domingo, 21 de dezembro de 2008

IV Domingo do Advento

Lc. 1, 26- 34
Naquele tempo, o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma Virgem desposada com um homem chamado José. O nome da Virgem era Maria. Tendo entrado onde ela estava, disse o Anjo: «Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo; bendita és tu entre as mulheres». Ela ficou perturbada com estas palavras e pensava que saudação seria aquela. Disse-lhe o Anjo: «Não temas, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo. O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David; e o seu reinado não terá fim».

" Maria, mulher simples e humilde, vive em total abertura, disponibilidade ao Senhor, ela apenas acolhe, … Pergunta… e Confia.
«À promessa de grandeza» que lhe é feita pela voz do Anjo Gabriel e numa sociedade em que o sucesso humano, o êxito, o facilitismo, fazem parte de uma vida de glória, Maria responde na simplicidade da sua maneira de viver... E ela é de facto “A Escolhida de Deus”
Se vivesse para a glória vã, poderia dizer-se que Maria ganhou a “sorte grande”!
Mas Não… O convite de Deus é um convite à simplicidade, ao serviço, à confiança e é isso que ela continua a fazer.
Maria considera-se “a escrava do Senhor”, instrumento de Deus para que o Salvador viesse ao mundo, não pelas suas capacidades humanas, mas pelo dom gratuito de Deus que toma a iniciativa de vir ao encontro da Humanidade.
Mais tarde: “Não havia lugar na Hospedaria”… e não havia mesmo!...
Porque também não havia lugar no coração das pessoas! Só quando há lugar para os outros é que também há lugar para Deus.

Maria, a quem Deus convida a viver na fé e na alegria, é a pessoa indicada para nos levar ao presépio. Que cada um de nós veja a distância a que se encontra e lhe dê a mão... Contemplemos e admiremos a Sua abertura e disponibilidade e tenhamos a certeza de que sem Ela a alegria do Natal não seria completa”.

(Notas tiradas da homilia do P. Francisco Rodrigues
por Alice Matos)

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