia aos fariseus no domingo passado. “Destruireis este templo e em três dias será reconstruído”. O sinal que nos dá Jesus é o sinal de Cruz. A Cruz, vemo-la e até a podemos venerar e beijar, mas a transformação do mundo velho num mundo novo nem sempre a vemos, no entanto opera-se lentamente, pela força da Ressurreição.
Beijamos a Cruz não para nos resignarmos com as lágrimas e com o sofrimento, mas sim para acreditarmos que Jesus, morto na Cruz “levantado ao alto” atrai todos os povos à salvação. Necessitamos da virtude da Esperança!
No diálogo com Nicodemos, Jesus se compara-se com a serpente de bronze levantada no deserto. Os que olhavam de frente para esse símbolo do mal, reconheciam os seus próprios pecados e eram salvos das mordeduras das serpentes.
Em Jesus, “levantado ao alto” descobrimos a misericórdia de Deus que perdoa os nossos pecados. O Livro dos Números dizia que os Israelitas não ficavam curados, porque olhavam para a serpente mas não elevavam o seu coração para Deus.  “Quem se voltava para ela era curado não pelo que via, mas por ti, Senhor Salvador de todos” (Sab16,7).
João, porém, diante do Senhor levantado na cruz, escreve: todo o homem que nele crê possui a vida eterna. João emprega por quatro vezes o verbo crer nesta passagem do Evangelho, porque a fé é o contrário da desconfiança. É preciso ter confiança e esta confiança é que transforma toda a vida.  
 A luz veio ao mundo e os homens amaram mais as trevas do que a luz”.  Esta imagem de acolher ou recusar a Luz traduz-se em crer em Cristo ou recusá-lo. Deus nunca se nos impõe. Propõe-se. É esta a lógica de Cristo no Evangelho: Se queres… Quem crê em Cristo não será julgado e crer em Cristo é crer em Deus que é amor e se nós cremos, verdadeiramente, no amor de Deus, tenhamos a certeza de que as suas manifestações para connosco, serão sempre obras de amor. O maior mal que nos pode acontecer é não acreditarmos que Ele é o único amor e nós amarmos mais as trevas do que a Luz, impedindo Deus de nos amar…Mas não percamos a confiança e acreditemos nestas palavras, o resumo de toda a revelação Bíblica “ Deus amou de tal modo o mundo que lhe deu o seu Filho Unigénito para que o mundo não pereça, mas tenha a vida eterna”
Suspiramos, muitas vezes: Quando é que vens Senhor, fazer que os homens transformam o seu coração de pedra em coração de carne! Quando é que mandas um Ciro (2ªLeitura 2 Cro.36 14ss) à nossa sociedade que diga um não à violência, à exclusão e estabeleça um diálogo universal. Ciro, homem de Paz, era o ungido do Senhor. Mandai Senhor um Ciro para que brilhe a luz de Deus no meio dos escombros da Síria e dos corpos destroçados para que ele, juntamente com as organizações humanitárias, seja mensageiro de Paz e, em teu nome, advirta os que têm poder que ir pelo lado da guerra é ir pelo lado das trevas é ir do lado do nada e dizer não à obra da criação de Deus. O sol brilha, quando o “homem é homem para o outro homem”, como dizia o Padre Arrupe.
 P. José Augusto Alves Sousa, SJ


sábado, 17 de fevereiro de 2018

1º DOMINGO DA QUARESMA


A TENTAÇÃO

No Evangelho Marcos (1,12-15), contemplamos Jesus, no deserto, para onde foi impelido pelo Espírito Santo, depois do Batismo e onde foi tentado por Satanás. Vencida a tentação, Jesus foi para a Galileia e começou a anunciar o Evangelho anunciando a proximidade do Reino: “o Reino de Deus está próximo".

O tentador retirou-se por um tempo, mas a tentação para evitar “beber o cálice” que fará dele um Messias humilhado e não um Messias triunfante, como desejava o tentador, essa tentação continuará.
Será, na Oração do Horto, em Getsémani que essa tentação será completamente vencida, quando Jesus se levantar, decididamente, para acolher a Cruz, depois de rezar ao Pai e n’ Ele confiar a sua Vida: “Pai, faça-se a tua vontade”… É, na cruz, que Deus, por Cristo, tomará o poder sobre todas as forças do mal, as “feras” (os animais selvagens: o ter, o poder e o aparecer) que tentavam Jesus no deserto que nos tentam a nós e que afligem a humanidade.

A prisão de João Baptista manifesta já que a luz e as trevas começam a afrontar-se e Jesus parte para a Galileia para anunciar a feliz notícia: a saída deste combate, um combate que nos abre á esperança durante esta quaresma que começa. Pode este combate pela Paz dentro de nós mesmos e fora de nós mesmos desencadear a violência, mas Jesus tornou-se mestre do amor.

A grande mensagem da Páscoa é a revelação do nosso mal e da “Força do Alto, o Espírito Santo que nos dá força para cada um de nós sair vitorioso e saber introduzir no mundo essa força da vitória. Não façamos pois, desta Quaresma uma carga suplementar, mas um espaço de libertação, onde possamos respirar o ar fresco e revisitar os nossos hábitos.

A Quaresma não serve para nos julgar ou desencorajar mas simplesmente, encoraja-nos a que nos abramos à BOA NOVA. Não tenhamos medo daquilo que acontece de negativo nas nossas vidas ou no nosso mundo, mas voltemo-nos para Aquele que nos ensina a superá-lo porque assim será a nossa Páscoa.

Padre José Augusto de Sousa, SJ

Tentações de Cristo de Botticelli, Capela Sistina



terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA A QUARESMA DE 2018



Com a presente mensagem desejo, este ano também, ajudar toda a Igreja a viver, neste tempo de graça, com alegria e verdade; faço-o deixando-me inspirar pela seguinte afirmação de Jesus, que aparece no evangelho de Mateus: «Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos» (24, 12).