sábado, 7 de outubro de 2017


Continua a celebrar-se às 21.00 horas, na  Igreja de Nossa Senhora de Fátima, até ao dia 13 de outubro,  a Novena em honra de Nossa Senhora.

No próximo sábado, dia 14, também às 21.00 horas,  haverá a procissão de velas em honra de Nossa Senhora. Terá início na Capela de S. João de Malta e termina na Igreja de Nossa Senhora de Fátima (Paróquia de S. Martinho).

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Educar com sentido(s)


Após alguns dias da sua ordenação, julho 2014, o padre Paulo Duarte, sj deixava um breve testemunho no nosso boletim Paroquial:

“É impressionante a passagem do tempo, sem quase dar conta.” Esta frase, ou parecidas, tem vindo bastante às conversas nestes últimos tempos. Pensar que já passaram 11 anos, no caso do João Goulão, 10, no caso do Carlos e do Gonçalo e 9, no caso do Frederico e meu, desde que estivemos aí na Covilhã a fazer a prova de noviciado e agora já somos padres. Sim, do grupo dos 6 novos padres, 5 passaram por essas terras de montanha. Foi no passado dia 5 de Julho, em conjunto com mais 3 Companheiros, que fomos ordenados pelo D. Virgílio Antunes, na Sé Nova de Coimbra. Foi uma cerimónia rodeada de companheiros jesuítas, familiares e amigos que connosco viveram aqueles bonitos momentos em que recebemos o dom de servir a Deus no sacerdócio, na Companhia de Jesus. Muito veio aos nossos corações, onde recordámos a formação que nos foi dada até chegarmos a este dia tão bonito. Claro está, mesmo que pareçam já longínquos, esses tempos na Covilhã também surgem na memória agradecida. Damos graças a Deus pela amizade e carinho que se fizeram sentir pelas mensagens e abraços que recebemos dos amigos que aí estão. Contem com as nossas orações. Nós continuamos a contar com as vossas.
Paulo Duarte, sj

sábado, 30 de setembro de 2017

Vai hoje trabalhar na vinha

«Filho, vai hoje trabalhar na vinha»

Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: «Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Foi ter com o primeiro e disse-lhe: ‘Filho, vai hoje trabalhar na vinha’. Mas ele respondeu-lhe: ‘Não quero’. Depois, porém, arrependeu-se e foi. O homem dirigiu-se ao segundo filho e falou-lhe do mesmo modo. Ele respondeu: ‘Eu vou, Senhor’. Mas de facto não foi. Qual dos dois fez a vontade ao pai?». Eles responderam-Lhe: «O primeiro». Jesus disse-lhes: «Em verdade vos digo: Os publicanos e as mulheres de má vida irão diante de vós para o reino de Deus. João Baptista veio até vós, ensinando-vos o caminho da justiça, e não acreditastes nele; mas os publicanos e as mulheres de má vida acreditaram. E vós, que bem o vistes, não vos arrependestes, acreditando nele». 
Mt. 21,28-32


Este Pai tem dois filhos, que são todos os seus filhos, nas suas semelhanças e diferenças. Somos todos nós, nas nossas semelhanças e diferenças. Ao primeiro, o Pai diz: «Filho, vai hoje trabalhar na vinha». Note-se o termo carinhoso «filho», o imperativo da liberdade «vai», que nos coloca na estrada de Abraão, o «hoje», que requer resposta pronta e inadiável, e a «vinha», símbolo da festa e da alegria. Note-se ainda a resposta tresloucada deste «filho»: «Não quero»!… «mas, depois, arrependeu-se e foi». Note-se também a resposta do segundo filho, depois de ter ouvido o mesmo convite do seu Pai: «Eu vou, Senhor» e a constatação do narrador de que, de facto, não foi.
Como se vê, todos os filhos de Deus-Pai ouvem o mesmo convite e vêem a mesma atitude de carinho. Respondem que não ou que sim, e ambos mudam! O que disse que não, de facto, vai HOJE fazer a vontade do PAI; o que disse que sim, ficou apenas em palavras, apenas mudando o sim em não.
D. António Couto (extrato)

INFORMAÇÕES ÚTEIS
Sexta-feira, dia 6 de outubro é a primeira sexta-feira do mês, dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Teremos a adoração eucarística entre as 10:00 e as 11:00h na Igreja de S. Tiago.
No próximo sábado, dia 7, às 14:30hhaverá uma formação para todos os nossos catequistas, será orientador o Pe. Paulo Duarte. No mesmo dia, às 21:15 h., o mesmo Padre apresentará um tema para todas as pessoas que quiserem vir, nas instalações da Paróquia.
Na próxima quinta-feira, dia 5, começa a Novena em honra de Nossa Senhora de Fátima, na Igreja do mesmo nome, às 21:00 h. 

domingo, 24 de setembro de 2017

CVX Beira Interior

 " Ide e dai de graça porque de graça recebestes!"
Abertura do Ano CVX, Compromisso da Maria José e despedida do Abraão que regressa a Timor de pois de concluir o mestrado na UBI.

  
As atividades da CVX – Beira Interior iniciaram-se hoje, dia 24 de Setembro, pelas 11h:30h, com a celebração da Eucaristia, na comunidade paroquial a que presidiu  o Pe. Henrique Rios, sj.
Estiveram presentes elementos de todos os grupos (Grão de Mostarda, Porto de Abrigo, Profissionais, Maranathá, 5ª. Semana e Novo grupo).    
A Maria José Madeira fez, perante toda a assembleia, o seu compromisso temporário na presença da Presidente Ana Teresa Brás.
Após o almoço partilhado, passamos à Sala de Santo Inácio onde continuámos a actividade  com a apresentação do Relatório de contas.
A seguir foi feita a eleição de dois novos elementos para e equipa Regional da Beira Interior: Conceição Neves do grupo Grão de Mostarda e Paulo Lopes do grupo Os Profissionais.
Despedimo-nos com um "até breve", pois olhando para algumas atividades já programadas, esperamos novos momentos de encontro.




terça-feira, 12 de setembro de 2017

Unidos à Diocese do Porto e Igreja em Portugal

Faleceu D. António Francisco dos Santos, bispo do Porto


«Se conhecesses
o mistério imenso do céu onde agora vivo,
este horizonte sem fim,
esta luz que tudo reveste e penetra,
não chorarias, se me amas!

Estou já absorvido no encanto de Deus,
na sua infindável beleza.
Permanece em mim o seu amor,
uma enorme ternura,
que nem tu consegues imaginar.
Vivo numa alegria puríssima.
Nas angústias do tempo,
pensa nesta casa onde, um dia,
estaremos reunidos para além da morte,
matando a sede na inesgotável fonte
da alegria e do amor infinito.

(Santo Agostinho)


quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Catequese - Ficha de Inscrição


Está disponível o formulário para a Inscrição na Catequese do próximo ano.

Todos os catequizandos que frequentaram o ano passado a Catequese, deverão também renovar a sua inscrição.


Ficha de 1ª. inscrição na Catequese (a entregar diretamente na Secretaria da Paróquia), é necessária uma foto da criança 



Ficha de renovação da Catequese - a entregar na Secretaria da Paróquia ou enviar por email: paroquiaspedro@gmail.com




sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Inscrições para a Catequese


 Na secretaria da Paróquia de terça a sexta-feira 
das 9:30 às 12:30 e das 15:30 às 18:00

sábado, 3 de junho de 2017

Solenidade de Pentecostes

Pentecostes, Arcabas (Jean-Marie Pirot), 114 x 146 cm, óleo sobre tela, ouro 24 quilates, 
Mosteiro Notre-Dame du Cénacle, Lyon, França, 2005.

"Sempre tentamos administrar o Espírito: dividi-Lo em doses e regulamentá-Lo. Temos a ilusão de que podemos usá-Lo para garantir a ordem e avalizar as nossas decisões como se fosse o árbitro nos jogos cujas regras foram por nós fixadas. Temos medo de nos deixar habitar pelo vento e pelo fogo. A nova criação nasce de um colossal incêndio, pois o Espírito vem e acende uma paixão. A vida no Espírito, como o fogo e o vento, é incontrolável, imprevisível e não pode ser programada jamais. 

O vento irrompe barulhento na casa e coloca para fora os seus ocupantes. O Espírito de Jesus arranca o medo, destrói a angústia e abre as portas que jamais deverão ser trancadas novamente. O teólogo von Balthasar adverte: “Se o Espírito não tivesse vindo, o mundo e a Igreja nunca teriam compreendido que a causa do judeu de Nazaré crucificado era algo mais que um assunto provinciano e historicamente sem importância”.
O Espírito é um refazer constante e um renascimento. Pentecostes conduz-nos a uma nova geografia amorosa do mundo. Todos os símbolos do Espírito são elementos em movimento, mas um movimento para os outros. Ao sermos habitados pelo Espírito, o coração se dilata e se banha de amor divino. O Espírito é um fogo cuja vinda é palavra e cujo silêncio é luz (Efrem da Síria). Somente o silêncio fala todas as línguas e a linguagem do Espírito é o silêncio oferecido ao Verbo. O Espírito que faz bater o coração de Deus é também o sopro que faz bater o coração do Homem.

O Espírito de Jesus encontra-se na oração, na solidariedade, no perdão, na palavra comprometida e na misericórdia que superam todas as fórmulas e as frases de conveniência, os conselhos moralizantes e as respostas pré-fabricadas. Jesus fala-nos de um pecado contra o Espírito que nunca terá perdão. É a blasfémia de conceder ao Espírito apenas um sussurro e uma subtil e vigiada fissura ao invés de janelas e portas abertas dos corações. O pecado irreparável é a pretensão de falar da coragem cristã e oferecer ao Espírito um pouco menos da metade de todo o resto que concedemos ao medo e a angústia. O pecado sem perdão é falar de Pentecostes sem nunca nos permitir experimentar e viver até as últimas consequências a sua embriaguez.

A Igreja de Jesus só despertará entusiasmo se anunciar as maravilhas de Deus que vira tudo do avesso, como cantou Maria no seu Magnificat. Os seguidores de Jesus devem ser ousados e capazes de ultrapassar as fronteiras em busca de novos horizontes. Os homens de Pentecostes surpreenderam, não porque apareceram comedidos, discretos e ajustados, mas porque apareceram excessivos: um pouco loucos e poetas."

Texto adaptado a partir de excertos do blog Matersol: http://matersol.blogspot.pt/

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Solenidade da Ascensão do Senhor - Visita do Provincial


O Padre Provincial José Frazão Correia sj, está de visita à nossa Comunidade. No sábado dia 27, esteve com alguns grupos de Catequese e teve oportunidade de dar uma palavra aos pais e catequistas presentes na Eucaristia, em que, com os jovens do 9º ano celebrámos a Festa do Compromisso.
A visita ainda está a decorrer, deixamos no entanto, algumas interpelações da homilia desse dia, na Solenidade da Ascensão do Senhor.

 “A Ascensão condensa/completa a Encarnação. Jesus regressa ao Pai, enriquecido agora com a experiência de ser homem - Jesus de Nazaré.
Jesus não regressa ao Pai como veio lembrou, nas mãos, nos pés e no peito estão as chagas sinal da Sua Paixão. Assumindo a vida de cada um de nós, o Cristo que sobe aos céus leva consigo as marcas da Sua humanidade E assim, assume a nossa humanidade, as nossas alegrias, as nossas feridas e as nossas dores.
Levando consigo a nossa vida, tudo o que somos agora está em Deus."



domingo, 21 de maio de 2017

VI Domingo da Páscoa


« A passagem evangélica deste domingo é a continuação direta da passagem do domingo passagem, tirado também do capítulo 14 do Evangelho segundo João. Se a primeira parte do capítulo tinha como tema a fé em Jesus (“Credes em Deus, crede também em mim”: Jo 14, 1), esta segunda parte tem como tema o amor por Jesus (“Se me amais, guardareis os meus mandamentos”: Jo 14, 15).
Nenhuma oposição entre fé em Jesus e amor por Jesus, porque crer não é um ato intelectual, mas é uma adesão, um envolvimento com a vida de Jesus; e um envolvimento pode ser implementado somente na liberdade e por amor.
A estrutura do trecho é evidente:
- um marco com as duas declarações inclusivas sobre o amor por Jesus (vv. 15 e 21);
- dois anúncios no seu interior: o dom do Espírito (vv. 16-17);
- a vinda de Cristo (vv. 18-20).
O tema do amor por Jesus já está presente nos seus lábios nos Evangelhos sinóticos: “Quem ama seu pai ou mãe mais do que a mim não é digno de mim” (Mt 10, 37); mas, no quarto Evangelho, esse amor é especificado, quase como se o redator temesse um equívoco. Assim como Jesus pediu para crer em Deus e também nele, assim também ele certamente pediu para amar a Deus e também a ele, mas sob condições precisas. Ele especifica particularmente que esse amor não se esgota em um desejo de Deus, em um anseio pelo divino, sem que nele esteja contida a disponibilidade de se conformar com aquilo que Deus quer, vontade de Deus manifestada na sua palavra, vontade a ser realizada todos os dias como observância concreta dos seus mandamentos.
É por isso que as palavras de Jesus parecem peremptórias: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos”. Em todas as vias religiosas ama-se a Deus, mas se pode amá-lo como um ídolo, especialmente se for um deus construído e “idealizado” por nós; ou, melhor, precisamente quando é um deus que é um produto nosso, nós o amamos mais!
Mas o nosso Deus vivo tem um rosto preciso. Não é a divindade, o divino: é o Deus que falou expressando a sua vontade, e só o ama verdadeiramente quem busca realizar, embora com dificuldade, tal vontade. Parece-me que não afirmamos com clareza e força suficientes essa verdade decisiva para a vida cristã, mas pensamos que basta dizer, por exemplo: “O que temos de mais caro no cristianismo é Jesus Cristo”, palavras que podem ser uma confissão de fé, contanto, porém, que Cristo não seja o “nosso Cristo”, aquele inventou e escolhido por nós, mas o Cristo Jesus narrado pelos Evangelhos e transmitido pela Igreja.
Amar Jesus, portanto, significa não só se alimentar de um amor de desejo, não só lhe dizer que a nossa alma tem sede dele, mas realizar aquilo que ele nos pede, observar o mandamento novo, isto é, último e definitivo, do amor recíproco. Conhecemos bem como Jesus formulou esse mandamento: “Assim como eu vos amei, assim também ameis uns aos outros”.
Atenção, Jesus não disse: “Assim como eu vos amei, assim também amai-me”, mas “ameis uns aos outros”. Porque ele nos ama sem nos pedir o retorno, mas nos pedindo que o seu amor que nos alcança, se difunda, se expanda como amor pelos outros, porque essa é a sua vontade de amor.
Ele dirá ainda: “Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando” (Jo 15, 14), porque o discípulo não deve alimentar ilusões em si, cultivando o seu “eu religioso”, cheio de sentimentos afetivos por Deus ou por Jesus, mas ignorando as suas palavras, a sua vontade, a sua espera.   
(...) 
É o dom do Espírito, que é sempre o Espírito do amor que desce ao coração do cristão, dando-lhe a capacidade de responder ao Pai na liberdade e com amor. Graças ao amor por Jesus, portanto, podemos ser fiéis aos seus mandamentos; e, ao mesmo tempo, a observância dos seus mandamentos testemunha a autenticidade do nosso amor por ele. Esses mandamentos de Jesus não são uma lei – atenção para não fazer regressões! –, são Jesus mesmo, “caminho, verdade e vida” (Jo 14, 6), são uma vida humana concreta vivida no amor até o fim (cf. Jo 13, 1).
Depois da sua glorificação, o amor de Jesus pode ser experimentado pelo discípulo como amor do outro Consolador, do Espírito Santo sempre connosco por intercessão do próprio Jesus: Espírito que deve ser invocado por nós, acolhido, conservado, obedecido até ser a nossa “respiração”, aquilo que nos anima. Devemos confessar: esse Espírito não pode ser acolhido pelo mundo, aquele mundo que não é a humanidade tão amada por Deus (cf. Jo 3, 16), mas sim a estrutura mundana, o ordenamento de injustiça dominante sobre a terra que está em revolta contra Deus, isto é, contra o amor e contra a vida. Esse sistema de mentira organizada, de violência que não conhece limites, de injustiça que oprime os pobres e os pequenos, infelizmente, também engloba os homens e as mulheres alienados por ele.
(...)
Podemos ver Jesus à luz da fé, podemos experimentar a vida abundante que ele quer nos dar; mas muitas vezes somos incapazes de acolher o dom, somos cegos que dizem ver (cf. Jo 9, 40-41). Que essas palavras de Jesus, portanto, não se tornem fonte de justificação, impulsionando-nos a evitar a reivindicação da conversão e a não acolher aquele dom que nós não podemos nos dar: o dom do Espírito de Cristo, o dom do seu amor.
Eis, então, a conclusão, que retoma o início do discurso: “Quem acolheu os meus mandamentos e os observa, esse me ama. Ora, quem me ama, será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele”. Amar, observar os mandamentos é a condição para que Jesus se manifeste, e, na observância da vontade de Deus, através do amor fraterno, seremos amados por Deus e por Jesus.

A vida de Deus é um fluxo de amor no qual, se acolhemos o seu dom, podemos ser envolvidos. É isto que deveremos conhecer na embriaguez do Espírito e na comunhão com Cristo em cada Eucaristia que vivemos: uma celebração do amor!»

P. Enzo Bianchi, monge italiano fundador da Comunidade de Bose